Perguntas mais freqüentes sobre FreeBSD 2.X, 3.X e 4.X

Projeto de Documentação do FreeBSD

Estas são as Perguntas Mais Freqüentes (FAQ) para as versões 2.X, 3.X e 4.X do FreeBSD. Deve-se assumir que todos os assuntos aqui tratados são relevantes para FreeBSD 2.0.5 ou posterior, a não ser que o contrário esteja explicitamente denotado. Todos os assuntos assinalados com <XXX> estão em processo de desenvolvimento. Se você estiver interessado em ajudar este projeto, envie e-mail para lista de discussão do projeto de documentação do FreeBSD [English Content/Conteúdo em Inglês] . A versão mais atualizada deste documento está sempre disponível no servidor WWW do FreeBSD. Também pode ser obtida como um único grande arquivo HTML via HTTP; ou, como texto puro, ou nos formatos postscript, PDF, etc. no servidor FTP do FreeBSD. Você também pode querer realizar uma busca nas Perguntas Mais Freqüentes (FAQ).

Versão Traduzida para Português do Brasil

Esta é uma tradução não-oficial do Aviso Legal Padrão do Projeto de Documentação do FreeBSD para o Português do Brasil. Ela não foi publicada pelo Projeto de Documentação do FreeBSD, e legalmente não representa os termos de distribuição de documentação que utiliza o Aviso Legal Padrão do Projeto de Documentação do FreeBSD -- somente o texto original do Aviso Legal Padrão do Projeto de Documentação, em inglês, faz isso. Logo, a versão traduzida não deve ser utilizada como um aviso legal válido. Esperamos, contudo, que esta tradução ajude aos falantes de Português do Brasil a entender melhor o Aviso Legal Padrão do Projeto de Documentação do FreeBSD.

SEMPRE verifique a versão em Inglês mais recente do Aviso Legal Padrão do Projeto de Documentação do FreeBSD na versão em Inglês do Manual do FreeBSD.

Redistribuição e utilização do código fonte (SGML DocBook) ou formato 'compilado' (SGML, HTML, PDF, PostScript, RTF e assim por diante) com ou sem modificação, são permitidas contanto que as seguintes condições sejam cumpridas:

  1. As redistribuições do código fonte (SGML DocBook) devem reter o aviso de copyright acima, esta lista de condições e a seguinte nota de responsabilidade assim como as primeiras linhas deste arquivo não modificadas.

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English Version

This is an unofficial translation of the Standard FreeBSD Documentation Project Legal Notice into Brazilian Portuguese. It was not published by The FreeBSD Documentation Project, and does not legally state the distribution terms for documentation that uses the Standard FreeBSD Documentation Project Legal Notice -- only the original English text of the Standard FreeBSD Documentation Project Legal Notice does that. Therefore, the translated version should not be used as a valid legal notice. However, we hope that this translation will help Brazilian Portuguese speakers understand the Standard FreeBSD Documentation Project Legal Notice better.

Make sure to ALWAYS check the latest English version of the Standard FreeBSD Documentation Project Legal Notice in the English documentation version of the FreeBSD Handbook.

Redistribution and use in source (SGML DocBook) and 'compiled' forms (SGML, HTML, PDF, PostScript, RTF and so forth) with or without modification, are permitted provided that the following conditions are met:

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Índice
1. Introdução
2. Documentação e Suporte
3. Instalação
4. Compatibilidade de Hardware
5. Resolução de Problemas
6. Aplicações Comerciais
7. Aplicações de Usuário
8. Configuraçãao do Kernel
9. Discos, Sistemas de Arquivos e Carregadores de Inicialização (Boot Loaders)
10. Administração do Sistema
11. O sistema X, sistema de interface gráfica e os Consoles Virtuais
12. Redes
13. Segurança
14. PPP
15. Comunicações Seriais
16. Perguntas Variadas
17. As gracinhas do FreeBSD
18. Tópicos Avançados
19. Reconhecimentos
Lista de Tabelas
3-1. Tamanho máximo dos arquivos.
12-1. Interfaces de rede baseadas no chipset DEC PCI
Lista de Exemplos
11-1. Seção “Pointer” no XF86Config para o mouse com bolinha de scroll, da série 3.3.x do XFree86, usando a tradução se;rie 3.3.x do XFree86, usando a tradução por meio do moused
11-2. Seção “InputDevice” do XF86Config para usar a tradução do X Server na série 4.X do XFree86.
11-3. Exemplo de “.emacs” para usar paginamento em mouse com bolinha de scroll.
11-4. Seção “Pointer” do XF86Config com um mouse com scroll na série 3.3.x do XFree86.
11-5. Seção “InputDevice” do XF86Config com um mouse com scroll na série 4.x do XFree86.
11-6. Arquivo “.emacs” para usar paginamento em mouse com bolinha de scroll.
11-7. Configuração do Emacs para Imwheel
11-8. Configuração do Xemacs para Imwheel

Capítulo 1. Introdução

Bem vindo às Perguntas Mais Freqüentes (FAQ) para as versões 2.X à 4.X do FreeBSD!

Como é de costume em Perguntas Mais Freqüentes (FAQ) da Usenet, este documento pretende cobrir as perguntas mais freqüentes relacionadas ao sistema operacional FreeBSD (e claro, respondê-las todas!). Embora originalmente tais documentos tivessem apenas a finalidade de reduzir a utilização da largura de banda da rede ao evitar que o mesmo tipo de pergunta antiga fosse sempre repetida, FAQs tornaram-se reconhecidamente uma fonte valiosa de informações.

Inúmeros esforços foram feitos para tornar este FAQ o mais informativo possível; se você tiver alguma sugestão de como esse documento pode ser melhorado, sinta-se a vontade para enviar suas sugestões por e-mail para o Responsável pelo FAQ .

1.1. O que é FreeBSD?
1.2. Qual o objetivo do Projeto FreeBSD?
1.3. A licença FreeBSD tem alguma restrição?
1.4. O FreeBSD pode substituir meu sistema operacional atual?
1.5. Por que o sistema se chama FreeBSD?
1.6. Qual a versão mais recente do FreeBSD?
1.7. O que é FreeBSD-CURRENT?
1.8. Qual o conceito por trás do FreeBSD-STABLE?
1.9. Quando são realizados lançamentos FreeBSD?
1.10. Quem é responsável pelo FreeBSD?
1.11. Onde posso obter o FreeBSD?
1.12. Como eu acesso o banco de dados de Relatórios de Problemas?
1.13. Como eu me torno um espelho do sítio WWW FreeBSD?
1.14. Que outras fontes de informações sobre o FreeBSD existem?

1.1. O que é FreeBSD?

Em síntese, FreeBSD é um sistema operacional UN*X-like para plataformas i386 e Alpha/AXP, baseado no “4.4BSD-Lite” da Universidade da Califórnia em Berkeley, com alguns aprimoramentos adotados do “4.4BSD-Lite2”. O FreeBSD também é baseado, indiretamente, na conversão de William Jolitz conhecida como “386BSD” para a plataforma i386 do “Net/2” da Universidade da Califórnia, em Berkeley; apesar que pouquíssimo código originado do 386BSD ainda exista no FreeBSD. Uma descrição mais abrangente do que é FreeBSD e como o sistema funciona, pode ser encontrada na página principal do FreeBSD.

O FreeBSD é amplamente utilizado por empresas, Provedores de Serviço Internet, pesquisadores, profissionais de informática, estudantes e usuários domésticos no mundo todo, para trabalho, educação e recreação. Alguns destes exemplos podem ser observados na Galeria FreeBSD,.

Para informações mais detalhadas sobre o FreeBSD, por favor, leia o Manual do FreeBSD.

1.2. Qual o objetivo do Projeto FreeBSD?

O objetivo do Projeto FreeBSD é oferecer software que possa ser utilizado para qualquer finalidade e sem obrigações anexadas à esse código. Muitos de nós investimos significantemente no código (e no projeto como um todo), e com certeza não nos importaríamos em receber algum tipo de compensação financeira neste momento ou qualquer outro no futuro, mas ninguém no projeto insistirá nisso. Acreditamos que a nossa primeira e mais importante missão é oferecer código para toda e qualquer pessoa, que possa ser utilizado para qualquer propósito, de forma que esse código ofereça o maior número possível de benefícios e formas de uso. Nós acreditamos que este é um dos objetivos fundamentais do Software Livre, e é um dos quais nós apoiamos com entusiasmo.

O código fonte em nossa árvore que é distribuído sob a Licença Pública Geral GNU (GPL) ou sob a Licença Pública Geral de Bibliotecas GNU (LGPL) inclue, pode-se dizer, algumas obrigações anexadas a ele; contudo tais restrições visam garantir o acesso livre a esse código, e não o contrário. Devido à complexidades adicionais que envolvem a utilização comercial de software licenciado sob GPL, nós procuramos substituir tais softwares sob a mais relaxada licença de direito autoral FreeBSD sempre que possível;.

1.3. A licença FreeBSD tem alguma restrição?

Sim. Entrentanto, essas restrições não definem regras a respeito de como o código deve ser utilizado, mas de como você deve tratar o Projeto FreeBSD ao utilizar código distribuído pelo mesmo. Se você tem sérias dúvidas sobre o licençiamento, sinta-se a vontade para ler a licença. Para os meramente curiosos, a licença pode ser resumida em:

  • Não alegue que o código foi escrito por você.

  • Não nos processe se o código falhar.

1.4. O FreeBSD pode substituir meu sistema operacional atual?

Para maioria das pessoas, sim. Mas essa não é uma pergunta tão simples assim.

A maioria das pessoas, na verdade, não utiliza um sistema operacional. As aplicações utilizadas pelos usuários é que realmente usam o sistema operacional. O FreeBSD é projetado de forma a oferecer um ambiente robusto e completo para as aplicações. Suporta uma enorme variedade de navegadores internet, de suítes de escritório, clientes de e-mail, programas de manipulação gráfica, ambientes de programação, servidores e serviços de rede, e praticamente tudo mais que você pode desejar. A maioria destas aplicações podem ainda ser gerenciadas através da Coleção de Ports.

Em circunstâncias nas quais precise usar uma aplicação disponível apenas para um determinado sistema operacional, não é possível substituir aquele sistema operacional. Entretanto, há uma boa chance que alguma aplicação similar à que você precisa, exista para FreeBSD. Se você quer ter, desde um sólido conjunto de aplicações para escritório, até um robusto e altamente escalável servidor Internet, ou simplesmente uma estação de trabalho confiável, onde você possa realizar seu trabalho sem interrupções, FreeBSD provavelmente vai suprir todas as suas necessidades. Inúmeras pessoas pelo mundo todo, desde usuários novatos à administradores de sistemas UNIX experientes usam FreeBSD como seu único sistema operacional para desktop.

Se você está migrando para FreeBSD a partir de algum outro ambiente UNIX, provavelmente já sabe quase tudo o que precisa pra começar a se envolver com o sistema. Entretanto, se o seu histórico em computação envolveu somente sistemas operacionais baseados em ambientes gráficos como Windows e antigos Mac OS, será necessário investir algum tempo a mais aprendendo a maneira UNIX de fazer as coisas. Este FAQ e o Manual do FreeBSD são excelentes formas de começar sua jornada.

1.5. Por que o sistema se chama FreeBSD?

  • Pode ser utilizado sem nenhum encargo monetário, inclusive para uso comercial.

  • O código fonte completo do sistema operacional é livremente distribuído, e pode ser adquirido gratuitamente. O menor número possível de restrições foram colocadas sobre o uso do sistema, sua distribuição e sua incorporação à outro projeto (comercial ou não).

  • Qualquer pessoa que tiver feito alguma correção ou aprimoramento do código do sistema pode livremente enviar suas alterações e ter seu código adicionado à árvore de código fonte do sistema (obviamente sujeito a prévias análises).

  • É importante ressaltar que a palavra de origem inglesa “free” em português pode ser traduzida como “livre” e “gratuito”. Além disso, a palavra “free” está sendo usada aqui com dois significados: “sem custo” e “você pode fazer o que quiser”. “Free” no nome do sistema operacional remete aos dois significados da palavra. O sistema pode ser utilizado “sem nenhum custo”, e pode ser utilizado “da forma que você quiser”. Exceto por algumas poucas coisinhas que você não pode fazer com o FreeBSD (por exemplo, fingir que foi você quem o escreveu), você pode realmente fazer o que bem entender com o sistema.

1.6. Qual a versão mais recente do FreeBSD?

A versão 9.0 é a versão RELEASE mais recente; lançada em January 2012. Esta também é a versão STABLE mais recente.

Resumidamente, -STABLE é a série voltada para Provedores de Serviço de Internet, usuários corporativos, ou qualquer usuário que deseje estabilidade e um número mínimo de alterações e novas características adotadas do snapshot -CURRENT. Lançamentos podem vir de qualquer um dos ramos de desenvolvimento; a série -CURRENT, todavia, deveria ser utilizada apenas por usuários preparados para um ambiente em constante modificação, instável em muitas de suas características e extremamente sem garantias (ao menos, quando comparado ao -STABLE).

Lançamentos são realizados de alguns em alguns meses. Muitos usuários mantém o código fonte de seus sistemas em mais sincronia com a árvore de desenvolvimento do FreeBSD (veja as perguntas sobre FreeBSD-CURRENT e FreeBSD-STABLE) que isto, fazer isto é uma demonstração de interesse e compromisso visto que o código fonte sofre constantes modificações.

1.7. O que é FreeBSD-CURRENT?

FreeBSD-CURRENT é a versão de desenvolvimento do sistema operacional, que brevemente se tornará a série 5.0-RELEASE. Exatamente por ser uma série de desenvolvimento, e portanto sem garantias de estabilidade, o uso desse sistema operacional é de interesse exclusivo de desenvolvedores que trabalham no sistema, usuários extremamente experientes que acompanham e analisam (testam) o novo sistema ou daqueles que o fazem por hobby. Veja a seção relevante no Manual do FreeBSD.

Se você não tem familiaridade com o sistema operacional, não é um usuário experiente ou não consegue distinguir a diferença entre um problema de verdade e um problema temporário, então é desaconselhável que você use o FreeBSD-CURRENT. Essa série, as vezes, evolui de forma extremamente rápida, e pode se tornar extremamente instável e subutilizável por vários dias seguidos. Usuários do FreeBSD-CURRENT devem ser capazes de analisar qualquer problema no sistema, e apenas relatar a falha se o problema tratar-se de um erro ou um engano no desenvolvimento do mesmo ao invés de “pequenos problemas temporários de instabilidade (glitches)”. Perguntas sobre o porquê de “make world produzir erros a respeito de grupos” são devidamente ignoradas ou escrachadas na lista de discussão da série -CURRENT.

Diariamente, snapshots são lançados baseados no estado atual de desenvolvimento dos ramos -CURRENT e -STABLE. Atualmente, distribuições ocasionais de snapshots estão sendo disponibilizadas. Os objetivos por trás do lançamento de cada snapshot são:

  • Testar a versão mais recente do programa de instalação.

  • Dar a oportunidade para aqueles que querem usar o -CURRENT ou o -STABLE - mas não tem tempo ou não tem uma conexão Internet rápida o suficiente para estarem diariamente sincronizados com a versão mais atualizada do código no projeto.

  • Manter um ponto de referência fixo, em relação ao código em desenvolvimento e o código disponível até então, para o caso de nós seriamente “quebrarmos” alguma coisa. (Embora CVS normalmente previna que desastres horríveis como este aconteçam :)

  • Garantir que todas as novas características e funções do sistema que precisem ser testadas, tenham o maior número possível de pessoas potencialmente testando-as.

Sob nenhuma circunstância, nenhum snapshot -CURRENT pode ser considerado software de “qualidade de produção” para qualquer que seja o propósito, e por mais maduro que o código -CURRENT atual possa parecer. Se a intenção é usar um sistema estável e completamente testado, você deverá usar apenas lançamentos, ou snapshots do ramo -STABLE.

Os snapshots lançados podem ser diretamente acessados em ftp://current.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/ para a série 5.0-CURRENT e em releng4.FreeBSD.org para snapshots da série 4-STABLE. Snapshots para a série 3-STABLE não estão sendo produzidos na data em que este documento foi escrito (Maio de 2000).

Normalmente, os snapshots são gerados uma vez ao dia, para todas as séries em desenvolvimento ativo.

1.8. Qual o conceito por trás do FreeBSD-STABLE?

Nos primórdios do projeto quando o FreeBSD 2.0.5 foi lançado, a árvore de desenvolvimento do sistema foi dividida em dois ramos. Um ramo foi chamado -STABLE e o outro -CURRENT. O FreeBSD-STABLE é direcionado para Provedores de Serviços de Internet e para outros empreendimentos comerciais que não pretendem conviver com mudanças bruscas ou testar novas características experimentais do sistema. Ele recebe apenas código que tenha sido totalmente testado, correções de problemas e outras pequenas inovações incrementais. O FreeBSD-CURRENT, por outro lado, tem sido uma linha sem interrupções visando ao 5.0-RELEASE (e além) desde o lançamento 2.0. Se uma pequena ilustração em arte ASCII ajudasse, isto seria o que pareceria:

                 2.0
                  |
                  |
                  |  [2.1-STABLE]
 *BRANCH*       2.0.5 -> 2.1 -> 2.1.5 -> 2.1.6 -> 2.1.7.1  [2.1-STABLE termina]
                  |                            (Mar 1997)
                  |
                  |
                  |  [2.2-STABLE]
 *BRANCH*       2.2.1 -> 2.2.2-RELEASE -> 2.2.5 -> 2.2.6 -> 2.2.7 -> 2.2.8 [fim]
                  |       (Mar 1997)    (Out 97) (Abr 98) (Jul 98) (Dez 98)
                  |
                  |
               3.0-SNAPs  (inicio Q1 1997)
                  |
                  |
               3.0-RELEASE (Out 1998)
                  |
                  |  [3.0-STABLE]
 *BRANCH*      3.1-RELEASE  (Fev 1999) -> 3.2 -> 3.3 -> 3.4 -> 3.5 -> 3.5.1
                  |                     (Mai 1999) (Set 1999) (Dez 1999) (Jun 2000) (Jul 2000)
                  |
                  |  [4.0-STABLE]
 *BRANCH*        4.0  (Mar 2000) -> 4.1 -> 4.1.1 -> 4.2 -> 4.3 -> 4.4 -> ... Lançamentos 4.x futuro ...
                  |
                  |              (Jul 2000)   (Set 2000)   (Nov 2000)
                 \|/
                  +
          [5.0-CURRENT continua]

O ramo 2.2-STABLE saiu de produção com o lançamento 2.2.8. O ramo 3-STABLE saiu de produção com o lançamento 3.5.1, que foi também o último -RELEASE 3.X. As únicas modificações ainda realizadas em quaisquer destes ramos são praticamente relacionados apenas à correções de segurança.

O 4-STABLE é o ramo -STABLE em desenvolvimento ativo. A versão mais recente da série 4-STABLE é 9.0-RELEASE, lançada em January 2012.

O ramo 5-CURRENT está lentamente progredindo para o que se tornará o FreeBSD 5.0-RELEASE e além. Veja O que é FreeBSD-CURRENT? para obter mais informações sobre este ramo.

1.9. Quando são realizados lançamentos FreeBSD?

O Equipe de Engenharia de Lançamento lança uma nova versão do FreeBSD, em média, a cada 4 meses. As datas de lançamento são anunciadas com uma certa antecedência, de forma que os desenvolvedores trabalhando no sistema saibam quando seus projetos precisam estar terminados e testados. Um período de testes antecede cada novo lançamento, de forma a garantir que a adição de novas características não comprometa a estabilidade do lançamento. Muitos usuários consideram tais precauções uma das principais vantagens do projeto FreeBSD, mesmo admitindo que, as vezes, esperar que as novidades sejam adotadas pelo ramo -STABLE possa ser um pouco frustante.

Mais informações sobre o processo de engenharia de lançamento (incluindo a programação de novos lançamentos) podem ser obtidas nas páginas de engenharia de lançamento no sítio WWW do FreeBSD.

Para as pessoas que precisam, ou desejam um pouco mais de emoção, snapshots binários são feitos diariamente como discutido acima.

1.10. Quem é responsável pelo FreeBSD?

As principais decisões relacionadas ao Projeto FreeBSD, como os objetivos e direção geral do projeto, e quem tem permissão para adicionar código à árvore de código, são tomadas por um grupo central (core team) composto de 9 pessoas. Existe um grupo muito maior, composto de mais de 200 desenvolvedores, denominados committers, que tem autorização para fazer alterações diretamente na árvore de código do FreeBSD.

Entretanto, a maioria das alterações não triviais são previamente discutidas nas listas de discussões, e não existe restrição quanto a quem pode participar das discussões.

1.11. Onde posso obter o FreeBSD?

Todo lançamento significativo do FreeBSD está disponível via FTP anônimo no sítio FTP do Projeto FreeBSD:

  • Para obter o lançamento 3.X-STABLE corrente, 3.5.1-RELEASE, veja diretório 3.5.1-RELEASE.

  • O lançamento 4-STABLE corrente, 9.0-RELEASE pode ser encontrado no diretório 9.0-RELEASE.

  • Snapshots 4.X são normalmente criados uma vez ao dia.

  • Lançamentos Snapshot 5.0 são feitos uma vez ao dia no ramo -CURRENT, útil apenas tanto para aqueles que gostam de viver no limite quanto para aqueles que precisam usar a versão mais recente possível com todas as últimas características; sejam pessoas conduzindo testes ou desenvolvedores.

Informação sobre como obter o FreeBSD em CD, DVD, e outras mídias, pode ser encontrada no Manual do FreeBSD.

1.12. Como eu acesso o banco de dados de Relatórios de Problemas?

A base de dados de Relatórios de Problemas é um banco de pedidos de alterações realizados pelos usuários. Todos os pedidos de alteração já realizados podem ser consultados (ou novos submetidos) através de nossas interfaces PR WWW para submeter (novos pedidos) e consultar (já submetidos). O comando send-pr(1) também pode ser usado para submeter relatórios de problema e pedidos de alteração por meio de correio eletrônico.

Antes de enviar um relatório de problema, por favor, leia o artigo Escrevendo Relatórios de Problemas para o FreeBSD, que dá boas dicas de como escrever um bom relatório de problema.

1.13. Como eu me torno um espelho do sítio WWW FreeBSD?

Existam várias formas de espelhar o sítio WWW do FreeBSD.

  • Você pode obter os arquivos já formatados a partir de um servidor CVSup FreeBSD usando o aplicativo net/cvsup. O arquivo /usr/share/examples/cvsup/www-supfile oferece um exemplo de configuração do CVSup para espelhar o servidor WWW do projeto FreeBSD.

  • Você pode obter o código fonte do sítio WWW do projeto FreeBSD a partir de qualquer servidor FTP do projeto usando sua ferramento de espelhamento ftp favorita. Considere que estes fontes devem ser processados para publicá-los em formato WWW tradicional. Você pode começar a espelhar o projeto a partir de ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/FreeBSD-current/www.

1.14. Que outras fontes de informações sobre o FreeBSD existem?

Por gentileza, queira verificar a lista de Documentação no sítio WWW principal FreeBSD.


Capítulo 2. Documentação e Suporte

2.1. Quais bons livros existem sobre FreeBSD?
2.2. A documentação está disponível em outros formatos, como texto puro (ASCII) ou Postscript?
2.3. Onde posso obter informações sobre as listas de discussão FreeBSD?
2.4. Onde encontro informações sobre a compatibilidade FreeBSD ano 2000 (FreeBSD Y2K)?
2.5. Que grupos de notícias (news groups) existem sobre o FreeBSD?
2.6. Existem canais de bate-papo retransmitido via Internet (IRC) FreeBSD?
2.7. Onde eu consigo treinamento em e suporte comercial ao FreeBSD?

2.1. Quais bons livros existem sobre FreeBSD?

O projeto FreeBSD produz um grande número de documentos disponíveis em http://www.FreeBSD.org/docs.html. Além destes, outros livros recomendados são referenciados nas Bibliografias disponíveis ao final deste FAQ e do Manual do FreeBSD.

2.2. A documentação está disponível em outros formatos, como texto puro (ASCII) ou Postscript?

Claro. A documentação pode ser obtida em uma variedade de formatos e opções de compressão no servidor FTP do FreeBSD, sob o diretório /pub/FreeBSD/doc/.

A documentação é organizada em diversas categorias, como:

  • O nome do documento, como faq ou Manual do FreeBSD.

  • A codificação e língua do conteúdo do documento. Tal categorização é baseada nos nomes de localização, que podem ser encontrados sob /usr/share/locale no seu FreeBSD. Atualmente existem documentos nas seguintes línguas e codificações:

    Nome Significado
    en_US.ISO8859-1 Inglês Americano
    de_DE.ISO8859-1 Alemão
    es_ES.ISO8859-1 Espanhol
    fr_FR.ISO8859-1 Francês
    ja_JP.eucJP Japonês (codificação EUC)
    ru_RU.KOI8-R Russo (codificação KOI8-R)
    zh_TW.Big5 Chinês (codificação Big5)

    Nota: Alguns documentos podem não estar disponíveis em todas as línguas.

  • Formato da documentação. A documentação é produzida em vários formatos. Cada qual com suas vantagens e desvantagens. Alguns formatos são mais apropriados para leitura on-line, enquanto outros são mais agradéveis estéticamente em formato impresso. Disponibilizar a documentação em todos estes formatos, garante que os leitores poderão sempre ler os trechos de seu interesse, tanto no monitor do seu computador quanto em papel impresso. Atualmente os formatos disponíveis são:

    Formato Significado
    html-split Uma série de pequenos documentos HTML, devidamente ligados.
    html Um único grande arquivo HTML contendo todo o documento.
    pdb Formato de banco de dados pra Palm Pilot, para ser usado com o visualizador iSilo.
    pdf PDF (Formato de Documento Portável) da Adobe
    ps Postscript
    rtf RTF (Formato de Texto Enriquecido) da Microsoft[a]
    txt Texto puro
    Notas:
    a. A númeração de página não é automaticamente atualizada quando este tipo de arquivo é aberto no Word. Digite CTRL+A, CTRL+END, F9 depois de abrir o documento no Word, para atualizar a numeração das páginas.
  • As técnicas de compressão e empacotamento dos arquivos. Atualmente, 3 destes formatos estão em uso:

    1. Para o formato html-split, os arquivos são todos empacotados com tar(1). O resultado é um arquivo .tar que é posteriormente comprimido usando as técnicas de compressão detalhadas a seguir.

    2. Todos os outros formatos geram apenas um arquivo, nomeado book.formato (por exemplo, book.pdb, book.html, e outros).

      Estes arquivos são, então comprimidos utilizando três técnicas de compressão:

      Tipo Descrição
      zip Formato Zip. Se você quiser descomprimir este formato no FreeBSD, será necessário instalar o port archivers/unzip antes.
      gz Formato GNU Zip. Para descomprimir estes arquivos, use o comando gunzip(1) que faz parte do FreeBSD.
      bz2 Formato BZip2. Esse formato é menos popular que os outros, mas geralmente produz arquivos menores. Instale o port archivers/bzip2 para descomprimir arquivos deste formato.

      Portanto, o Manual do FreeBSD em formato Postscript comprimido com o BZip2 será armazenado como book.ps.bz2 sob o diretório handbook/.

    3. A documentação formatada está disponível ainda como um pacote FreeBSD.

Após escolher o formato e o mecanismo de compressão, você deve decidir se vai ou não pegar o documento em formato de pacote FreeBSD.

A vantagem de baixar e instalar os pacotes é que a documentação pode então ser gerenciada usando os comandos de gerenciamento de pacotes FreeBSD, como pkg_add(1) e pkg_delete(1).

Se decidir baixar e instalar o pacote, então você deve conhecer o nome do arquivo antes de começar. Os arquivos de documentação-como-pacotes estão estocados em um diretório chamado packages. Cada arquivo de pacote segue o padrão de nome document-name.lang.encoding.format.tgz.

Por exemplo, o FAQ, em língua Inglesa e formato PDF, estará no pacote de nome faq.en_US.ISO8859-1.pdf.tgz.

Sabendo isto, você pode usar o seguinte comando pra instalar o pacote contendo o FAQ na língua Inglesa e formato PDF:

# pkg_add
	      ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/doc/packages/faq.en_US.ISO8859-1.pdf.tgz

Depois disso, você pode usar o pkg_info(1) pra determinar onde o documento foi instalado.

# pkg_info -f faq.en_US.ISO8859-1.pdf
Information for faq.en_US.ISO8859-1.pdf:

Packing list:
        Package name: faq.en_US.ISO8859-1.pdf
        CWD to /usr/share/doc/en_US.ISO8859-1/books/faq
File: book.pdf
        CWD to .    
File: +COMMENT (ignored)
File: +DESC (ignored)

Como pode ver, book.pdf terá sido instalado sob /usr/share/doc/en_US.ISO8859-1/books/faq.

Se você preferir não usar pacotes, será necessário baixar os arquivos comprimidos, depois descomprimí-los e copiar os documentos apropriados para os lugares corretos.

Por exemplo, a versão do FAQ dividido em vários arquivos HTML, comprimido usando gzip(1), pode ser encontrado no arquivo doc/en_US.ISO8859-1/books/faq/book.html-split.tar.gz. Para baixar e descomprimir aquele arquivo, você deveria fazer o seguinte.

# fetch ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/doc/en_US.ISO8859-1/books/faq/book.html-split.tar.gz
# gzip -d book.html-split.tar.gz
# tar xvf book.html-split.tar

Será criada, então, uma série de arquivos .html. O principal arquivo é chamado index.html contendo o índice, material introdutório e links para outras partes do documento. Posteriormente, você pode copiar ou mover esses arquivos pra onde você quiser.

2.3. Onde posso obter informações sobre as listas de discussão FreeBSD?

Você pode encontrar uma vasta gama de informações na seção do Manual do FreeBSD sobre listas de discussão.

2.4. Onde encontro informações sobre a compatibilidade FreeBSD ano 2000 (FreeBSD Y2K)?

Informações completas na página FreeBSD Y2K.

2.5. Que grupos de notícias (news groups) existem sobre o FreeBSD?

Informações completas podem ser encontradas na seção do Manual do FreeBSD sobre grupos de notícias (newsgroups).

2.6. Existem canais de bate-papo retransmitido via Internet (IRC) FreeBSD?

Sim, a maioria das grandes redes de bate-papo retransmitido via Internet (IRC) tem um canal de bate-papo sobre FreeBSD:

  • O canal #FreeBSD na EFNet é essencialmente um fórum sobre FreeBSD, mas não entre no canal se você procura suporte técnico, nem se você está procurando uma maneira de evitar a leitura de páginas de manual ou fazer suas próprias pesquisas. Este é essencialmente um canal de bate-papo geral. Assuntos como sexo, esportes ou armas nucleares são tão comuns quanto FreeBSD no canal. Lembre-se, Você Foi Avisado! Para conectar-se, use o servidor irc.chat.org.

  • O canal #FreeBSDhelp na EFNet é dedicado a suporte e auxilio de usuários de FreeBSD. Os participantes neste canal são bem mais receptivos a perguntas que os do canal #FreeBSD.

  • O canal #FreeBSD na DALNET pode ser acessado em irc.dal.net nos Estados Unidos, e irc.eu.dal.net na Europa.

  • O canal #FreeBSD na UNDERNET pode ser acessado em us.undernet.org nos Estados Unidos, e eu.undernet.org na Europa. Partindo do princípio que esse é um canal de ajuda, esteja preparado para ler todos os documentos a que for referido.

  • O canal #FreeBSD na HybNet é um canal de ajuda. Uma lista de servidores pode ser encontrada no sítio WWW da HybNet.

Cada um destes canais é independente, e exatamente por estarem em redes distintas, não é conectada ou relacionada entre si. Os estilos de bate-papo em cada um dos canais são bastante distintos, pode ser necessário testar cada um para descobrir qual á mais adequado ao seu estilo pessoal de bate-papo. Como em toda rede de bate-papo retransmitido via Internet (IRC), nem considere acessar os canais se você ofende-se facilmente ou se você não se dá bem com muita gente jovem (e alguns bem velhos) que usam as mais irregulares formas de escrita e conversação possível, quase sempre assassinando sem o menor pudor todos os princípios verbais - de qualquer língua que seja.

2.7. Onde eu consigo treinamento em e suporte comercial ao FreeBSD?

DaemonNews oferece treinamento em e suporte comercial ao FreeBSD. Mais informações podem ser obtidas no sítio WWW BSD Mall.

FreeBSD Services oferece suporte comercial ao FreeBSD no Reino Unido (além de vender o FreeBSD em mídia DVD). Veja o sítio WWW deles para maiores informações.

A FreeBSD Mall oferece suporte comercial ao FreeBSD. Maiores informações podem ser obtidas no sítio WWW deles.

Qualquer outra organização que ofereça treinamento em ou suporte ao FreeBSD deve entrar em contato com o projeto para serem listadas aqui.


Capítulo 3. Instalação

Nik Clayton
3.1. De qual arquivo eu devo baixar o FreeBSD da rede?
3.2. O que eu devo fazer se as imagens de disquete não couberem em um único disco?
3.3. Onde estão as instruções para instalar o FreeBSD?
3.4. O que é preciso para usar o FreeBSD?
3.5. Eu tenho apenas 4 MB de memória RAM. Posso usar o FreeBSD?
3.6. Como eu crio meu próprio disquete de instalação?
3.7. Posso ter mais de um sistema operacional no meu PC?
3.8. O Windows 95/98 pode co-existir com o FreeBSD?
3.9. O Windows 95/98 sobrescreveu meu gerenciador de inicialização (boot)! Como eu instalo ele de volta?
3.10. O meu IBM Thinkpad série A, T ou X trava sempre, quando eu tento inicializar (boot) o FreeBSD. Como eu resolvo isso?
3.11. Posso instalar o FreeBSD em um disco com bad blocks?
3.12. Eu acabei de atualizar o sistema da série 3.X para 4.X, e a minha primeira inicialização (boot) falhou com a mensagem “bad sector table not supported
3.13. Como eu faço se um disco tem informações criadas pelo bad144 antes de atualizar o sistema, e depois de atualizado para o FreeBSD 4.0 ou posterior, a inicialização falha?
3.14. Como eu removo o bad144 do meu sistema anterior ao 4.X de forma que eu possa atualizá-lo com segurança?
3.15. Coisas estranhas acontecem quando inicio o sistema com o disco de instalação! O que está acontecendo?
3.16. Eu inicializei o FreeBSD a partir do meu CDROM ATAPI, mas o programa de instalação diz que o CDROM não foi encontrado. Para onde ele foi?
3.17. Posso instalar o FreeBSD no meu laptop via PLIP (IP em Linha Paralela)?
3.18. Qual geometria eu devo utilizar para um disco?
3.19. Existem restrições quanto ao particionamento de discos?
3.20. O FreeBSD suporta programas gerenciadores de discos?
3.21. Quando eu inicio o FreeBSD, eu obtenho a mensagem “Missing Operating System”. O que está acontecendo?
3.22. Porque eu não consigo passar da tela F? do gerenciador de inicialização (boot)?
3.23. Eu preciso instalar todos os fontes do sistema operacional?
3.24. Eu preciso criar um kernel personalizado?
3.25. Eu devo usar criptografia DES, Blowfish, ou MD5 para senhas do sistema? Como eu defino qual delas o usuário deve usar?
3.26. Por que o disco de inicialização (boot) inicia, mas trava na tela Probing Devices...?
3.27. Por que ocorre o erro “panic: can't mount root”, quando eu reinicio o sistema, depois de tê-lo instalado.
3.28. Quais são as limitações de memória?
3.29. Qual a limitação para o sistema de arquivos FFS?
3.30. Por que a mensagem de erro “archsw.readin.failed” me perturba sempre, depois que eu recompilo e carrego um kernel novo?
3.31. Como eu atualizo meu sistema da série 3.X para 4.X?
3.32. Onde estão essas “especificações de segurança”?

3.1. De qual arquivo eu devo baixar o FreeBSD da rede?

Até a versão 3.1 era necessário apenas um disquete para instalação do FreeBSD, o disco era o floppies/boot.flp. Contudo, depois que o 3.1 foi lançado, o Projeto adicionou ao kernel genérico o suporte a uma grande variedade de dispositivos, de forma que ele passou a consumir mais espaço. Por este motivo, desde a série 3.X são necessários dois disquetes, o floppies/kernel.flp e o floppies/mfsroot.flp. Essas imagens precisam ser copiadas para disquetes, usando ferramentas como o fdimage ou o dd(1).

Caso seja necessário baixar da rede a distribuição do sistema (por exemplo, para uma instalação por meio de um sistema de arquivos DOS), você terá que obter as seguintes estruturas da distribuição padrão:

  • bin/

  • manpages/

  • compat*/

  • doc/

  • src/ssys.*

Para obter instruções completas sobre o procedimento de instalação do FreeBSD e maiores detalhes sobre os meios de instalação, por gentileza, consulte a seção de instalação no Manual do FreeBSD.

3.2. O que eu devo fazer se as imagens de disquete não couberem em um único disco?

Um disquete de 3.5 polegadas (1,44 MB) armazena até 1474560 bytes de dados. O tamanho da imagem de inicialização é de exatamente 1474560 bytes.

Erros comuns, cometidos na preparação dos discos de inicialização, são:

  • Baixar a imagem de disco via FTP sem utilizar o modo de transferência binário.

    Alguns clientes de FTP - especialmente navegadores de Internet - costumam usar por padrão o modo de transferência ascii nas sessões FTP, e para normalizar o arquivo de acordo com o sistema, eles tentam alterar os caracteres finais de cada linha do arquivo. Invariavelmente esse comportamento resulta em baixar uma imagem de inicialização (boot) corrompida. Verifique o tamanho da imagem que você tem em mãos, se é exatamente do mesmo tamanho da imagem no servidor. Caso o tamanho não seja exatamente o mesmo, você pode suspeitar do arquivo que você baixou.

    Para garantir que esse problema não ocorra, digite binary na prompt de comando do seu cliente FTP, ou defina as preferências do programa para utilizar o modo binário. Aí sim, faça baixe da rede a imagem de inicialização.

  • Usar o comando copy do DOS (ou simplesmente copiar, por meio da Interface Gráfica do sistema) para transferir a imagem de inicialização para o disquete.

    Programas como o copy não vão funcionar para copiar a imagem de inicialização direto para o disquete, exatamente porque a imagem foi criada de forma que ela seja carregada diretamente. A imagem tem o conteúdo completo que o disquete deve ter, com seus dados alocados trilha-a-trilha, e portanto não pode ser copiado para o disquete como um simples arquivo. Você tem que copiar a imagem para o disquete usando alguma ferramenta de “cópia crua” (raw copy, como o fdimage ou o rawrite) como descrito no guia de instalação do FreeBSD.

3.3. Onde estão as instruções para instalar o FreeBSD?

As instruções de instalação do FreeBSD podem ser encontradas na seção de instalação do FreeBSD no Manual do FreeBSD.

3.4. O que é preciso para usar o FreeBSD?

Você vai precisar, no mínimo de um PC 386 com 5MB de memória RAM e no mínimo 60 MB em disco. Essa configuração permite o uso de uma placa de vídeo MDA simples, mas para usar o X11R6 é necessário uma placa de vídeo VGA ou mais avançada.

Para mais informações consulte Capítulo 4

3.5. Eu tenho apenas 4 MB de memória RAM. Posso usar o FreeBSD?

O FreeBSD 2.1.7 foi a última versão do sistema que rodava com apenas 4MB de memória. A partir do FreeBSD 2.2, é necessário no mínimo 5MB de memória para usar o sistema.

Praticamente todas as versões do FreeBSD podem rodar com 4MB de memória RAM, contudo, a instalação do sistema operacional não pode ser feita com apenas 4MB. Você pode colocar mais memória para o processo de instalação do sistema, e depois de instalado, voltar a máquina para apenas 4MB de memória, ou como alternativa, instale o seu disco rígido em uma máquina com mais de 4MB, efetue a instalação do sistema, e depois instale o seu disco de volta na máquina com apenas 4MB.

O FreeBSD 2.1.7 não irá instalar em sistemas que usam 640 Kb de memória base + 3 MB de memória extendida. Se sua placa mãe pode fazer o remapeamento da memória “subutilizada” que vai sobrar dos 640kB da região de 1MB, ai sim, você vai conseguir usar o FreeBSD 2.1.7. Entre no Setup da sua BIOS, procure a opção ``remap'' e habilite-a. Talvez você tenha que desabilitar a opção de ROM shadowing. Com certeza é mais fácil você conseguir mais 4MB apenas para a instalação, compilar um kernel customizado e portanto menor, e ai sim, tirar esses 4MB sobresalentes e usar o sistema com apenas os 4MB originais. Também é possível instalar o FreeBSD 2.0.5 e depois “atualizá-lo” para o 2.1.7 com a opção ``upgrade'' disponível no programa de instalação do FreeBSD 2.1.7.

Depois de instalado o sistema, você pode compilar um kernel personalizado, que provavelmente irá permitir que o sistema seja usado com 4MB de memória apenas. Existem relatos de sucesso na utilização do sistema com apenas 2MB de memória, contudo, nesse caso é praticamente impossível usar alguma outra aplicação junto ao sistema operacional.

3.6. Como eu crio meu próprio disquete de instalação?

Atualmente não existe uma forma de simplesmente criar um disco de instalação personalizado. Para criar um disquete personalizado você terá que preparar todo um novo release, o qual, aí sim, teria instruções de instalação.

Para montar um release personalizado siga as instruções do artigo de Engenharia de Release article.

3.7. Posso ter mais de um sistema operacional no meu PC?

De uma olhada na página de múltiplos-SO.

3.8. O Windows 95/98 pode co-existir com o FreeBSD?

Sim. Primeiro você deve instalar o seu Windows, e depois instalar o FreeBSD. O gerenciador de inicialização (boot) do FreeBSD vai ser instalado na MBR do seu disco, e vai conseguir controlar o inicialização entre o FreeBSD e seu Windows. Se você instalar o Windows depois do FreeBSD, a instalação dele irá sobrescrever o setor de inicialização (boot) do seu disco, e conseqüentemente seu gerenciador de inicialização (boot), sem avisar ou pedir qualquer confirmação. Se esse for o caso, leia a próxima seção.

3.9. O Windows 95/98 sobrescreveu meu gerenciador de inicialização (boot)! Como eu instalo ele de volta?

Você pode reinstalar o gerenciador de inicialização (boot) do FreeBSD de uma das 3 maneiras:

  • Sob o DOS, entre no diretório tools/ da sua distribuição do FreeBSD (seu CDROM por exemplo) e procure o programa bootinst.exe. Depois, execute-o da seguinte forma:

    ...\TOOLS> bootinst.exe boot.bin
    

    e o gerenciador de inicialização (boot) será reinstalado.

  • Faça a inicialização do FreeBSD pelos disquetes de instalação ou pelo CDROM novamente. Entre na opção "Custom" do menu de instalação, escolha a o ítem de partições (Partition), selecione o drive do disco que continha o seu gerenciador de inicialização (boot) (normalmente, se trata do primeiro disco) e então você entra no editor de partições. Não faça nenhuma alteração, apenas aperte a tecla W (Write). O programa de instalação irá pedir a confirmação, se você quer gravar suas informações mesmo sem ter feito nenhuma alteração. Escolha Sim. O programa irá perguntar se você deseja instalar o gerenciador de inicialização (boot) do FreeBSD ou se você deseja deixar o setor de inicialização (boot) intacto (ou instalar um setor de inicialização (boot) padrão) exatamente como no instante da primeira instalação do FreeBSD. Escolha “Boot Manager”. Agora o gerenciador de inicialização (boot) será reinstalado no disco. Saia do programa de instalação e reinicie o processo de inicialização pelo HD normalmente.

  • Inicie o FreeBSD com o disquete (ou CD) de inicialização tradicional, escolha a opção “Fixit” no menu do sysinstall. Escolha entre o disquete de correção ou o segundo CDROM (a opção “live” na distribuição padrão do FreeBSD) no menu a seguir, e entre na shell de correção do sistema. Em seguida execute o comando:

    Fixit# fdisk -B -b /boot/boot0 bootdevice
    

    substituindo bootdevice pela device controladora do seu disco, como por exemplo, ad0 (para o primeiro disco IDE),ad4 (para o primeiro disco IDE na controladora secundária), da0 (para o primeiro disco SCSI), etc.

3.10. O meu IBM Thinkpad série A, T ou X trava sempre, quando eu tento inicializar (boot) o FreeBSD. Como eu resolvo isso?

Um bug nas primeiras versões da BIOS da IBM nessas máquinas, erroneamente identifica as partições FreeBSD como partições FAT especiais. Quando a BIOS tenta reconhecer a partição FreeBSD, o sistema trava.

De acordo com a IBM[1], os seguintes modelos/BIOS tem esse problema corrigido:

Modelo Revisão da BIOS
T20 IYET49WW ou posterior
T21 KZET22WW ou posterior
A20p IVET62WW ou posterior
A20m IWET54WW ou posterior
A21p KYET27WW ou posterior
A21m KXET24WW ou posterior
A21e KUET30WW

Existem relatos de que as revisões posteriores das BIOS IBM re-introduziram esse bug. Essa mensagem enviada por Jacques Vidrine para a lista de discussão FreeBSD computadores laptop [English Content/Conteúdo em Inglês] descreve uma série de procedimentos que podem funcionar no seu laptop IBM, caso seja uma versão um pouco mais nova, e que não consiga inicializar (boot) o FreeBSD corretamente. Você pode ainda fazer uma atualização ou desatualização (upgrade ou downgrade) da BIOS.

Se a BIOS é mais antiga, e você não considera sua atualização, existe uma opção que pode sanar seu problema. A instalação do FreeBSD pode ser feita alterando-se a identificação da partição (partition ID) do sistema, e depois instalar novos setores de inicialização (boot) que podem controlar uma partition ID diferente.

O primeiro passo é restaurar o seu laptop ao ponto onde ele pode fazer os auto-testes, ou seja, os testes básicos de I/O da BIOS. Para fazer isso, basta ligar o computador de forma que ele não consiga encontrar a partição primária do FreeBSD. A maneira mais simples de faze-lo, é retirando o disco rígido do seu laptop, e temporariamente ligando-o em um ThinkPad mais antigo (como oThinkPad 600) ou em um PC comum, com um cabo de conversão apropriado. Uma vez feito isso, basta apagar a partição FreeBSD e colocar o disco de volta no laptop. Agora sim, o ThinkPad deve estar de volta ao estado onde ele pode reconhecer o disco.

Com a máquina funcionando, basta seguir as próximas instruções para fazer o seu FreeBSD instalar:

  1. Baixe da rede os arquivos boot1 e boot2 no site http://people.FreeBSD.org/~bmah/ThinkPad/. Coloque esses arquivos em algum lugar onde você possa acessá-los posteriormente.

  2. Instale o FreeBSD normalmente no ThinkPad. Não use o modo Dangerously Dedicated. Não reinicie o sistema quando o processo de instalação for concluído.

  3. Vá para a “Shell Holográfica de Emergência” (ALT+F4) ou inicie uma shell de recuperação - “fixit”

  4. Use o fdisk(8) para alterar a partition ID de 165 para 166 (166 é o ID usado pelo OpenBSD).

  5. Coloque os arquivos boot1 e boot2 no sistema de arquivos local.

  6. Use o disklabel(8) para escrever o boot1 e o boot2 na sua partição FreeBSD.

    # disklabel -B -b boot1 -s boot2 ad0sn
    

    n é o número da partição onde o FreeBSD está instalado.

  7. Reinicie o sistema. O gerenciador de inicialização (boot) oferecerá a opção de iniciar o OpenBSD, mas na verdade essa opção estará iniciando o FreeBSD.

Agora, se você quer manter os sistemas operacionais OpenBSD e FreeBSD no mesmo laptop ThinkPad, pode considerar isso um exercício prático que fica a critério do leitor.

3.11. Posso instalar o FreeBSD em um disco com bad blocks?

Até a versão 3.0, o FreeBSD tinha um utilitário chamado bad144, que automaticamente remapeava os bad blocks. Atualmente, os discos IDE modernos são capazes de fazer isso sozinhos, portanto o bad144 foi retirado da árvore do FreeBSD. Se sua intenção é instalar o FreeBSD 3.0 ou alguma versão mais recente, nós sinceramente aconselhamos que você compre um novo disco. Se você não quer comprar um disco novo, então use o FreeBSD 2.X.

Se você esta tendo problemas de bad block com algum disco IDE moderno, provavelmente o disco será perdido em breve, já que ele está tão corrompido que a controladora interna não está conseguindo corrigir e remapear os bad blocks. Sugerimos que você compre um disco novo logo, e realize cópia de segurança (backup) dos dados, enquanto o disco ainda funciona.

Se o drive de disco é SCSI e está apresentando bad blocks, leia essa resposta.

3.12. Eu acabei de atualizar o sistema da série 3.X para 4.X, e a minha primeira inicialização (boot) falhou com a mensagem “bad sector table not supported

O FreeBSD 3.X e anteriores suportavam o programa bad144, que automaticamente remapeava bad blocks. O FreeBSD 4.X e posteriores não suportam mais esse programa, devido ao fato que os controladores de discos IDE atuais conseguem remapear bad blocks automaticamente. Leia essa pergunta para mais informações.

Para corrigir esse problema depois de uma atualização, é necessário mover fisicamente o disco com problemas para um outro sistema FreeBSD funcional e usar o disklabel(8) da forma discutida a seguir.

3.13. Como eu faço se um disco tem informações criadas pelo bad144 antes de atualizar o sistema, e depois de atualizado para o FreeBSD 4.0 ou posterior, a inicialização falha?

Use o disklabel(8) para identificar esse ambiente. disklabel -r drive device vai te mostrar o conteúdo do disco. Procure o campo flags. Se encontrar a informação flags: badsect é porque esse disco está usando o bad144. Por exemplo, o disco a seguir tem o bad144 habilitado:

# disklabel -r wd0
# /dev/rwd0c:
type: ESDI
disk: wd0s1
label:
flags: badsect
bytes/sector: 512
sectors/track: 63

3.14. Como eu removo o bad144 do meu sistema anterior ao 4.X de forma que eu possa atualizá-lo com segurança?

Use o comando disklabel -e -rwd0 para editar as informações do seu disco. Basta retirar a palavra badsect do seu campo flags, salvar a alteração e sair do programa. O bad144 ainda estará ocupando algum espaço no seu disco, mas ele estará funcional para série 4.X e posteriores.

Caso seu disco tenha um número muito alto de bad blocks, é recomendado a troca do disco.

3.15. Coisas estranhas acontecem quando inicio o sistema com o disco de instalação! O que está acontecendo?

Se sua máquina está desligando ou espontâneamente reiniciando sempre que você tenta iniciar o sistema com o disco de instalação, aqui vão algumas perguntas que você deveria fazer a si mesmo:

  1. O disco de instalação foi feito a partir de um disquete novo, recém formatado e completamente livre de erros (de preferência algum disco que acabou de sair da caixa, ao contrário desse seu disco que estava perdido há quase 3 anos debaixo da cama)?

  2. Você baixou da rede a imagem em modo binário? (não se envergonhe, até o melhor de nós já baixou um arquivo binário em modo ASCII ao menos uma vez na vida!)

  3. No Windows 95 ou 98, você usou o fdimage ou o rawrite em modo DOS? Esses sistemas operacionais as vezes interferem na forma com que os programas escrevem dados diretamente no hardware, exatamente o que o processo de criação da imagem de disco faz, mesmo que você execute um prompt do DOS no ambiente gráfico o problema pode ocorrer.

Ainda existem notícias de arquivos de imagens sendo corrompidos pelo Netscape, durante o download, por isso é mais seguro utilizar um cliente de FTP diferente.

3.16. Eu inicializei o FreeBSD a partir do meu CDROM ATAPI, mas o programa de instalação diz que o CDROM não foi encontrado. Para onde ele foi?

A causa desse problema curioso é a configuração errada do seu drive de CDROM. Hoje em dia muitos PCs vem com o CDROM instalado como escravo na segunda controladora IDE, sem nenhum disco ou drive óptico do tipo mestre na mesma controladora. De acordo com as especificações ATAPI esse tipo de configuração é incorreta e ilegal. Alguns sistemas, como o Windows, simplesmente ignoram uma série de especificações legais na arquitetura de computadores pessoais, e acabam oferecendo suporte a essa configuração errônea - o que mais tarde pode causar outros conflitos. Depois que o sistema inicia, a BIOS passa a ignorar esse drive, e por isso o FreeBSD não consegue encontrá-lo, para completar a instalação.

Reconfigure o seu computador de forma que o CDROM esteja como mestre na sua controladora IDE, ou que exista um outro periférico como mestre na controladora onde o CD estiver como escravo.

3.17. Posso instalar o FreeBSD no meu laptop via PLIP (IP em Linha Paralela)?

Claro. Use o cabo laplink padrão. Caso necessário, verifique a seção de PLIP do Manual do FreeBSD para obter detalhes sobre a instalação do FreeBSD via rede em porta paralela.

Se você está usando o FreeBSD 3.X ou anterior, dê uma olhada na página de Computação Móvel.

3.18. Qual geometria eu devo utilizar para um disco?

Nota: Por “geometria”, nós entendemos o número de cilindros, cabeças e setores/trilhas de um disco. Por conveniência, vamos nos referir à esses dados como C/H/S (Cylinders/Heads/Sectores). É a partir dessa informação que a BIOS dos PCs definem quais áreas de um disco podem ser usadas para leitura/escrita.



A geometria de disco costuma causar uma série de confusões entre administradores de sistemas menos experientes. Para começar, a geometria física de um disco SCSI é totalmente irrelevante, pois o FreeBSD trabalha com blocos de discos. Na verdade, não existe exatamente “a” geometria física de um disco, visto que a densidade de um setor varia de acordo com os discos. Os fabricantes chamam de “geometria física” as especificações que eles definem para que o menor espaço possível em disco seja desperdiçado. Em discos IDE, o FreeBSD trabalha com as informações de C/H/S, mas todos os dispositivos modernos, internamente convertem essa informações em referências a blocos de disco.

O que importa, portanto, é a geometria lógica. O valor lógico é a resposta que a BIOS obtém quando pergunto “qual sua geometria?” ao disco. É esse valor, então, que é usado para definir a forma de acesso ao dispositivo de armazenamento. O FreeBSD usa as informações da BIOS quando inicializa (boot), e por isso é extremamente importante obter essa informação de maneira correta. No geral, se você tem mais de um sistema operacional no mesmo disco, eles devem concordar no valor lógico da geometria do disco, caso contrário você terá sérios problemas ao iniciar o sistema.

Em discos SCSI, a geometria à ser utilizada depende do suporte à tradução extendida definido na sua controladora de disco (normalmente esse suporte é chamado de “support for DOS disks >1GB”, que identifica o suporte à discos DOS cuja capacidade de armazenamento é maior que 1GB - ou alguma identificação similar.). Se essa opção está desabilitada, então o C/H/S do disco será de N cilindros, 64 cabeças e 32 setores/trilhas, onde o valor N equivale a capacidade (em MB) do disco. Por exemplo, um disco de 2GB teria 2048 cilindros, 64 cabeças e 32 setores/trilhas.

Se a opção estiver habilitada (normalmente ela é habilitada por padrão, para sanar algumas limitações de sistemas baseados em MSDOS), e a capacidade do disco forma maior que 1GB, os valores C/H/S do disco serão M cilindros, 63 setores por trilha (não 64) e 255 cabeças, sendo 'M' a capacidade do disco, em MB, dividido por 7.844238 (!). Então, por exemplo, o mesmo disco de 2GB nessa situação teria 261 cilindros, 63 setores por trilha e 255 cabeças.

Se você não entendeu o porque disso, ou se o seu FreeBSD falha no momento de reconhecer a geometria correta do seu disco durante a instalação, existe uma forma de tentar resolver esse problema. Crie uma pequena partição do tipo DOS no seu disco, e verifique se a BIOS consegue identificar corretamente a geometria do mesmo. Caso consiga, a instalação vai se completar com tranqüilidade, e a pequena partição DOS pode sempre ser deletada, com o editor de partições do FreeBSD.

Como alternativa, existe uma aplicação gratuitamente disponível com a distribuição do FreeBSD, chamada de pfdisk.exe. Ela pode ser encontrada sob o diretório tools no CDROM do FreeBSD ou nos servidores FTP do projeto. Esse programa serve para descobrir qual a geometria usada por outros sistemas operacionais no disco local. Nesse caso, esse valor pode ser definido no editor de partições do FreeBSD.

3.19. Existem restrições quanto ao particionamento de discos?

Sim, existem. A principal delas, é que a partição “root” não pode ter mais de 1024 cilindros, senão a BIOS não consegue iniciar o kernel do sistema a partir dessa partição. (Note que essa é uma limitação das BIOS dos computadores pessoais, e não do FreeBSD).

Em um disco SCSI, essa limitação implica que a partição raiz (root) deve estar alocada nos primeiros 1024MB do disco (ou nos primeiros 4096MB, caso o suporte a tradução extendida esteja habilitada - veja pergunta anterior). Em discos IDE, o valor correspondente equivale a 504MB para partição raiz (root).

3.20. O FreeBSD suporta programas gerenciadores de discos?

O FreeBSD reconhece apenas o “Ontrack Disk Manager”. Outros gerenciadores de discos não são suportados.

Se sua intenção é usar o disco com FreeBSD, você não precisa de um gerenciador de discos. Basta configurar o disco para o total de espaço que a BIOS reconhece (normalmente 504MB) e o FreeBSD vai conseguir identificar o tamanho real do disco. Se você estiver usando um disco antigo com uma controladora MFM, será necessário avisar ao FreeBSD quantos cilindros o disco tem.

Caso queira usar o disco com FreeBSD e algum outro sistema operacional, provavelmente também não será necessário um gerenciador de discos. Certifique-se apenas que a partição de inicialização (boot) do FreeBSD e a partição do outro sistema operacional estejam nos primeiros 1024 cilindros do disco. Normalmente, para administradores de sistemas que tomam decisões racionais, 20MB de espaço em uma partição de inicialização (boot) é mais que o suficiente.

3.21. Quando eu inicio o FreeBSD, eu obtenho a mensagem “Missing Operating System”. O que está acontecendo?

Esse é um caso tópico do FreeBSD e o DOS ou qualquer outro sistema operacional discordando de suas definições em relação a geometria do disco. Provavelmente você terá que reinstalar o FreeBSD, mas se seguir as instruções citadas nas perguntas anteriores, raramente esse problema vai acontecer.

3.22. Porque eu não consigo passar da tela F? do gerenciador de inicialização (boot)?

Esse é mais um sintoma do problema descrito na pergunta anterior. A geometria que a sua BIOS reconhece não equivale ao valor definido no FreeBSD! Se a sua controladora de disco ou sua BIOS suportam o modo de tradução de cilindros (normalmente chamado de “>1GB drive support”), tente alterar essa opção e reinstalar o FreeBSD.

3.23. Eu preciso instalar todos os fontes do sistema operacional?

Geralmente não, mas é altamente recomendável que você instale ao menos os fontes base, que incluem inúmeros arquivos mencionados ao longo desse documento, como as fontes do sistema, sys que inclui as fontes do kernel do FreeBSD, sem os quais não se pode criar um kernel personalizado. Não existe qualquer dependência do sistema operacional em relação aos seus fontes; com a única exceção do programa config(8), o resto do sistema operacional não precisa dos fontes para funcionar. Os outros fontes do sistema operacional - exceto os fontes do kernel - podem ser montados remotamente (via NFS, por exemplo) em qualquer lugar, e ainda assim novos binários podem ser compilados a partir dos mesmos. Devido a restrição única dos fontes do kernel, é recomendável que os outros fontes não sejam diretamente montados sob /usr/src mas sim, que sejam montados separadamente e depois interligados com links simbólicos apropriados.

Tendo todos os fontes disponíveis, e sabendo reconstruir o sistema a partir dos mesmos, será muito mais fácil manter o FreeBSD sincronizado e atualizado com futuros releases.

Para escolher um subconjunto dos fontes do sistema, escolha a opção Custom quando estiver na opção Distributions do programa de instalação do sistema.

3.24. Eu preciso criar um kernel personalizado?

Construir um novo kernel costumava ser uma obrigação na instalação do FreeBSD, mas hoje em dia existe uma interface de configuração do kernel muito mais amigável, que permite a redefinição de recursos do sistema. Para acessar essa ferramenta, basta inicializar (boot) o sistema com a opção -c no prompt de (boot:). Em especial, os principais periféricos ISA - normalmente os mais problemáticos - podem ser facilmente configurados com essa opção.

Ainda é recomendável que se construa um kernel personalizado, apenas com suporte aos equipamentos e características do sistema que você precisa, de forma a economizar recursos no sistema (especialmente memória RAM), mas essa recompilação não é mais uma obrigação na maioria dos sistemas - mas é sem dúvida um hábito saudável.

3.25. Eu devo usar criptografia DES, Blowfish, ou MD5 para senhas do sistema? Como eu defino qual delas o usuário deve usar?

O formato padrão para senhas no FreeBSD é a criptografia MD5. Esse padrão é considerado mais seguro do que os formatos tradicionais de senhas Unix, que normalmente eram baseados no algorítimo DES. O FreeBSD ainda pode trabalhar com senhas em formato DES caso você precise compartilhá-las com sistemas que ainda armazenam suas senhas no formato antigo - e menos seguro - dos sistemas Unix originais (para isso você terá que instalar a distribuição “crypto” via sysinstall ou apartir do código fonte). Instalando as bibliotecas crypto será possivel utilizar outros tipos de criptografia, como o formato Blowfish, que é ainda mais seguro do que o MD5. A definição de qual codificação utilizar é definida no campo “passwd_format” do arquivo de configurações de login, o /etc/login.conf. Esse campo deve ter o valor “des”, “blf” (caso suas bibliotecas estejam disponíveis) ou “md5”. Veja a página de manuais do login.conf(5) para maiores informações.

3.26. Por que o disco de inicialização (boot) inicia, mas trava na tela Probing Devices...?

Se você tem um drive Zip IDE ou um Jaz conectado ao seu computador, remova-o e tente de novo. A inicialização (boot) de instalação do sistema se confunde as vezes quando esses dispositivos estão disponíveis no computador. Depois da instalação os drives são reconhecidos e controlados normalmente. Provavelmente - esperamos - esse problema será corrigido nas próximas versões.

3.27. Por que ocorre o erro “panic: can't mount root”, quando eu reinicio o sistema, depois de tê-lo instalado.

Esse problema costuma ocorrer por conta de uma pequena confusão entre os blocos do setor de inicialização (boot) do disco, e as definições de disco no kernel. É um erro típico apenas de sistemas com dois discos IDE, quando os mesmos estão definidos como disco mestre e escravo, mas em controladoras distintas, e com o FreeBSD instalado na controladora secundária. Os blocos de inicialização (boot) acham que o sistema está instalado no segundo disco IDE (o segundo disco reconhecido pela BIOS) enquanto o kernel assume o primeiro disco na segunda controladora IDE. Depois do reconhecimento dos equipamentos do sistema o kernel tenta montar a partição raiz no disco que o bloco de inicialização (boot) acredita ser o disco de inicialização (boot), wd1, ao invés do disco correto na segunda controladora, wd2, e por isso o processo de inicialização falha.

Para corrigir esse problema, você tem três opções:

  1. No FreeBSD 3.3 e posteriores, reincie o sistema e aperte Enter na tela Booting kernel in 10 seconds; hit [Enter] to interrupt. Você será direcionado ao boot loader.

    Depois, digite set root_disk_unit="disk_number". disk_number deverá ser 0 se o FreeBSD estiver instalado como mestre na primeira controladora IDE, 1 se for o escravo na primeira controladora, 2 se for o mestre da segunda controladora IDE, e 3 se for o escravo na segunda controladora.

    Depois digite boot, e seu sistema deve ser iniciado corretamente.

    Para tornar essa alteração permanente, (para que você não tenha que digitar isso na mão toda vez que seu FreeBSD tiver que reiniciar) basta colocar a linha root_disk_unit="disk_number" no arquivo /boot/loader.conf.local.

  2. Se você estiver usando o FreeBSD 3.2 ou alguma versão anterior, digite 1:wd(2,a)kernel na prompt de inicialização do sistema e aperte Enter. Se o sistema iniciar normalmente, execute o comando echo "1:wd(2,a)kernel" > /boot.config para tornar essa alteração permanente.

  3. Mude o disco com o FreeBSD para primeira controladora IDE.

  4. Recompile o kernel, altere as linhas de configuração wd para:

    controller      wdc0    at isa? port "IO_WD1" bio irq 14 vector wdintr
    disk            wd0     at wdc0 drive 0
    # disk            wd1     at wdc0 drive 1 # comment out this line
    
    controller      wdc1    at isa? port "IO_WD2" bio irq 15 vector wdintr
    disk            wd1     at wdc1 drive 0 # change from wd2 to wd1
    disk            wd2     at wdc1 drive 1 # change from wd3 to wd2
    

    E instale o novo kernel. Se você mudou seu disco e quer voltar ele para configuração original, mude a ordem deles no PC e reinicie o sistema. Seu sistema deve iniciar com sucesso.

3.28. Quais são as limitações de memória?

A limitação de memória é de 4 gigabytes. Essa definição foi testada, veja a configuração do wcarchive para obter mais detalhes. Se você pretende instalar essa quantidade de memória no FreeBSD, seja cuidadoso. Dê preferência para memórias ECC e reduza a capacidade de carga usando modules de memória de 9 chips, ai invés dos módulos de 18 chips.

3.29. Qual a limitação para o sistema de arquivos FFS?

Para o sistema de arquivos FFS, o limite máximo, na teoria é de 8 terabytes (para blocos de 2K), ou 16TB para o tamanho padrão dos blocos, que é de 8K. Na prática os limites variam de 1TB a 4TB de acordo com algumas modificações no sistema de arquivos.

O tamanho máximo para um arquivo no sistema FFS é de 1G de blocos (4TB) caso os blocos sejam de 4K.

Tabela 3-1. Tamanho máximo dos arquivos.

Tamanho do bloco 2.2.7-stable 3.0-current Funciona com Deve funcionar
4K 4T-1 4T-1 4T-1 >4T
8K >32G 8T-1 >32G 32T-1
16K >128G 16T-1 >128G 32T-1
32K >512G 32T-1 >512G 64T-1
64K >2048G 64T-1 >2048G 128T-1

Quando o sistema de arquivos possui blocos de 4K, o triplo de blocos indiretores funcionam, e o limite máximo do sistema de arquivos deveria ser atingido, mas a triplicação dos blocos indiretores (representados aproximadamente pelo resultado de 1K^3 + 1K^2 + 1K) se limita ao valor (errôneo) de 1G-1 no número de blocos do sistema de arquivos. O limite do número de blocos deveria ser 2G-1. Mas por causa de alguns problemas com o número dos blocos no sistema de arquivos, esse valor não pode ser alcançado quando o tamanho dos blocos no sistema de arquivos é 4K.

Em blocos com tamanho de 8K ou maiores, o limite geral é de 2G-1 no número de blocos do sistema de arquivos, exceto no FreeBSD -STABLE onde o triplo indireto do número de blocos pode ser alcançado, de forma que o limite máximo do sistema de arquivos seja representado pela equação ((blocksize/4)^2 + (blocksize/4)), e sob o -CURRENT onde a exceção desse limite pode causar problemas.

3.30. Por que a mensagem de erro “archsw.readin.failed” me perturba sempre, depois que eu recompilo e carrego um kernel novo?

Você pode carregar um novo kernel ao especifica-lo diretamente no segundo estágio do processo de inicialização, simplesmente apertando qualquer tecla quando o pipe ( | ) aparecer, antes que o loader seja carregado. Provavelmente você atualizou todo o sistema operacional, mas recompilou apenas o kernel, sem dar um make world. Essa ação é arriscada e não é suportada. Faça um Make World!!!!

3.31. Como eu atualizo meu sistema da série 3.X para 4.X?

É altamente recomendável que você use snapshots binários para fazer isso. Snapshots binário do 4-STABLE podem ser encontrados em ftp://releng4.FreeBSD.org/.

Devido às inúmeras alterações da série 3.X para série 4-STABLE, uma atualização direta, a partir dos fontes, corre grande riscos de falhar. A atualização dos fontes pode ser feita, inclusive desde as primórdias versões 2.X até as mais recentes 4-STABLE ou até mesmo 5-CURRENT, mas essa atualização deve ser realizada em vários estágios. Primeiro, atualize a sua série 3.X pra versão mais recente, a 3-STABLE (RELENG_3). Depois atualize para o 4.1.1-RELEASE (RELENG_4_1_1_RELEASE). Finalmente, tente atualizar para o 4-STABLE (RELENG_4).

Se você pretende atualizar seu sistema a partir dos fontes, por gentileza, refira-se ao Manual do FreeBSD para maiores informações.

CuidadoA atualização direta por meio dos fontes nunca é aconselhável para usuários inexperientes, a atualização da série 3.X para 4.X portanto é menos aconselhável ainda, portanto, caso você não tenha experiências com esse processo de atualização, leia todas as instruções disponíveis no Manual do FreeBSD com cuidado.

3.32. Onde estão essas “especificações de segurança”?

Uma “especificação de segurança” se refere a um conjunto de configurações e de opções no sistema, que tendem a garantir um nível desejável de segurança, por meio de definir ou desabilitar algumas opções e programas no FreeBSD. Para maiores detalhes, veja a seção de Especificação de Segurança no capítulo de pós-instalação do Manual do FreeBSD.


Capítulo 4. Compatibilidade de Hardware

4.1. O FreeBSD suporta outras arquiteturas além da x86?
4.2. Preciso adquirir um novo hardware para um sistema com FreeBSD. Qual o melhor modelo/marca/tipo?
4.3. Que tipos de discos rígido o FreeBSD suporta?
4.4. Quais controladoras SCSI são suportadas pelo FreeBSD?
4.5. Quais drives de CDROM são suportados pelo FreeBSD?
4.6. Quais drives de CD-RW são suportados pelo FreeBSD?
4.7. O FreeBSD suporta ZIP Drives?
4.8. O FreeBSD suporta discos JAZ, EZ ou outras unidades removíveis?
4.9. Que dispositivos seriais de múltiplas portas são suportados pelo FreeBSD?
4.10. O FreeBSD suporta meu teclado USB?
4.11. Eu tenho um mouse de barramento não tradicional. Como o configuro?
4.12. Como eu uso o meu mouse (“mouse port” ou “keyboard”) PS/2?
4.13. É possível usar mouse de alguma forma, fora do sistema X Windows?
4.14. Como eu copio e colo com o mouse em um console modo texto?
4.15. O FreeBSD suporta mouse USB?
4.16. Eu tenho um mouse do tipo Wheel com uma rodinha e botões adicionais. Posso usá-lo no FreeBSD?
4.17. Por que meu mouse PS/2 do tipo Wheel fica louco, pulando pela tela?
4.18. Como eu uso o mouse/bolinha-de-rolagem/touchpad no meu laptop?
4.19. Que tipos de dispositivos de fitas são suportados pelo FreeBSD?
4.20. O FreeBSD suporta bibliotecas de fitas?
4.21. Quais placas de som são suportadas pelo FreeBSD?
4.22. Qual a solução para falta de som da minha placa es1370 com o controlador pcm?
4.23. Quais placas de rede o FreeBSD suporta?
4.24. Eu não tenho um co-processador matemático. Isso é ruim?
4.25. Que outros dispositivos o FreeBSD suporta?
4.26. O FreeBSD suporta gerenciamento de energia no meu laptop?
4.27. Por que placas Micron travam na inicialização(boot)?
4.28. Por que o FreeBSD não reconhece nenhuma controladora SCSI Adaptec?
4.29. Por que o FreeBSD não encontra o meu Modem Plug & Play interno?
4.30. O FreeBSD suporta software modems, como os Winmodems?
4.31. Como eu faço para o interpretador(prompt) de inicialização(boot): aparecer no console serial?
4.32. Por que a placa de rede PCI da 3Com não funciona com motherboards Micron?
4.33. O FreeBSD suporta Multiprocessamento Simétrico (SMP)?
4.34. O disquete de inicialização(boot) trava em um computador cuja placa-mãe é a ASUS K7V. O que eu faço?

4.1. O FreeBSD suporta outras arquiteturas além da x86?

Sim. Atualmente o FreeBSD tem suporte para arquiteturas Intel x86 e DEC (agora Compaq) Alpha. Também existe um interesse conhecido no port FreeBSD para plataforma SPARC. Caso exista interesse em participar desse projeto ou saber mais informações sobre port para esta arquitetura, queira juntar-se à lista de discussão do lista de discussão do port FreeBSD para plataforma SPARC [English Content/Conteúdo em Inglês] . As plataformas IA-64 e Power-PC foram recentemente adicionadas à lista de arquiteturas que serão futuramente suportadas; entre na lista do lista de discussão do port FreeBSD para plataforma IA64 [English Content/Conteúdo em Inglês] e/ou lista de discussão do port FreeBSD para plataforma PowerPC [English Content/Conteúdo em Inglês] para mais informações sobre tais arquiteturas. Para discussões gerais sobre outras arquiteturas, entre na lista de discussão lista de discussão do port FreeBSD para plataformas não-Intel [English Content/Conteúdo em Inglês] .

Caso seu computador seja de uma arquitetura não suportada pelo FreeBSD e precise de uma solução imediata, nós sugerimos uma olhada no NetBSD ou OpenBSD.

4.2. Preciso adquirir um novo hardware para um sistema com FreeBSD. Qual o melhor modelo/marca/tipo?

Essa é uma discussão tradicional nas listas do FreeBSD. Partindo do princípio que os tipos de equipamentos e suas características alteram-se de forma muita rápida, e que nós tentamos suportar essas mudanças e torná-las suportadas, é fortemente recomendado que você sempre leia as Notas de Hardware e faça uma busca nos histórico das listas de discussão antes de perguntar sobre os melhores e mais novos equipamentos disponíveis. É muito provável que as informações que você quer sobre determinado equipamento tenham sido discutidas há menos de uma semana.

Caso você esteja procurando informações sobre laptops, verifique o histórico da lista FreeBSD-mobile. Do contrário, o histórico da FreeBSD-questions será o mais indicado, ou de alguma lista específica sobre o tipo de hardware em questão.

4.3. Que tipos de discos rígido o FreeBSD suporta?

O FreeBSD suporta discos EIDE e SCSI (com alguma controladora compatível; veja a próxima pergunta) e todos os outros discos que usam a interface de controle original da “Western Digital” (MFM, RLL, ESDI, e é claro IDE). Algumas controladoras ESDI que usam interfaces de controle proprietária não funcionarão no FreeBSD: mude para controladoras do tipo WD1002/3/6/7 ou algum clone dessa interface.

4.4. Quais controladoras SCSI são suportadas pelo FreeBSD?

Veja a lista completa de equipamentos suportados nas Notas de Hardware atuais.

4.5. Quais drives de CDROM são suportados pelo FreeBSD?

Quaisquer drives SCSI ligados à controladoras suportadas são controladas pelo FreeBSD.

As seguintes interfaces proprietárias de CDROM também são suportadas:

  • Mitsumi LU002 (8bits), LU005 (16bits) e FX001D (16bits velocidade 2x (2x Speed)).

  • Sony CDU 31/33A.

  • CDROM Sound Blaster não-SCSI.

  • CDROM Matsushita/Panasonic.

  • CDROMs IDE compatíveis com o padrão ATAPI.

Todo equipamento não-SCSI é reconhecidamente mais lento do que os SCSI, e alguns drives de CDROM ATAPI podem não funcionar corretamente.

A partir da versão 2.2, todos os CDROM do FreeBSD distribuídos pela FreeBSD Mall podem ser iniciados (booting) diretamente pela unidade de CD.

4.6. Quais drives de CD-RW são suportados pelo FreeBSD?

O FreeBSD suporta qualquer tipo de unidade CD-RW ou CD-R IDE compatíveis com o padrão ATAPI. No FreeBSD 4.0 e posteriores, leia a página de manual do burncd(8).Em versões anteriores, veja os exemplos de utilização desses equipamentos em /usr/share/examples/atapi.

O FreeBSD também suporta qualquer drive de CD-R ou CD-RW do tipo SCSI. Instale o aplicativo cdrecord a partir da coleção de ports ou como pacote, e tenha certeza de ter o device pass compilado no seu kernel.

4.7. O FreeBSD suporta ZIP Drives?

O FreeBSD suporta ZIP Drives do tipo SCSI, é claro. Essa unidade deve ser configurada apenas nos SCSI ID números 5 ou 6, mas se a sua BIOS tem suporte à inicializãço(boot) pela unidade SCSI, essa característica pode ser usada sem problemas. Não está claro exatamente quais adaptadores SCSI suportam a característica de inicializãço(boot) em IDs diferentes de 0 ou 1, portanto será necessário consultar o manual do seu equipamento para obter informações mais precisas sobre esse recurso.

Os ZIP Drives padrão ATAPI (IDE) são suportados pelo FreeBSD desde a versão 2.2.6 e em todas as posteriores.

O FreeBSD tem suporte ainda a ZIP Drives de Porta Paralela desde a versão 3.0. Caso seu sistema seja dessa versão ou superior, verifique o suporte a scbus0, da0, ppbus0, vp0 no seu kernel (o kernel GENERIC tem todos esses suportes, exceto à device vp0). Com esses suportes presentes no kernel, o drive de Porta Paralela deve estar disponível em /dev/da0s4. Os discos ZIP podem ser montados usando o comando mount /dev/da0s4 /mnt OU (discos formatados como DOS) mount_msdos /dev/da0s4 /mnt, como é de costume.

Verifique também o FAQ sobre discos removíveis disponível ainda nesse capítulo, e as notas sobre “formatação” no capítulo de Administração.

4.8. O FreeBSD suporta discos JAZ, EZ ou outras unidades removíveis?

Fora a versão IDE dos discos EZ, os outros discos são todos do tipo SCSI, e portanto devem todos ser reconhecidos como discos SCSI no FreeBSD. O drive EZ tipo IDE deve ser reconhecido como disco IDE.

Não há uma certeza quanto à forma que o FreeBSD trata uma alteração de mídia enquanto o sistema está em pleno uso, então é necessário desmontar a unidade antes de trocar de disco e garantir que qualquer unidade externa esteja ligada quando o sistema for bootado, de forma que o FreeBSD possa reconhecê-las.

Veja essa nota sobre “formatação”.

4.9. Que dispositivos seriais de múltiplas portas são suportados pelo FreeBSD?

Existe uma lista dessas unidades na seção de Dispositivos Diversos do Manual do FreeBSD.

Alguns dispositivos clones parecem também funcionar normalmente no sistema, em especial equipamentos que se dizem ser AST compatíveis.

Verifique a página de manual do sio(4) para obter mais informações quanto à configuração desses dispositivos.

4.10. O FreeBSD suporta meu teclado USB?

O suporte a dispositivos USB foi adicionado no FreeBSD desde a versão 3.1. Contudo, na versão 3.1, o suporte ainda é muito preliminar, e alguns equipamentos podem não funcionar antes da versão 3.2. Caso você queira usar o suporte a teclados USB, tente o seguinte.

  1. No FreeBSD 3.2 ou posterior.

  2. Adicione as seguintes linhas no arquivo de configuração do seu kernel, e recompile-o.

    device  uhci
    device  ohci
    device  usb
    device  ukbd
    options KBD_INSTALL_CDEV
    

    Em versões anteriores à 4.0, use:

    controller      uhci0
    controller      ohci0
    controller      usb0
    controller      ukbd0
    options         KBD_INSTALL_CDEV
    
  3. No diretório /dev, crie os seguintes devices:

    # cd /dev
    # ./MAKEDEV kbd0 kbd1
    
  4. Edite o /etc/rc.conf e adicione as seguintes linhas:

    usbd_enable="YES"
    usbd_flags=""
    

Depois de reiniciado(rebooting) o sistema, o teclado AT aparece como /dev/kbd0i e o teclado USB aparece como /dev/kbd1 , se ambos estiverem conectados ao sistema. Se estiver somente o teclado USB, ele estará como /dev/ukbd0.

Caso queira usar o teclado USB no console, é necessário informar explicitamente ao driver do console que ele deve usar esse teclado. Isso pode ser feito com o seguinte comando em tempo de inicialização do sistema:

# kbdcontrol -k /dev/kbd1 < /dev/ttyv0 > /dev/null

Note que se o teclado USB for o único teclado disponível, ele será acessado via /dev/kbd0, portanto a linha de comando deve-se parecer com:

# kbdcontrol -k /dev/kbd0 < /dev/ttyv0 > /dev/null

O arquivo /etc/rc.i386 é um bom lugar para colocar o comando acima.

Depois de configurado, o teclado USB deve funcionar também no ambiente X, sem nenhuma outra configuração especial.

Conectar e desconectar o teclado USB com o sistema ligado ainda não é um comportamento completamente suportado, portando é aconselhável ligar o teclado antes de iniciar o sistema e apenas desligá-lo depois que o computador estiver desligado, para evitar possíveis problemas.

Veja a página de manual do ukbd(4) para maiores informações.

4.11. Eu tenho um mouse de barramento não tradicional. Como o configuro?

O FreeBSD suporta o barramento de mouse tradicional do tipo InPort fabricados pela Microsoft, Logitech e ATI. O suporte a esse periférico é compilado por padrão no kernel GENERIC do FreeBSD na versão 2.X, mas não é suportado por padrão na versão 3.0 e posteriores. Se você quer recompilar um kernel com suporte ao barramento de mouse, adicionando a linha ao seu arquivo de configuração:

No FreeBSD 3.0 e anteriores, adicione:

device mse0 at isa? port 0x23c tty irq5 vector mseintr

Na série 3.X do FreeBSD, a linha deve ser:

device mse0 at isa? port 0x23c tty irq5

E na série 4.X e posteriores, a linha deve ser:

device mse0 at isa? port 0x23c irq5

Barramentos de mouse costumam ter uma interface dedicada que permite definir o endereço de memória e a IRQ que a placa vai funcionar. Nesse caso, refira-se ao manual do seu equipamento e à página de manual do mse(4) para maiores informações.

4.12. Como eu uso o meu mouse (“mouse port” ou “keyboard”) PS/2?

Em versões posteriores ao 2.2.5, o kernel do FreeBSD inclui por padrão o suporte ao device psm, que controlará seu mouse PS/2 desde o momento de inicialização do sistema.

Caso seu FreeBSD seja 2.1.X ou similar, o suporte a PS/2 pode ser incluído no kernel, no momento da instalação, ou mesmo depois desse processo, com a opção -c na tela de boot: do sistema. O suporte nesse caso é desabilitado por padrão e por isso deve ser explicitamente habilitado.

Caso sua versão de FreeBSD seja antiga, adicione a seguinte linha ao seu kernel e recompile-o:

No FreeBSD 3.0 e anteriores, a linha é:

device psm0 at isa? port "IO_KBD" conflicts tty irq 12 vector psmintr

No FreeBSD 3.1 e posteriores da mesma série, a linha deve ser:

device psm0 at isa? tty irq 12

No FreeBSD 4.0 e posteriores, a linha é:

device psm0 at atkbdc? irq 12

Veja a seção de configuração do kernel no Manual do FreeBSD caso você não tenha experiência com a compilação do kernel.

Uma vez detectado o psm0 durante a inicialização (boot) do seu sistema, tenha certeza de que existe uma entrada psm0 no /dev. Faça o seguinte:

# cd /dev; sh MAKEDEV psm0

logado como usuário root.

4.13. É possível usar mouse de alguma forma, fora do sistema X Windows?

Se estiver utilizando o driver padrão de console, o syscons, pode-se usar o mouse para copiar & colar texto. Execute o mouse daemon, moused, para habilitar o mouse nos consoles virtuais da seguinte forma:

# moused -p /dev/xxxx -t yyyy
# vidcontrol -m on

Onde xxxx deve ser substituído pelo nome de device do seu mouse e yyyy pelo tipo de protocolo do mesmo. Veja a página de manual do moused(8) para maiores informações quanto aos tipos de protocolos suportados.

É provável que você queira usar o mouse daemon automaticamente, sempre que o FreeBSD for iniciado. Na versão 2.2.1, defina as seguintes variáveis, no arquivo /etc/sysconfig.

mousedtype="yyyy"
mousedport="xxxx"
mousedflags=""

Da versão 2.2.2 até a 3.0, defina as seguintes variáveis no /etc/rc.conf.

moused_type="yyyy"
moused_port="xxxx"
moused_flags=""

Da versão 3.1 em diante, caso você tenha um mouse PS/2 é necessário apenas adicionar a opção moused_enable="YES" no arquivo /etc/rc.conf.

E se a intenção é usar o mouse em todos os terminais virtuais ao invés de apenas no console, insira a seguinte linha no /etc/rc.conf.

allscreens_flags="-m on"

Desde a versão 2.2.6 do FreeBSD, o mouse daemon é capaz de detectar o tipo de protocolo do mouse automaticamente, a não ser que o dispositivo em questão seja um mouse serial muito velho. Defina auto para que o programa identifique o protocolo do mouse automaticamente.

Quando o daemon está rodando, o acesso ao dispositivo deve ser coordenado entre ele e qualquer outra aplicação, como o X-Windows, por exemplo. Leia uma outra pergunta sobre esse assunto.

4.14. Como eu copio e colo com o mouse em um console modo texto?

Uma vez configurado o mouse (veja a pergunta anterior), aperte o botão 1 (botão esquerdo) do mouse e mova o cursor por toda a região desejada, selecionando o texto em questão. Depois, basta apertar o botão 2 (do meio) ou o botão 3 (direito) para colar o conteúdo selecionado anteriormente.

A partir da versão 2.2.6 o botão 2 cola o texto copiado, enquanto o botão 3 ``extende'' a região selecionada. Caso seu mouse não tenha o botão do meio, é possível remapear (ou emular) os botões do periférico usando algumas opções específicas do mouse daemon. Veja a página de manual do moused(8) para maiores detalhes.

4.15. O FreeBSD suporta mouse USB?

No FreeBSD 3.1 existe um suporte preliminar à recursos USB que não funciona muito bem dependendo da situação. A partir da versão 4.0 o FreeBSD suporta dispositivos USB por padrão. Caso queira usar um mouse USB no FreeBSD 3.X, siga as seguintes instruções.

  1. Atualize seu sistema para FreeBSD 3.2 ou posterior.

  2. Adicione o seguinte suporte ao seu kernel, e recompile-o:

    device  uhci
    device  ohci
    device  usb
    device  ums
    

    Em versões anteriores à 4.0 o suporte à ser adicionado é:

    controller        uhci0
    controller        ohci0
    controller        usb0
    device            ums0
    
  3. Entre no diretório /dev e crie os devices necessários:

    # cd /dev
    # ./MAKEDEV ums0
    
  4. Edite o /etc/rc.conf e adicione as linhas:

    moused_enable="YES"
    moused_type="auto"
    moused_port="/dev/ums0"
    moused_flags=""
    usbd_enable="YES"
    usbd_flags=""
    

    Veja a seção anterior para uma discussão mais detalhada sobre o moused.

  5. Para configurar o mouse USB no X, edite o XF86Config e, caso esteja usando o XFree86 3.3.2 ou posterior, adicione as seguintes linhas na seção Pointer:

    Device	  "/dev/sysmouse"
    Protocol        "Auto"
    

    Caso esteja usando uma versão anterior do Xfree86, adicione também na seção Pointer as seguintes linhas:

    Device	  "/dev/sysmouse"
    Protocol        "SysMouse"
    

Leia também uma outra pergunta sobre o uso do mouse em ambiente X.

Conectar e desconectar o teclado USB com o sistema ligado ainda não é um comportamento completamente suportado, portando é aconselhável ligar o teclado antes de iniciar o sistema e apenas desligá-lo depois que o computador estiver desligado, para evitar possíveis problemas.

4.16. Eu tenho um mouse do tipo Wheel com uma rodinha e botões adicionais. Posso usá-lo no FreeBSD?

A resposta, infelizmente é, “Depende”. Esse tipo de mouse tem algumas características especiais que requerem o uso de drivers especiais na maioria dos casos. A não ser que o device do seu mouse tenha suporte específico, ou se a aplicação em questão reconhecer esse tipo de equipamento, ele irá funcionar simplesmente como um mouse tradicional de dois ou três botões.

Mais informações sobre o uso de mouse do tipo Wheel em ambiente X Windows, refira-se a essa seção.

4.17. Por que meu mouse PS/2 do tipo Wheel fica louco, pulando pela tela?

O suporte ao mouse PS/2 no FreeBSD 3.2 e anteriores é falho quanto a mouses do tipo Wheel, incluindo o modelo M-S48 da Logitech e seus similares OEM. Aplique o seguinte patch no arquivo /sys/i386/isa/psm.c e recompile seu kernel:

Index: psm.c
===================================================================
RCS file: /src/CVS/src/sys/i386/isa/Attic/psm.c,v
retrieving revision 1.60.2.1
retrieving revision 1.60.2.2
diff -u -r1.60.2.1 -r1.60.2.2
--- psm.c        1999/06/03 12:41:13 1.60.2.1
+++ psm.c        1999/07/12 13:40:52 1.60.2.2
@@ -959,14 +959,28 @@
     sc->mode.packetsize = vendortype[i].packetsize;

     /* set mouse parameters */
+#if 0
+    /*
+     * A version of Logitech FirstMouse+ won't report wheel movement,
+     * if SET_DEFAULTS is sent...  Don't use this command.
+     * This fix was found by Takashi Nishida.
+     */
     i = send_aux_command(sc->kbdc, PSMC_SET_DEFAULTS);
     if (verbose >= 2)
         printf("psm%d: SET_DEFAULTS return code:%04x\n", unit, i);
+#endif
     if (sc->config & PSM_CONFIG_RESOLUTION) {
         sc->mode.resolution
             = set_mouse_resolution(sc->kbdc,
-                (sc->config & PSM_CONFIG_RESOLUTION) - 1);
+                       (sc->config & PSM_CONFIG_RESOLUTION) - 1);
+    } else if (sc->mode.resolution >= 0) {
+        sc->mode.resolution
+            = set_mouse_resolution(sc->kbdc, sc->dflt_mode.resolution);
+    }
+    if (sc->mode.rate > 0) {
+        sc->mode.rate = set_mouse_sampling_rate(sc->kbdc, sc->dflt_mode.rate);
     }
+    set_mouse_scaling(sc->kbdc, 1);

     /* request a data packet and extract sync. bits */
     if (get_mouse_status(sc->kbdc, stat, 1, 3) < 3) {

Em versões posteriores à 3.2, o suporte deve funcionar.

4.18. Como eu uso o mouse/bolinha-de-rolagem/touchpad no meu laptop?

Por gentileza, leia a pergunta anterior. Verifique também a página de Computação Móvel do Projeto.

4.19. Que tipos de dispositivos de fitas são suportados pelo FreeBSD?

O FreeBSD suporta dispositivos de fitas do tipo SCSI e QIC-36 (com interface QIC-02). Tal suporte inclui drives 8-mm (também conhecidos como Exabyte) e unidades de fita DAT.

Alguns dispositivos 8-mm mais antigos não são compatíveis com o padrão SCSI-2 e por isso podem não funcionar bem no FreeBSD.

4.20. O FreeBSD suporta bibliotecas de fitas?

O FreeBSD suporta alternadores (também conhecidos com carrosséis) SCSI, usando o device ch(4) e o comando chio(1). Os detalhes relativos a como controlar o alternador de fitas podem ser encontrados na página de manual do chio(1).

Caso você não esteja usando o AMANDA ou qualquer outro produto que entenda o funcionamento dos alternadores, lembre-se que tal equipamento simplesmente alterna a posição da fita, de um compartimento para outro, e portanto deve-se saber em qual compartimento a fita está e para qual ela deve voltar.

4.21. Quais placas de som são suportadas pelo FreeBSD?

O FreeBSD suporta as placas SoundBlaster, SoundBlaster Pro, SoundBlaster 16, Pro Audio Spectrum 16, AdLib e Gravis UltraSound. Existe ainda um suporte - limitado, é verdade - para as placas MPU-401 e placas MIDI compatíveis. Placas de som que estiverem em conformidade com a especificação MSS (Microsoft Sound System) também são suportadas pela controladora pcm do kernel.

Nota: Esse suporte é específico para apenas som! Exceto no caso das placas SoundBlaster, o suporte não inclui controle de joysticks, CDROMs ou SCSI. A interface SCSI da SoundBlaster e alguns CDROMs não-SCSI são suportados, mas o sistema não pode iniciar(booting) a partir desses dispositivos.

4.22. Qual a solução para falta de som da minha placa es1370 com o controlador pcm?

Basta aumentar o volume do seu som ;-) Use os seguintes comandos, sempre que o sistema iniciar:

# mixer pcm 100 vol 100 cd 100

4.23. Quais placas de rede o FreeBSD suporta?

Veja a seção de Placas Ethernet do Manual do FreeBSD para uma lista detalhada dos dispostivos suportados.

4.24. Eu não tenho um co-processador matemático. Isso é ruim?

Nota: Vale apenas para proprietários de 386/486SX/486SLC - outras máquinas terão um co-processador integrado à CPU.



No geral, a falta de um co-processador matemático não traz nenhum problema, mas existem algumas circunstâncias onde você encontrará sérias limitações, seja no desempenho ou na precisão da emulação dos seus cálculos (veja a seção de emulação FP). Por exemplo, a renderização de círculos e arcos no ambiente gráfico será uma tarefa muito lenta. É recomendável comprar um co-processador matemático; vale a pena.

Nota: Alguns co-processadores matemáticos são melhores que outros. É estranho ter que dizer isso, mas ninguém nunca se deu mal ao comprar co-processadores Intel, portanto tenha certeza absoluta que o produto vai funcionar com o FreeBSD antes de comprar um clone.

4.25. Que outros dispositivos o FreeBSD suporta?

Veja o Manual do FreeBSD para obter uma listagem dos outros dispostivos suportados.

4.26. O FreeBSD suporta gerenciamento de energia no meu laptop?

O FreeBSD suporta APM em alguns computadores. Por gentileza, refira-se ao arquivo LINT de configuração do kernel; procure pela palavra APM. Mais informações na página de manual do apm(4).

4.27. Por que placas Micron travam na inicialização(boot)?

Algumas placas-mãe Micron não tem conformidade na implementação de sua BIOS e por isso confundem o FreeBSD no momento da inicialização(boot), pois os equipamentos em questão não foram configurados nos endereços que a BIOS reportou.

Procure a opção “Plug and Play Operating System” - ou algo parecido - na sua BIOS e desabilite-a para corrigir o problema. Mais informações sobre esse problema podem ser encontradas em http://cesdis.gsfc.nasa.gov/linux/drivers/vortex.html#micron.

4.28. Por que o FreeBSD não reconhece nenhuma controladora SCSI Adaptec?

As séries mais novas (AIC789x) dos chips Adaptec tem suporte no modo CAM SCSI, que será redefinido na versão 3.0 do FreeBSD. Na versão 2.2-STABLE, você pode aplicar as correções disponíveis em ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/development/cam/. Caso você precise instalar um sistema com essas controladoras, existe um disquete de inicialização(boot) com suporta a CAM, disponível em http://people.FreeBSD.org/~abial/cam-boot/. Nos dois casos leia o arquivo README antes de tomar qualquer ação.

4.29. Por que o FreeBSD não encontra o meu Modem Plug & Play interno?

Será necessário adicionar o ID PnP do modem na lista de drivers seriais do sistema para que ele reconheça-o normalmente. Isso requer hackear um pouco o sistema. Pra habilitar o suporte Plug & Play, compile um novo kernel com a opção controller pnp0 e reinicie o seu FreeBSD. O kernel irá mostrar os IDs PnP de todos os dispositivos que ele encontrar, no momento da inicialização(boot). Copie o ID PnP do modem em questão para a tabela no arquivo /sys/i386/isa/sio.c, por volta da linha 2777. Procure a expressão SUP1310 na estrutura siopnp_ids[] para encontrar essa tabela. Recompile o seu kernel, instale-o e reinicie o sistema. Seu modem deve ser encontrado.

Provavelmente será necessário configurar o dispositivo PnP manualmente, usando o comando pnp no momento do boot, como a seguir:

pnp 1 0 enable os irq0 3 drq0 0 port0 0x2f8

para forçar detecção do modem.

4.30. O FreeBSD suporta software modems, como os Winmodems?

O FreeBSD suporta alguns software modems por meio de programas adicionais. A aplicação comms/ltmdm disponível na coleção de Ports do FreeBSD suporta os modems baseados no popular chipset Lucent LT. A aplicação comms/mwavem suporta o modem em laptops IBM Thinkpad 600 e 700.

Não é possível instalar o FreeBSD via software modem, visto que os programas adicionais para controlar esse equipamento só podem ser configurados depois que o sistema operacional já está instalado.

4.31. Como eu faço para o interpretador(prompt) de inicialização(boot): aparecer no console serial?

  • Construa um kernel com a opção options COMCONSOLE.

  • Crie o arquivo /boot.config e coloque os caracteres -P como o único texto no arquivo.

  • Desligue o teclado do computador.

  • Leia o arquivo /usr/src/sys/i386/boot/biosboot/README.serial para mais informações.

4.32. Por que a placa de rede PCI da 3Com não funciona com motherboards Micron?

Algumas placas-mãe Micron não tem conformidade na implementação de sua BIOS e por isso confundem o FreeBSD no momento do boot, pois os equipamentos em questão não foram configurados nos endereços que a BIOS reportou.

Procure a opção “Plug and Play Operating System” - ou algo parecido - na sua BIOS e desabilite-a para corrigir o problema.

Mais informações sobre esse problema podem ser encontradas em http://cesdis.gsfc.nasa.gov/linux/drivers/vortex.html#micron

4.33. O FreeBSD suporta Multiprocessamento Simétrico (SMP)?

SMP é suportado a partir do FreeBSD 3.0-STABLE. O suporte ao SMP (multiprocessamento simétrico) não está disponível por padrão no kernel GENERIC, portanto é necessário compilar um novo kernel para habilitar o suporte SMP. Veja o arquivo /sys/i386/conf/LINT para descobrir quais opções são necessárias adicionar ao seu kernel.

4.34. O disquete de inicialização(boot) trava em um computador cuja placa-mãe é a ASUS K7V. O que eu faço?

Entre na configuração da BIOS da sua placa e desligue a opção “boot virus protection”.


Capítulo 5. Resolução de Problemas

5.1. O que fazer quando meu disco rígido tiver bad blocks?
5.2. Por que o FreeBSD não reconhece a minha controladora SCSI EISA Bustek 742a?
5.3. Por que o FreeBSD não detecta a controladora SCSI do Netserver HP??
5.4. O que está havendo com minha controladora IDE CMD640?
5.5. Eu sempre vejo mensagens como “ed1: timeout”. O que elas significam?
5.6. Por que minha placa 3COM 3C509 parou de funcionar sem motivo aparente?
5.7. Minha impressora paralela está ridiculamente lenta. O que devo fazer?
5.8. Por que alguns programas ocasionalmente morrem com erro de “Signal 11” ?
5.9. O meu sistema trava com o erro “Fatal trap 12: page fault in kernel mode”, ou “panic:”, e sai mostrando uma quantidade enorme de informações. O que eu faço?
5.10. Por que a tela fica preta e perde sincronia quando eu inicio o sistema?
5.11. Por que o FreeBSD só detecta 64MB de memória RAM se eu tenho 128MB instalados?
5.12. Por que o FreeBSD 2.0 entre em pânico com a mensagem “kmem_map too small!”?
5.13. Por que o erro “/kernel: proc: table is full”ocorre?
5.14. Por que acontece o erro “CMAP busy” quando eu reinicio com um novo kernel?
5.15. O que a mensagem “ahc0: brkadrint, Illegal Host Access at seqaddr 0x0” significa??
5.16. Quando eu inicio o sistema, encontro o erro “ahc0: illegal cable configuration”, mas o meu cabo está certo. O que está havendo?
5.17. Por que o Sendmail retorna um erro que diz ““mail loops back to myself””?
5.18. Porque algumas aplicações que usam tela inteira não se comportam muito bem em estações remotas?
5.19. Por que meu computador apresenta a mensagem “calcru: negative time...”?
5.20. Acontece da pcm não ser encontrada, com a mensagem “pcm0 not found” ou então minha placa de som é encontrada na pcm1 mas no meu kernel a entrada se refere a device pcm0. O que está havendo?
5.21. Porque a minha placa PnP não é mais encontrada (ou é encontrada como unknown) desde a atualização para o FreeBSD 4.X?
5.22. Qual a causa do erro “nlist failed” quando eu executo, por exemplo, o top ou o systat?
5.23. Porque demora tanto para a conexão se estabelecer via ssh ou telnet?
5.24. O que a mensagem “stray IRQ” quer dizer?
5.25. Por que a mensagem “file: table is full” aparece repetidas vezes no dmesg?
5.26. Por que o relógio do meu laptop mantem a hora incorreta?
5.27. Por que o meu laptop não funciona muito bem na hora de identificar cartões PCMCIA?
5.28. Por que o bootloader do FreeBSD mostra a mensagem “Read error” e pára completamente logo após a tela da BIOS?
5.29. Outro sistema operacional destruiu o meu gerenciador de inicialização(Boot Manager). Como eu o recupero?
5.30. O que o erro “swap_pager: indefinite wait buffer:” quer dizer?

5.1. O que fazer quando meu disco rígido tiver bad blocks?

Com controladoras SCSI, o drive (HD) deveria ser capaz de remapear blocos ruins e corrigí-los automaticamente. Porém, muitos desses discos mantém essa função desabilitada por alguma razão misteriosa...

Para habilitar essa função é necessário editar o primeiro modo de página do dispositivo, o qual pode ser feito com o comando abaixo (como root)

# scsi -f /dev/rsd0c -m 1 -e -P 3

E mudando os valores de AWRE e ARRE de 0 para 1:-

AWRE (Auto Write Reallocation Enbld):  1
ARRE (Auto Read Reallocation Enbld):  1

Os parágrafos seguintes foram enviados por Ted Mittelstaedt :

Para os discos IDE, qualquer bad block é considerado um sinal de dificuldade em potencial. Todos os discos IDE modernos já vêm com um remapeador interno que realoca bad blocks por outros blocos em bom estado, automaticamente. Todos os disco rígido IDE fabricados hoje em dia oferecem garantias extensas.

Se ainda quiser tentar salvar um drive IDE com bad blocks, pode fazer um download do programa de diagnóstico e correção do próprio fabricante do disco rígido. Às vezes estes programas podem fixar e forçar eletronicamente o disco a marcar estes blocos ruins e desativá-los.

Em discos ESDI, RLL e MFM, a existência de bad blocks é normal e não representa nenhum sinal de dificuldade,geralmente. Em um PC, a placa controladora das unidades de disco e, a BIOS se encarregam da tarefa de re-mapear os bad blocks. Isso funciona em sistemas operacionais como DOS que usa código da BIOS para acessar o disco. Porém, o driver (software controlador) do FreeBSD não trabalha ou acessa comandos da BIOS para para interagir com o drive (HD), então um mecanismo chamado bad144, existente no FreeBSD, acaba substituindo esta funcionalidade. O bad144 só trabalha com o drive wd (portanto, não é suportado no FreeBSD 4.0), e não pode ser usado com drive SCSI. O bad144 trabalha marcando e organizando setores ruins encontrados no HD, em um arquivo especial no disco.

Uma característica do bad144 - o bloco danificado é colocado em um arquivo especial situado na última trilha do disco. Como este arquivo contém uma lista de setores defeituosos que pode incluir valores perto do início do disco, onde o /kernel pode estar alocado, esse arquivo deverá ser acessível ao bootstrap para que o programa - por meio da BIOS - leia o kernel; isso significa que o disco usado com bad144 não deve exceder 1024 cilindros, 16 cabeças, e 63 setores, logo, temos um limite efetivo de 500MB para discos mapeados com o bad144..

Para ativar o uso do bad144, simplesmente defina a opção de procurar por “Bad Block” como ON na tela do fdisk do FreeBSD, durante a instalação. Essas instruções funcionam a partir do FreeBSD 2.2.7, e o disco deve ter menos que 1024 cilindros. Geralmente recomenda-se que a unidade de disco esteja em operação durante pelo menos 4 horas antes de executar o bad144, permitindo assim a expansão térmica do HD.

Se o disco tem mais de 1024 cilindros (como um disco ESDI grande) a controladora ESDI usa um tipo de tradução especial em modo DOS. A device wd também entende esses mesmos modos de tradução e conversão, isso se o “tradutor” de geometria for ativado como “geometria fixa”, quando particionado pelo fdisk. Você também não deve usar o modo “dangerously dedicated” para criar partições do FreeBSD, pois isso ignora o tipo de geometria. Embora o fdisk use a geometria definida pelo usuário, ele continua reconhecendo o tamanho verdadeiro do disco, e tentará criar uma partição maior para o FreeBSD. Se a geometria de disco for alterada para geometria traduzida(translated geometry), a partição DEVE ser criada manualmente, informando os números de blocos do HD.

Um truque rápido é usar um disco grande ESDI com uma controladora ESDI, iniciar(booting) o sistema com um disco DOS e formatar uma partição DOS. Depois reiniciar o sistema com um disco de instalação do FreeBSD, e anotar o número e tamanho dos blocos que serão apresentados na tela do fdisk para a partição DOS. Redefina a geometria do disco com os valores anotados, apague a partição DOS e crie uma partição FreeBSD “cooperativa”. Defina essa partição como bootável e habilite o reconhecimento de bad blocks. Na instalação, o bad144 é carregado antes que qualquer outro sistema de arquivos seja criado (você pode ver isso com um Alt+F2). Se houver problemas na criação do arquivo de definições de setor danificado (o arquivo de badsector) é porque a geometria definida é maior do que o seu valor real - reinicie o sistema e comece todos os procedimentos novamente, inclusive o particionamento e formatação da partição DOS.

Se o remapeamento já estiver habilitado e os problemas com bad block continuarem, considere a substituição imediata do disco, pois os danos e os bad blocks aumentarão consideravelmente com o passar do tempo.

5.2. Por que o FreeBSD não reconhece a minha controladora SCSI EISA Bustek 742a?

As informações a seguir são para o modelo 742a, mas provavelmente também servem para as placas Buslogic. (Bustek = Buslogic).

Existem duas “versões” tradicionais da placa 742a. São os equipamentos de revisão A-G e de revisão H; as letras de cada revisão são colocadas depois do número de fabricação, ao lado das placas. A placa 742a possui 2 chips ROM acoplados, o primeiro é o chip da BIOS e o segundo é o do Firmware. Para o FreeBSD a versão da BIOS é irrelevante, mas a versão do Firmware é uma informação fundamental. É interessante dizer que, se você fizer uma chamada ao departamento de suporte da Buslogic, eles irão te enviar um upgrade desses ROMs, e é muito bom sempre manter a versão mais recente do ROM do seu Firmware para a versão de revisão do seu equipamento.

As placas cuja letra de revisão é A-G aceitam apenas atualizações da BIOS/Firmware de versão 2.41/2.21 respectivamente. A revisão H (REV H) aceita as versões mais recentes da BIOS/Firmware até a versão 4.70/3.37. A principal diferença entre as versões do Firmware é que a versão 3.37 tem suporte a“round robin”.

As placas Buslogic também tem um número serial. Caso seu equipamento seja antigo, tente abrir uma chamada no departamento de RMA da Buslogic e informe-os o número de série da sua placa. Se ela estiver entre os seriais de abrangência, a Buslogic vai aceitar seu equipamento para revisão.

O FreeBSD 2.1 aceita apenas as revisões de Firmware até o 2.21. Caso o seu Firmware seja mais antigo do que o 2.21 sua placa não será reconhecida como Buslogic. Contudo, é possível que o equipamento seja reconhecido como Adaptec 1540, já que os Firmware mais antigos da Buslogic possuem um modo de “emulação” da AHA1540, o que não é uma boa coisa, para uma placa EISA.

Caso seu Firmware seja antigo e você conseguiu obter uma revisão para a versão 2.21, não se esqueça que é necessário alterar o jumper W1 da posição A-B (padrão) para posição B-C ao atualizar a placa.

5.3. Por que o FreeBSD não detecta a controladora SCSI do Netserver HP??

Isso já é um problema conhecido. A controladora SCSI on-board EISA dos servidores HP Netserver estão no slot EISA número 11, portanto todos os “verdadeiros” slots EISA estão na sua frente. O endereço definido para os slots EISA >= 10 ocupa um endereço compartilhado com o barramento PCI, e portanto entra em conflito com seus recursos. Essa é uma situação onde a configuração automática do FreeBSD não se comporta muito bem.

Portanto o que você deve fazer, é fingir que não existe limitação quanto ao intervalo de endereços, definindo a opção option EISA_SLOTS do kernel para o valor 12. Configure e compile um novo kernel, conforme descrito no capítulo de configuração do kernel no Manual do FreeBSD.

Obviamente esse problema é ainda maior quando se trata de uma nova instalação. Para corrigir esse problema é necessário uma pequena alteração no modo UserConfig. Não use a interface de configuração “visual” do kernel, use a Interface de Linha de Comando (CLI), simplesmente digitando:

eisa 12
quit

na tela do modo CLI, e continue a instalação do FreeBSD como de costume. De qualquer forma, é recomendável recompilar e instalar um novo kernel depois da instalação do sistema..

Futuras versões do FreeBSD terão esse problema corrigido automaticamente.

Nota: Não use discos em modo dangerously dedicated com um HP Netserver. Veja essa nota para maiores informações.

5.4. O que está havendo com minha controladora IDE CMD640?

Está com defeito! Não suporta mais comandos nos dois canais de forma simultânea.

Existe uma correção disponível e automaticamente habilitada, se você usa uma controladora com esse chip. Para maiores detalhes, refira-se a página de manual da controladora de disco (wd(4)).

Se o FreeBSD em questão é o FreeBSD 2.2.1 ou 2.2.2 com essa controladora em questão, e você quer usar o segundo canal, compile um novo kernel com a opção options "CMD640" habilitada. Essa configuração é padrão para o FreeBSD 2.2.5 e posteriores.

5.5. Eu sempre vejo mensagens como “ed1: timeout”. O que elas significam?

Normalmente esse problema é causado por um conflito de interrupções (por exemplo, duas placas usando a mesma IRQ). O FreeBSD até a versão 2.0.5R costumava ser tolerante quanto a esse problema e a placa de rede continuava funcionando mesmo com IRQ conflitantes. Contudo desde a versão 2.0.5R os conflitos de interrupções não são mais tolerados. Inicie o sistema com a opção de boot -c e mude as device ed0/de0/... para o valor correspondente ao da placa.

Caso esteja usando um conector BNC na sua placa de rede, é provável que existam device timeout por causa de má terminação do barramento. Pra tirar isso a limpo coloque um terminador direto na placa (sem cabos) e veja se as mensagens de erro param.

Algumas placas compatíveis NE2000 apresentarão esse problema caso a porta UTP não receba sinal de link, ou se o cabo estiver desconectado.

5.6. Por que minha placa 3COM 3C509 parou de funcionar sem motivo aparente?

Esse cartão tem um hábito horrível de perder suas informações de configuração. Redefina as informações da placa usando o programa de DOS chamado 3c5x9.exe.

5.7. Minha impressora paralela está ridiculamente lenta. O que devo fazer?

Se o único problema é a lerdeza terrível da sua impressora, tente mudar seu modo da porta de impressão conforme discutido na seção de Configuração de Impressoras no Manual do FreeBSD.

5.8. Por que alguns programas ocasionalmente morrem com erro de “Signal 11” ?

Erros de sinal 11 são fruto de tentativas de acesso indevido a memória. Esse acesso normalmente é controlado pelo sistema operacional, e quando o sistema não permite acessar determinados endereços, o processo é morto com signal 11. Se isso estiver acontecendo em intervalos aleatórios de tempo, é preciso investigar as causas com cuidado.

Esse problema normalmente é atribuído a:

  1. Se o problema ocorre apenas em um programa específico que você mesmo esta desenvolvendo, se trata de um bug no código do seu programa.

  2. Se o problema é com algum programa que faz parte da base do FreeBSD, é possível que também seja um problema de bug no código em questão. Contudo, esses problemas costumam ser corrigidos antes que os usuários tradicionais percebam sua existência - e necessitem ler este FAQ - afinal, é para isso que o -CURRENT existe.

Em especial, uma indicação que esse problema não é um bug do FreeBSD, é um erro repetitivo no mesmo instante da compilação, mas o problema que o compilador apresenta muda de linha a cada nova compilação.

Por exemplo, suponha que você esteja executando um “make buildworld”, e a compilação falha na hora de compilar o ls.c em ls.o. Se você rodar o “make buildworld” de novo e a compilação falha exatamente no mesmo trecho do código, então o problema realmente é com o fonte da aplicação, nesse caso atualize os fontes do FreeBSD e tente novamente. Agora se a compilação falhar em um trecho diferente do código, é quase certo que o problema seja físico, ou seja, com o seu equipamento.

O que deve ser feito:

Em primeiro lugar, deve-se usar um debugador, como o gdb, por exemplo, para encontrar o ponto exato do código que está tentando acessar um endereço problemático de memória, e corrigi-lo.

Em segundo lugar, verifique se a culpa não é do seu equipamento.

As causas mais comuns para o problema incluem::

  1. Os seus discos rígidos podem estar superaquecidos: Verifique se o sistema de ventilação do seu PC está funcionando. Verifique coolers internos (da fonte) e externos, e verifique se não existe superaquecimento de outros componentes do computador.

  2. O processador está superaquecido: Pode ser porque foi feito um overclock no processador em questão, ou no caso mais tradicional, pode ser que o cooler tenha parado de funcionar ou que esteja sujo e portanto funcionando em rotação baixa. Em ambos os casos, o primeiro passo é garantir que o processador esteja rodando sob as mesmas condições que ele foi construído para funcionar - por exemplo, com a velocidade do clock original e com a ventilação adequada.

    Caso tenha sido feito overclock no processador, lembre-se que é mais barato usar um computador um pouco mais lento, do que trocar o processador da máquina por causa de um chip fritado ;-) Além do que a maioria das pessoas não são simpatizantes de overclock, mesmo que você considere a ação segura ou não.

  3. Caso tenha múltiplos pentes de memória SIMM/DIMM, tente desligá-los e experimente usar cada pente de uma vez, indiviualmente. Com isso é possível descobrir se o problema é com algum chip DIMM/SIMM ou se o problema é a combinação entre os pentes.

  4. Configurações super otimistas na BIOS da sua placa mãe são outra causa provável. Algumas BIOS tem opções que permitem alterar a velocidade e frequência de vários recursos. Normalmente os valores padrão na BIOS são os mais conservadores, e portanto devem ser o bastante para controlar corretamente o equipamento; contudo algumas opções como por exemplo “RAM Speed: Turbo” ou alguma opção parecida coloca o estado de espera para o acesso a memória em um valor muito baixo, e as vezes, por mais otimista que você seja, sua memória pode não ser rápida o bastante. O ideal é definir os valores padrão da sua BIOS, mas é interessante anotar os valores atuais primeiro!

  5. Alimentação insuficiente de energia na placa-mãe. Caso exista alguma placa que não esteja sendo utilizada, algum disco rígido ou CDROM, é interessante desliga-los temporariamente do computador, ou simplesmente remover o cabo de energia desses equipamentos. Mesmo em sub utilização, essas placas e discos estão sob constante alimentação e talvez sua fonte consiga suprir uma carga menor. Ou tente trocar a fonte do seu PC, de preferência por uma com maior poder de alimentação (por exemplo, se a sua fonte é de 250 Watts troque por uma de 300 Watts).

Leia ainda o FAQ SIG11 (disponível a seguir) que tem outras boas explicações sobre esses problemas. O FAQ também discute como alguns programas de teste de memória podem pensar que um pente problemático está funcionando corretamente.

Finalmente, se nenhum dos casos acima ajudou a solucionar seu problema, pode ser que exista um bug no FreeBSD. Você deve seguir as intruçõoes para enviar um relatório de problemas para o Projeto FreeBSD.

Existe um FAQ extenso que cobre esse assunto, disponível no FAQ dos problemas com SIG11.

5.9. O meu sistema trava com o erro “Fatal trap 12: page fault in kernel mode”, ou “panic:”, e sai mostrando uma quantidade enorme de informações. O que eu faço?

A equipe de desenvolvimento do FreeBSD tem muito interesse nesse tipo de erro, mas é necessário obter algumas informações suplementares, do que apenas o erro que você está tendo. Copie sua mensagem de erro inteira, consulte o FAQ sobre kernel panics, compile um kernel em modo de debugação e tente analisar o problema. Parece uma tarefa difícil, mas não é necessário conhecimento de programação; basta seguir as instruções.

5.10. Por que a tela fica preta e perde sincronia quando eu inicio o sistema?

Esse é um problema conhecido da placa de vídeo ATI Mach 64. O problema é que essa placa usa o endereço 2e8, o mesmo utilizado pela quarta porta serial dos computadores pessoais. Devido a um bug (ou uma vantagem?) da sio(4) ,essa porta será sempre reconhecida, ainda que não exista a quarta porta serial no seu computador, ou mesmo se o sio3 (a quarta porta) estiver desabilitado.

Até que o bug seja corrigido, você pode usar essa solução:

  1. Entre no modo de configuração do kernel com opção -c na tela de inicialização(boot). (Isto colocara o kernel no modo de configuração).

  2. Desabilite a sio0, sio1, sio2 e sio3 (todas elas). Dessa forma será ativada, logo, você não terá -> problemas.

  3. Digite exit para continuar o boot.

Caso queira usar as portas seriais, será necessário construir um kernel customizado, com as seguintes alterações: no fonte /usr/src/sys/i386/isa/sio.c encontre a ocorrência da expressão 0x2e8 e apague essa expressão e a vírgula que a antecede (mantenha a outra). Depois compile o novo kernel normalmente.

Mesmo depois dessa correção, é provável que o X Windows ainda não funcione como esperado. Se for o caso, garanta que a versão do Xfree86 em questão seja ao menos o XFree86 3.3.3 ou uma versão superior. Esse XFree86 e os posteriores tem suporte nativo às placas de vídeo Mach64, e tem inclusive um X Server dedicado para tal equipamento.

5.11. Por que o FreeBSD só detecta 64MB de memória RAM se eu tenho 128MB instalados?

Devido à maneira que o FreeBSD obtém as informações quanto ao tamanho da memória disponível por intermédio da BIOS, pode acontecer de apenas 16 bits válidos serem detectados (65535 Kbytes = 64MB) ou até menos, dependendo da BIOS (em alguns casos, apenas 16MB). Mesmo nessa situação o FreeBSD tenta detectar mais que 64MB de memória, mas esse reconhecimento pode falhar.

Pra corrigir esse problema pode ser usada a opção do kernel descrita a seguir. Existe uma forma de obter informações completas quanto ao tamanho da memória, a partir da BIOS, mas devido a algumas limitações isso nem sempre é possível hoje em dia. Futuramente será. De qualquer forma, temos ainda a opção do kernel para situações onde toda a memória não puder ser reconhecida.

options "MAXMEM=n"

Onde n equivale à memória (em Kilobytes) disponível no sistema. Para 128 MB de memória, use o valor 131072.

5.12. Por que o FreeBSD 2.0 entre em pânico com a mensagem “kmem_map too small!”?

Nota: A mensagem em questão também pode ser mb_map too small!



Essa mensagem de pânico indica que o sistema ficou sem memória suficiente pros buffers de rede (especificamente, os mbuf clusters). A quantidade de memória virtual disponível para os clusters mbuf pode ser elevada com a opção::

options "NMBCLUSTERS=n"

no arquivo de configuração do seu kernel, onde n equivale ao valor entre 512-4096, dependendo do número de conexões TCP simultâneas que você espera poder suportar. O valor 2048 é recomendável, e provavelmente será o bastante para sanar o problema que causa o pânico em questão O número de clusters mbuf em uso pode ser monitorado com o comando netstat -m (veja netstat(1)). O valor padrão para a variável NMBCLUSTERS no kernel do FreeBSD é 512 + MAXUSERS * 16.

5.13. Por que o erro “/kernel: proc: table is full”ocorre?

O kernel do FreeBSD limita o número máximo de processos simultâneos existentes no sistema. O número em questão é baseado na opção MAXUSERS. do sistema. A opção MAXUSERS afeta ainda inúmeros outros limites do kernel do FreeBSD, como por exemplo os buffers disponíveis para o stack de rede do sistema (veja esta resposta anterior). Se o computador estiver sob grande carga, provavelmente será necessário aumentar o MAXUSERS. Essa alteração aumentará os limites do sistema em adição ao número de processos permitido.

Desde a versão 4.4 do FreeBSD, o valor para MAXUSERS se tornou configurável, não sendo mais necessário recompilar o kernel para alterá-lo, bastando definir a variável kern.maxusers no arquivo /boot/loader.conf. Em versõoes mais recentes do FreeBSD, deve-se ajustar o MAXUSERS em sua configuração do kernel.

Caso seu sistema não esteja muito carregado, mas o número de processos simultâneos ainda assim é alto basta definir a variável kern.maxproc com o sysctl. Em casos especiais, onde esses inúmeros processos estão sendo executados por um único usuário, será preciso alterar ainda alterar o valor da variável kern.maxprocperuid para um a menos do que o valor de kern.maxproc. (deve ser ao menos 1 processo a menos, visto que ao menos o init(8) do sistema vai estar sempre em execução.)

Para tornar uma alteração de variável do sysctl permanente, defina-a no arquivo /etc/sysctl.conf nas versões mais recentes do FreeBSD, ou então no arquivo /etc/rc.local em versões mais antigas do sistema.

5.14. Por que acontece o erro “CMAP busy” quando eu reinicio com um novo kernel?

A lógica que tenta detectar uma data errada nos arquivos /var/db/kvm_*.db as vezes é falha, o que leva o sistema a entrar em pânico.

Se for o caso, reinicie seu sistema em modo monousuário e faça:

# rm /var/db/kvm_*.db

5.15. O que a mensagem “ahc0: brkadrint, Illegal Host Access at seqaddr 0x0” significa??

Trata-se de um conflito com o Ultrastor SCSI Host Adapter.

Durante o processo de inicialização(boot), entre no menu de configuração do kernel e desabilite a uha0, que esta causando o problema.

5.16. Quando eu inicio o sistema, encontro o erro “ahc0: illegal cable configuration”, mas o meu cabo está certo. O que está havendo?

A placa-mãe em questão não consegue se dar bem com o suporte a terminação automática do barramento. Altere sua BIOS SCSI para a terminação correta, de acordo com a configuração do equipamento, ao invés de usar terminação automática. O driver AIC7XXX não consegue descobrir se o reconhecimento externo dos cabos (e conseqüente auto-terminação) está disponível, e portanto ele simplesmente assume que o suporte existe, caso a configuração da EEPROM serial esteja definida como automatic termination. Sem o reconhecimento de cabo externo o driver irá sempre configurar a terminação de forma incorreta, o que compromete a confiabilidade do barramento SCSI.

5.17. Por que o Sendmail retorna um erro que diz ““mail loops back to myself””?

Essa pergunta é respondida no FAQ do próprio Sendmail, e diz:-

        * Eu estou tendo problemas de configurações local "Local configuration error" como essas:

        553 relay.domain.net config error: mail loops back to myself
        554 <user@domain.net>...  Local configuration error

Como posso resolver esse problema?

Você definiu que as mensagens enviadas para o domínio
em questão (domain.net) devem ser repassadas para uma outra
estação específica (nesse caso para
relay.domain.net) usando um registro MX, mas essa máquina de
relay não se reconhece como a estação
responsável pelas mensagens do domínio domain.net.  
Adicione domain.net no arquivo /etc/mail/local-host-names
(caso você esteja usando FEATURE(use_cw_file)) ou então
adicione a linha "Cw domain.net" em /etc/mail/sendmail.cf.
            

Atualmente a versão mais recente do FAQ do sendmail é mantida em sincronia com as versões mais atuais do MTA, mas ela ainda é enviada regularmente para os grupos de notícias comp.mail.sendmail, comp.mail.misc, comp.mail.smail, comp.answers, e news.answers. Ainda é possível receber um cópia por e-mail do FAQ, enviando uma mensagem para com o comando send usenet/news.answers/mail/sendmail-faq no corpo da mensagem.

5.18. Porque algumas aplicações que usam tela inteira não se comportam muito bem em estações remotas?

A estação remota deve estar definindo o terminal como algum tipo diferente do cons25 que é o tipo de terminal usado pelo console do FreeBSD.

Existem inúmeras correções para esse problema:

  • Depois de logar-se na estação remota, defina a variável de ambiente TERM como ansi ou sco caso a máquina em questão tenha informações quanto a esse tipo de terminal.

  • Use um emulador VT100 como o screen no console do FreeBSD. O screen oferece a possibilidade de usar múltiplas sessões concorrentes em um mesmo terminal, e é um grande programa. Cada janela do screen se comporta como um terminal VT100, portanto a variável TERM deve ser definida como vt100.

  • Instale a base do cons25 na estação remota. A maneira correta de faze-lo depende do sistema operacional em questão na estação remota. Consulte os manuais de administração do sistema remoto em questão para descobrir como faze-lo.

  • Levante um X server do lado FreeBSD da coisa e acesse a estação remota usando um terminal baseado no ambiente X, como o xterm ou o rxvt. A variável TERM deve ser definida comoxterm ou vt100 no lado remoto.

5.19. Por que meu computador apresenta a mensagem “calcru: negative time...”?

Esse comportamento pode ser causado por diversos motivos relacionados a interrupções de hardware e/ou software. Pode ser devido a algum bug, mas também pode acontecer por causa da natureza de alguns devices. Por exemplo, usar TCP/IP via porta paralela com uma MTU muito grande é uma boa forma de provocar esse comportamento. Aceleradores gráficos também são eficientes para criar esse tipo de problema, nesse caso, sendo necessário analisar as configurações de interrupções do software.

Um efeito colateral desse problema são processos que morrem“SIGXCPU exceeded cpu time limit”.

No FreeBSD 3.0 e sistemas posteriores a 29 de Novembro de 1998, caso o problema não possa ser solucionado de outra forma, uma correção pode ser definir a seguinte variável do sysctl:

# sysctl -w kern.timecounter.method=1

Isso causa um impacto de performance, mas dependendo do problema que causava esse comportamento, é provável que nem consiga-se notar a mudança nessa performance. Se o problema continuar, mantenha a variável do sysctl habilitada e defina a opção NTIMECOUNTER no kernel para valores crescentes. Se chegar a um ponto em que foi necessário definir NTIMECOUNTER=20 e o problema ainda não tiver sido resolvido, as interrupções são serias demais e seu comportamento não é confiável.

5.20. Acontece da pcm não ser encontrada, com a mensagem “pcm0 not found” ou então minha placa de som é encontrada na pcm1 mas no meu kernel a entrada se refere a device pcm0. O que está havendo?

Isso acontece no FreeBSD 3.X com placas de som PCI. A pcm0 é reservada exclusivamente para placas de som ISA e por isso se a placa em questão é PCI, ela será reconhecida como pcm1 e a mensagem em questão pode acontecer.

Nota: Não é possível evitar a mensagem de advertência simplesmente alterando o seu kernel e definindo device pcm1 pois isso resultará na pcm1 sendo reservada para placas ISA, e o seu equipamento PCI será reconhecido na pcm2 (e a mensagem de advertência “pcm1 not found” continuará).

Caso sua placa de som seja PCI ainda será preciso criar a device snd1 ao invés da snd0:

# cd /dev
# ./MAKEDEV snd1

Esse comportamento não ocorre na série 4.X do FreeBSD, muito trabalho foi feito para tornar o sistema mais PnP-centric e a device pcm0 não é mais reservada exclusivamente para placas ISA.

5.21. Porque a minha placa PnP não é mais encontrada (ou é encontrada como unknown) desde a atualização para o FreeBSD 4.X?

O FreeBSD 4.X é muito mais PnP-centric do que as versões anteriores, e isso causou alguns efeitos distintos em algumas placas PnP (como algumas placas de som e alguns modems interno por exemplo) que não funcionam mais da forma como funcionavam no FreeBSD 3.X.

O motivo para esse comportamento é explicado no seguinte e-mail, que foi enviada na lista freebsd-questions pelo Reter Wemm, respondendo uma pergunta sobre um modem interno que não era mais reconhecido no FreeBSD depois de atualizar o sistema para versão 4.X (os comentários entre []foram adicionados com a intenção de explicar melhor o contexto da mensagem).

Nota: Os índices dessa citação foram atualizados de seu texto original

A bios PNP configurou ele [o modem] e o deixou conectado na porta em questão, por isso o estilo antigo [no 3.X] “reconhece” o equipamento ISA.

No FreeBSD 4 o código ISA é bem mais PnP-centric. Era possível [no 3.X] encontrar uma placa ISA que funcionava com “determinada” device e depois, o id PNP da mesma device encontrava a mesma placa novamente, como se fosse uma outra usando os mesmos recursos do sistema, e por isso ele falhava, como se fosse um conflito de recursos. Portanto, agora ele desabilita o suporta às placas programáveis de forma que essa confusão e dupla detecção de hardware não ocorra. Essa mudança implica também na necessidade de se saber previamente os ids PnP para cada tipo de equipamento suportado, aumentando um pouco mais a lista de TODO do suporte PnP no sistema.

Para fazer o equipamento voltar a funcionar, é necessário encontrar seu PnP id e adicioná-lo a lista de devices ISA reconhecidas como PnP. Essa informação pode ser obtida usando pnpinfo(8) que detecta a configuração dos equipamentos. Por exemplo, veja a saída do pnpinfo(8) de um modem interno:

# pnpinfo
Checking for Plug-n-Play devices...

Card assigned CSN #1
Vendor ID PMC2430 (0x3024a341), Serial Number 0xffffffff
PnP Version 1.0, Vendor Version 0
Device Description: Pace 56 Voice Internal Plug & Play Modem

Logical Device ID: PMC2430 0x3024a341 #0
        Device supports I/O Range Check
TAG Start DF
    I/O Range 0x3f8 .. 0x3f8, alignment 0x8, len 0x8
        [16-bit addr]
    IRQ: 4  - only one type (true/edge)

[algumas linhas com TAG foram eliminadas]

TAG End DF
End Tag

Successfully got 31 resources, 1 logical fdevs
-- card select # 0x0001

CSN PMC2430 (0x3024a341), Serial Number 0xffffffff

Logical device #0
IO:  0x03e8 0x03e8 0x03e8 0x03e8 0x03e8 0x03e8 0x03e8 0x03e8
IRQ 5 0
DMA 4 0
IO range check 0x00 activate 0x01

A informação que você quer é a linha “Vendor ID” no começo da saída do comando. O valor hexadecimal entre parênteses (0x3024a341 esse caso) é PnP id e o conjunto de caracteres que o antecede (PMC2430) é a identificação ASCII única.

Alternativamente, se o pnpinfo(8) não listou sua placa em questão, o pciconf(8) pode ser usado preferivelmente. Esta é a saída do comando pciconf -vl de uma placa de som onboard:

# pciconf -vl
chip1@pci0:31:5:        class=0x040100 card=0x00931028 chip=0x24158086 rev=0x02 hdr=0x00
    vendor   = 'Intel Corporation'
    device   = '82801AA 8xx Chipset AC'97 Audio Controller'
    class    = multimedia
    subclass = audio

Aqui deve-se usar o valor do chip, “0x24158086”.

Tais informações (Vendor ID ou valor do chip) precisam ser adicionadas ao arquivo /usr/src/sys/isa/sio.c.

Primeiro faça uma cópia de segurança do sio.c no caso de algo dar errado e também para que você possa fazer um patch para enviar junto com o seu Relatório de Problemas (você vai enviar um PR, não vai?) e depois edite o sio.c e procure a linha

static struct isa_pnp_id sio_ids[] = {

Depois analise as linhas logo abaixo para encontrar o lugar apropriado para sua placa. As entradas na tabela ficam todas parecidas com essa logo abaixo, e são ordenadas de acordo com a identificação ASCII do fabricante do produto a qual deve ser incluída como comentário na coluna do lado do código em questão, e junto com a descrição da placa ou parte dela, conforme identificada na saída do pnpinfo(8):

{0x0f804f3f, NULL},     /* OZO800f - Zoom 2812 (56k Modem) */
{0x39804f3f, NULL},     /* OZO8039 - Zoom 56k flex */
{0x3024a341, NULL},     /* PMC2430 - Pace 56 Voice Internal Modem */
{0x1000eb49, NULL},     /* ROK0010 - Rockwell ? */
{0x5002734a, NULL},     /* RSS0250 - 5614Jx3(G) Internal Modem */

Adicione o ID hexadecimal do fabricante da placa no local apropriado, salve o arquivo e recompile o kernel, depois reinicie o sistema. Agora a sua placa deve ter sido encontrada como uma device sio exatamente como era encontrada no FreeBSD 3.X

5.22. Qual a causa do erro “nlist failed” quando eu executo, por exemplo, o top ou o systat?

O problema é que o programa que você está tentando executar tenta ler alguma informação específica do kernel, baseando-se no kernel symbol em questão, mas por algum motivo, essa informação não pode ser encontrada; esse erro é causado por um dos seguintes problemas:

  • O kernel e o userland do sistema não estão em sincronia (por exemplo, você compilou um kernel novo e o instalou sem de dar um installworld, ou vice-versa), e por isso a tabela de informações dos kernel symbols é diferente do que o programa pensa que é. Se esse for o caso basta completar os procedimentos de atualização do sistema (veja o arquivo /usr/src/UPDATING para a correta seqüência de ações).

  • O /boot/loader não está sendo usado para carregar o kernel dessa estação, ao invés dele, o boot2 (veja boot(8)) está sendo usado diretamente. Apesar de não ter problema algum deixar de usar o /boot/loader, ele costuma se comportar melhor na hora de tornar os kernel symbols disponíveis para aplicações em nível de usuário.

5.23. Porque demora tanto para a conexão se estabelecer via ssh ou telnet?

O sintoma: existe um atraso muito grande entre o estabelecimento da conexão TCP e o momento que o programa cliente pede a senha (ou no caso do telnet(1), quando a tela de login aparece).

O problema: o programa servidor dessa transação leva muito tempo tentando resolver o nome da estação cliente que está se conectando. A maioria dos servidores, incluindo os servidores Telnet e SSH que vem junto com o FreeBSD tentam resolver o número IP do cliente no nome da estação, para, entre outras coisas, gravar essa informação em um arquivo de log para referências futuras por parte do administrador.

A solução: Se o problema acontece apenas quando você (o cliente) tenta se conectar no servidor, o problema é com o lado cliente da transação; se o problema acontece com qualquer estação que tente se conectar ao computador (servidor) então o problema é do lado servidor.

Se o problema é com o cliente, a única maneira de corrigir o problema é configurar corretamente o servidor DNS que responde autoritativamente pelo endereço da estação. Se for uma rede local considere esse comportamento um problema do servidor, e continue lendo; se a conexão deve ser estabelecida na rede global (internet) , então entre em contato com o seu Provedor de Serviços Internet e solicite que eles corrijam o problema.

Se o problema é do lado servidor, e a rede em questão, se trata de uma rede local, será necessário configurar o servidor de forma que ele consiga resolver os endereços dos clientes em nomes. Veja as páginas de manual do hosts(5) e named(8) para obter mais informações. Se a conexão é na Internet, provavelmente o resolvedor (lado cliente do serviço de nomes) do seu servidor não está funcionando corretamente. Pra fazer o teste, tente descobrir o endereço IP do site www.yahoo.com por exemplo. Se não funcionar, esta ai o problema.

5.24. O que a mensagem “stray IRQ” quer dizer?

Stray IRQs são sintomas de hardware que interrompe o pedido de interrupção no meio de um ciclo de autorização de interrupção.

Existem três formas de tratar o problema:

  • Aprenda a conviver com as mensagens de advertência. De qualquer forma, todas as mensagens exceto as 5 primeiras para cada IRQ são suprimidas pelo sistema mesmo.

  • Evite o inconveniente alterando de 5 para 0 na função isa_strayintr() o número de mensagens antes de suprimir as advertências.

  • Evite as advertências instalando algum equipamento de porta paralela que use a IRQ 7 e o driver PPP (é o usual, na maioria dos sistemas) e instale algum driver IDE ou qualquer outro dispositivo que use a IRQ 15 e seu respectivo suporte.

5.25. Por que a mensagem “file: table is full” aparece repetidas vezes no dmesg?

Esse erro indica que você excedeu o número máximo de descrevedores (descriptors) de arquivos no sistema. Leia a seção kern.maxfiles da capítulo de Ajuste de Limites do Kernel no Manual do FreeBSD do FreeBSD para obter mais informações sobre o problema.

5.26. Por que o relógio do meu laptop mantem a hora incorreta?

Rode o comando dmesg(8), e procure algumas linhas com a expressão Timecounter. A última linha encontrada será o relógio que o FreeBSD escolheu, e com certeza ele será TSC.

# dmesg | grep Timecounter
Timecounter "i8254"  frequency 1193182 Hz
Timecounter "TSC"  frequency 595573479 Hz

Essa informação pode ser confirmada ao verificar a variável kern.timecounter.hardware do sysctl(3).

# sysctl kern.timecounter.hardware
kern.timecounter.hardware: TSC

A BIOS do laptop altera a frequência do relógio TSC de forma a modificar a velocidade do processador quando o computador estiver sendo utilizado com baterias, ou se o mesmo entrar em modo de economia de energia. O FreeBSD não faz distinção entre frequência do clock e modos especiais de trabalho, e por isso pode atrasar ou adiantar a hora do sistema.

Esse exemplo, o laptop em questão tem dois relógios; portanto o i8254 pode ser definido como padrão na variável kern.timecounter.hardware do sysctl(3).

# sysctl -w kern.timecounter.hardware=i8254
kern.timecounter.hardware: TSC -> i8254

Agora o seu laptop deve conseguir manter a data e hora de forma mais precisa.

Pra tornar essa alteração automática, adicione a seguinte linha no arquivo /etc/sysctl.conf.

kern.timecounter.hardware=i8254

5.27. Por que o meu laptop não funciona muito bem na hora de identificar cartões PCMCIA?

Esse problema é comum em laptops que tem mais de um sistema operacional instalado. Alguns sistemas não-BSD fazem os cartões PCMCIA ficarem em um estado inconsistente, causando um reconhecimento problemático dos dispositivos por parte do pccardd, como por exemplo, detectando os cartões como “"(null)""(null)"” ao invés da sua marca e modelo verdadeiros.

É necessário desligar completamente a alimentação de energia do equipamento para garantir que o mesmo seja completamente resetado. Desligue completamente o laptop (não suspenda seu funcionamento, não o deixe entrar em modo de espera, conhecido como standby, a alimentação deve ser completamente interrompida), espere alguns - poucos - minutos e reinicie o laptop. Tudo deve correr bem.

Alguns laptops são grandes mentirosos quando afirmam estar desligados. Se o procedimento acima não funcionar, tire a bateria do laptop, espere alguns minutos e ligue o sistema novamente.

5.28. Por que o bootloader do FreeBSD mostra a mensagem “Read error” e pára completamente logo após a tela da BIOS?

O inicializador do FreeBSD reconheceu a geometria de disco de forma incorreta e por isso esse valor deve ser definido manualmente com o fdisk(8) ao criar ou modificar uma partição FreeBSD.

A geometria correta do disco pode ser verificada na BIOS do computador. Procure pelo número de cilindros, cabeças e de setores do disco em questão.

No fdisk do sysinstall(8), aperte a tecla G para definir a geometria do disco manualmente.

Irá aparecer uma janela de diálogo perguntando o número de cilindros, cabeças e setores do disco. Defina esses valores, conforme anotados da BIOS do sistema e separados por barras.

5000 cilindros, 250 cabeças e 60 setores, por exemplo, seria definido como 5000/250/60.

Aperte ENTER para confirmar os valores e depois aperte a tecla W para escrever as novas informações na tabela de partições do disco.

5.29. Outro sistema operacional destruiu o meu gerenciador de inicialização(Boot Manager). Como eu o recupero?

Entre no sysinstall(8) e escolha o menu Configure, seguido do Fdisk. Escolha o disco onde o gerenciador de boot costumava ficar e aperte a barra de espaços(space). Depois aperte a tecla W para escrever as novas informações no disco. Vai aparecer uma tela, perguntando o que deve ser instalado na MBR do disco. Escolha o Gerenciador de inicialização(Boot Manager), e ele será reinstalado.

5.30. O que o erro “swap_pager: indefinite wait buffer:” quer dizer?

Quer dizer que existe um processo tentando paginar uma área da memória para o disco, e que esse processo demorou mais de 20 segundos; portanto falhou. É provável que a causa desse erro sejam blocos defeituosos no disco, falha nos cabos, ou até mesmo algum outro erro de I/O relacionado ao hardware. Se o disco estiver danificado, serão apresentadas mensagens de erro referentes ao mesmo em /var/log/messages e também na saída do dmesg. Do contrário, verifique seus cabos e conectores.


Capítulo 6. Aplicações Comerciais

Nota: Esta seção se encontra ainda muito escassa, embora esperamos, naturalmente, que as empresas façam adições a ela! :) Os desenvolvedores do FreeBSD não tem interesses financeiros em nenhuma das empresas listadas aqui, mas apenas as listam como um serviço público (e sente que o interesse comercial no FreeBSD pode ter muitos efeitos positivos na viabilidade do uso do sistema a longo prazo). Nós encorajamos que os vendedores de softwares comerciais mandem seus softwares para inclusão. Consulte a página de Fabricantes para obter uma lista maior.

6.1. Onde eu posso conseguir Office Suite) para o FreeBSD?
6.2. Onde posso conseguir o Motif para o FreeBSD?
6.3. Onde posso adquirir o CDE para o FreeBSD?
6.4. Existe algum servidor X comercial de alta-performance?
6.5. Existe algum sistema de Banco de Dados para o FreeBSD?
6.6. Posso rodar o Oracle no FreeBSD?

6.1. Onde eu posso conseguir Office Suite) para o FreeBSD?

  • A FreeBSD Mall oferece uma versão nativa do VistaSource ApplixWare 5 para o FreeBSD.

    O ApplixWare é uma poderosa suíte comercial de aplicações para escritório no FreeBSD. Ela contém um processador de texto, planilha de cálculos, um programa de apresentação e um pacote para desenho vetorial e outros aplicativos.

    O ApplixWare é vendido com parte integrante da edição de Desktops BSD da FreeBSD Mall.

  • A versão para Linux do StarOffice funciona sem problemas no FreeBSD. A maneira mais fácil de instalar a versão para Linux do StarOffice é pela Coleção de Ports do FreeBSD. Versões futuras da suíte Open-Source de escritório,OpenOffice deverão funcionar também.

6.2. Onde posso conseguir o Motif para o FreeBSD?

O Open Group lançou o código fonte do Motif 2.1.30, que pode ser instalado como o pacote open-motif, ou então ser compilado pelo Ports. Consulte a seção sobre o Ports no Manual do FreeBSD para obter mais informações sobre o assunto.

Nota: O Open Motif pode ser redistribuído apenas se sua distribuição estiver sendo usada em sistemas operacionais open source.



Em contrapartida, existem distribuições comerciais do Motif disponíveis. Tais distribuições contudo não são gratuitas, mas suas licenças permitem que ele seja utilizando em softwares de código fechado. Contate a Apps2go para obter informações quanto a versão mais barata do ELF Motif 2.1.20 para FreeBSD (tanto para i386 quanto para Alpha).

Existem duas distribuições, a “development edition” e a “runtime edition” (bem mais barata). Tais distribuições incluem:

  • OSF/Motif manager, xmbind, panner, wsm.

  • Kit de Desenvolvimento com uil, mrm, xm, xmcxx, arquivos include e arquivos.

  • Bibliotecas ELF estáticas e dinâmicas (para serem usadas com FreeBSD 3.0 e superiores).

  • Applets de demonstração.

Lembre-se de especificar que você quer a versão para FreeBSD do Motif quando encomendado (não esqueça de mencionar a arquitetura que você quer também)! Versões para NetBSD e OpenBSD também são vendidas pela Apps2go. Atualmente o produto é apenas disponível para download via FTP.

Mais informações:

Página WWW da Apps2go

ou

ou

ou

fone [EUA] (817) 431 8775 ou +1 817 431-8775

Contate Metro Link para obter informações quanto a versão ELF ou a versão a.out do Motif 2.1 para o FreeBSD.

Tal distribuição inclui:

  • Gerenciador OSF/Motif, xmbind, panner, wsm.

  • Kit de desenvolvimento com uil, mrm, xm, xmcxx, arquivos include e arquivos Imake.

  • Bibliotecas estáticas e dinâmicas (não se esqueça de especificar que você quer o formato ELF, caso queira usar com o FreeBSD 3.0 e posteriores; ou o formato a.out para usar com FreeBSD 2.2.8 e anteriores).

  • Applets de Demonstração.

  • Páginas de manual previamente formatadas.

Certifique-se de especificar que você quer a versão para FreeBSD do Motif quando encomendá-lo! Versões para Linux também são vendidas pela Metro Link. O produto está disponível em CDROM ou download via FTP.

Contate a Xi Graphics para obter informações quanto a versão a.out do Motif 2.0 para o FreeBSD.

A distribuição inclui:

  • Gerenciador OSF/Motif, xmbind, panner, wsm.

  • Kit de desenvolvimento com uil, mrm, xm, xmcxx, arquivos include e arquivos Imake.

  • Bibliotecas estáticas e dinâmicas (para o FreeBSD 2.2.8 e anteriores).

  • Applets de Demonstração.

  • Páginas de manual previamente formatadas.

certifique-se de especificar que você quer a versão para FreeBSD do Motif quando encomendá-lo! Versões para BSDI e para Linux também são vendidas pela Xi Graphics. Atualmente o produto se trata de um conjunto de 4 disquetes... futuramente se tornará uma distribuição única em CD, como o CDE da mesma empresa.

6.3. Onde posso adquirir o CDE para o FreeBSD?

A Xi Graphics costumava vender o CDE para o FreeBSD, mas não o faz mais.

O KDE é um Desktop de código fonte aberto para X11 similar ao CDE em muitos aspectos. Talvez você também aprecie o visual e as características do xfce. KDE e xfce estão ambos disponíveis no sistema de ports do FreeBSD.

6.4. Existe algum servidor X comercial de alta-performance?

Sim, a Xi Graphics e a Metro Link vendem produtos da Accelerated-X para o FreeBSD e para outros sistemas baseados em Intel.

O que a Metro Link oferece é um servidor X de alta-performance que possui um esquema de configuração extremamente fácil, fazendo uso da suíte de ferramentas de gerenciamento de pacotes do FreeBSD, com suporte a múltiplas placas de vídeo simultâneas e é distribuído apenas em forma binária, por meio conveniente de um download via FTP. Sem esquecer que, o produto oferecido pela Metro Link está disponível a um preço muito razoável, $39 dólares.

A Metro Link vende também o Motif e formato ELF e a.out para o FreeBSD (veja pergunta anterior).

informações:

Página WWW da Metro Link

ou

ou

ou

fone [EUA] (954) 938-0283 ou +1 954 938-0283

O produto oferecido pela Xi Graphics é um servidor X de alta performance, que oferece uma interface fácil de configuração e com suporte a múltiplas placas de vídeo simultâneas, e é distribuído apenas de forma binária em uma distribuição única para FreeBSD e Linux. A Xi Graphics oferece ainda um servidor X de alta performance com suporte desenvolvido especificamente para laptops.

Existe uma versão de“demonstração de compatibilidade” disponível na versão 5.0 do servidor gráfico.

A Xi Graphics vende ainda o Motif e o CDE para o FreeBSD (veja acima).

Mais informações:

Página WWW da Xi Graphics

ou

ou

ou

fone [EUA] (800) 946 7433 ou +1 303 298-7478.

6.5. Existe algum sistema de Banco de Dados para o FreeBSD?

Sim! Veja a seção de Fabricantes Comerciais do Web site do FreeBSD.

Dê uma olhada também na seção de Databases da Coleção de Ports do FreeBSD.

6.6. Posso rodar o Oracle no FreeBSD?

Pode. As páginas a seguir descrevem exatamente como configurar o Oracle para Linux no FreeBSD:


Capítulo 7. Aplicações de Usuário

7.1. Então, onde estão todas as aplicações de usuários?
7.2. Onde eu encontro a libc.so.3.0?
7.3. Por que eu estou tendo problemas cuja mensagem de erro mostra “Error: can't find libc.so.4.0”?.
7.4. Por que o ghostscript gera um monte de erros no meu 386/486SX?
7.5. Por que aplicações do SCO/iBCS2 bombardeiam o ``socksys''? (FreeBSD 3.0 e anteriores, apenas).
7.6. Como eu configuro um sistema de INN (Internet News) na minha estação?
7.7. Qual versão do Microsoft FrontPage eu devo usar?
7.8. O FreeBSD suporta Java?
7.9. Por que eu não consigo compilar determinado port na minha estação 3.X-STABLE?
7.10. Onde posso encontrar o arquivo ld.so?
7.11. Eu atualizei meus fontes. E agora, como eu atualizo meus Ports instalados?
7.12. Por que o /bin/sh é tão pequeno? Por que o FreeBSD não usa o bash ou outro interpretador de comandos (shell)?
7.13. Por que o Netscape e o Opera demoram tanto para iniciar?

7.1. Então, onde estão todas as aplicações de usuários?

Por gentileza, dê uma olhada na página do Ports para informações sobre pacotes de programas disponíveis na Coleção de Ports do FreeBSD. A lista atualmente ultrapassa 20,000 aplicações e está crescendo diariamente, então retorne à página e verifique freqüentemente as aplicações, ou entã inscreva-se na lista de discussão freebsd-announce mailing list para atualizações periódicas ou novas adições.

A maioria dos ports devem estar disponíveis para as versões 2.2, 3.x e 4.x, e muitos deles devem funcionar também em sistemas 2.1.x. Cada vez que um lançamento do FreeBSD é produzido, um snapshot da árvore do ports do momento da lançamento também é incluída no diretório ports/.

O FreeBSD também suporta o conceito de “pacote”, que essencialmente nada mais é do que uma distribuição binária compactada com o gzip e com um pouco de inteligência extra embutido nesse pacote, para fazer o trabalho que é requerido para uma instalação customizada. Um pacote pode ser instalado e desinstalado repetidas vezes de forma fácil, sem ter que se conhecer os detalhes horrendos dos arquivos que ele inclui.

Use o menu de instalação de pacotes em /stand/sysinstall (sobre a opção do pos-configuration menu) ou invoque o comando pkg_add(1) nos arquivos de pacotes específicos que voc;ê quer instalar. Os pacotes podem ser identificados normalmente pelo sufixo .tgz e o pessoal da distribuição em CDROM tem um diretório /packages/All no cd que conté esses arquivos. Eles podem também ser baixados pela rede para várias versões do FreeBSD nos seguintes endereços: do (sobre a opção PostConfiguration do menu) ou invoque o comando pkg_add(1)

ou em um sítio espelho mais perto de você.

Note que nem todos os Ports podem estar disponíveis em formato de pacotes, visto que a atualização da Coleção de Ports do FreeBSD é muito freqüente, e novos programas são constantemente adicionados, e outros são atualizados. É sempre bom verificar periodicamente quais pacotes estão disponíveis no servidor FTP mestre do projeto FreeBSD, o ftp.FreeBSD.org.

7.2. Onde eu encontro a libc.so.3.0?

Você está tentando usar um pacote construído para o FreeBSD 2.2 ou para versões posteriores, em um sistema 2.1.X. Por gentileza, dê uma olhada na seção anterior e pegue o port/pacote correto para o seu sistema.

7.3. Por que eu estou tendo problemas cuja mensagem de erro mostra “Error: can't find libc.so.4.0”?.

Acidentalmente você pegou um pacote construído para FreeBSD 4.X ou para o 5.X e está tentando instala-lo no seu FreeBSD 2.X ou 3.X. Por favor, pegue a versão correta dos pacotes.

7.4. Por que o ghostscript gera um monte de erros no meu 386/486SX?

Deixe-me adivinhar. Você não tem um co-processador matemático, certo? Será necessário adicionar um co-processador matemático alternativo ao seu kernel; você pode fazer isso adicionando a seguinte linha no arquivo de configuração do seu kernel, e depois recompilá-lo:

options GPL_MATH_EMULATE

Nota: Quando você fizer isto, será necessário remover a opção MATH_EMULATE

7.5. Por que aplicações do SCO/iBCS2 bombardeiam o ``socksys''? (FreeBSD 3.0 e anteriores, apenas).

Primeiro, é necessário editar o arquivo /etc/sysconfig (ou /etc/rc.conf, veja o rc.conf(5)) e modificar a última seção, alterando para YES a seguinte variável:

# Set to YES if you want ibcs2 (SCO) emulation loaded at startup
ibcs2=NO

Essa alteração fará o sistema carregar os módulos de kernel do ibcs2 na inicialização.

Depois, será necessário alterar o /compat/ibcs2/dev para parecer com:

lrwxr-xr-x  1 root  wheel         9 Oct 15 22:20 X0R@ -> /dev/null
lrwxr-xr-x  1 root  wheel         7 Oct 15 22:20 nfsd@ -> socksys
-rw-rw-r--  1 root  wheel         0 Oct 28 12:02 null
lrwxr-xr-x  1 root  wheel         9 Oct 15 22:20 socksys@ -> /dev/null
crw-rw-rw-  1 root  wheel   41,   1 Oct 15 22:14 spx

É necessário que o socksys aponte para /dev/null (veja null(4)) para fingir o processo de abertura e fechamento do device. O código mais recente (-CURRENT) se encarregará dos outros detalhes. Essa maneira de trabalhar o socksys é bem mais limpa do que a forma que era usada anteriormente. Se você quer que o driver spx fique disponível para um socket X local, defina a opção SPX_HACK no kernel do FreeBSD quando você o recompilar.

7.6. Como eu configuro um sistema de INN (Internet News) na minha estação?

Depois de instalar o pacote news/inn ou o port, um excelente lugar para iniciar é Dave Barr's INN Page onde voçe encontrará o FAQ do INN.

7.7. Qual versão do Microsoft FrontPage eu devo usar?

Use os Ports, Luke! Uma versão previamente corrigida do Apache,apache13-fp, está disponível na árvore do Ports.

7.8. O FreeBSD suporta Java?

7.9. Por que eu não consigo compilar determinado port na minha estação 3.X-STABLE?

Caso esteja usando uma versão do FreeBSD significativamente mais velha do que o -CURRENT ou o -STABLE, será necessário usar o kit de atualização dos Ports, disponível em http://www.FreeBSD.org/ports/. Caso esteja atualizado mas ainda assim você tem dificuldades, é provável que alguém disponibilizou uma versão do programa que funciona perfeitamente no -CURRENT mas que não compila corretamente no -STABLE. Por gentileza, envie um Relatório de Problemas com o comando send-pr(1) porque a coleção de Ports deve funcionar tanto no -STABLE quanto no -CURRENT.

7.10. Onde posso encontrar o arquivo ld.so?

Algumas aplicações cujo formato binário é o a.out, como o Netscape Navigator, necessitam das bibliotecas a.out. Uma versão do FreeBSD nativamente construído com bibliotecas ELF não instala as bibliotecas a.out por padrão. Você terá problemas por não ter o /usr/libexec/ld.so, se esse for o caso do seu sistema. Estas bibliotecas estão disponíveis embutidas na distribuição compat22. Utilize o sysinstall(8) para instalá-los. Pode-se instalá-lo apartir do código fonte do FreeBSD:

# cd /usr/src/lib/compat/compat22
# make install clean

Se quiser instalar as bibliotecas mais recentes do compat22 sempre que executar o make world, edite /etc/make.conf para incluir COMPAT22=YES. Bibliotecas de compatibilidade antigas raramente sofrem mudanças , as vezes nunca, então geralmente não é necessário.

Também veja as páginas de ERRATAS para o 3.1-RELEASE e 3.2-RELEASE.

7.11. Eu atualizei meus fontes. E agora, como eu atualizo meus Ports instalados?

FreeBSD não inclui uma ferramenta de atualização do ports, mas existem algumas ferramentas que tornam o processo de atualização dos Ports uma tarefa, digamos, fácil. É possível ainda instalar algumas ferramentas adicionais que facilitam o gerenciamento dos Ports instalados

O comando pkg_version(1) pode gerar um script que atualizará os ports instalados para as últimas versões da árvore de Ports.

# pkg_version -c > /tmp/myscript

O script de saída deve ser editado manualmente antes de ser usado. As versões mais recentes do pkg_version(1) forçam a edição do arquivo, colocando um exit(1) no começo do script.

A saída do script deve ser salva pois ela gera informações sobre os pacotes que são dependências dos que estão sendo atualizados. Tais dependências podem precisar ser atualizadas ou não, dependendo de cada uma delas. Os casos comuns onde as dependências precisam ser atualizadas é quando a versão das bibliotecas compartilhadas foram alteradas, portanto o port que usava aquela biblioteca precisa ser atualizado para que a nova versão seja usada.

Caso tenha espaço o bastante em disco , pode ser interessante usar a ferramenta portupgrade para automatizar o processo de atualização das aplicações instalados por meio de ports ou pacotes. Posto que ele foi programado em Ruby, o portupgrade é um candidato improvável à se tornar parte da árvore principal do FreeBSD. Mas isso não evita que qualquer pessoa use o programa. Alias, ele é uma ótima ferramenta. Ele está disponível em sysutils/portupgrade.

Se a estação fica constantemente conectada, é interessante usar o sistema periodic(8) para gerar um relatório semanal sobre as versões do Ports que podem ser atualizadas. Pra configurar o sistema para isso, insira a linha weekly_status_pkg_enable="YES" no /etc/periodic.conf.

7.12. Por que o /bin/sh é tão pequeno? Por que o FreeBSD não usa o bash ou outro interpretador de comandos (shell)?

Porque o POSIX diz que é assim que deve ser um interpretador de comandos (shell)?

A reposta mais complicada: muitas pessoas precisam escrever scripts shell que sejam portáveis através de muitos sistemas. É por isso que o POSIX especifica o interpretador de comandos (shell) e comandos utilitários com tanto detalhe. A maioria dos scripts são escritos para o interpretador de comandos Bourne (Bourne shell), e várias interfaces importantes de programação (make(1), system(3), popen(3) e análogos em linguagens de alto-nível como Perl e Tcl) o usam como interpretador de comandos (shell) padrão. Por ser tão amplamente utilizado é importante que o interpretador de comandos (shell) Bourne seja rápido para carregar, seja determinístico em seu comportamento, e que tenha uma pequena alocação de memória.

A implementação atual é o nosso melhor esforço para encontrar a maior parte destes requerimentos simultaneamente. Como forma de manter o /bin/sh do menor tamanho possível, não incluímos muitas das características convenientes que outros interpretadores de comando (shell) possuem. É por isso que a Coleção de Ports disponibiliza outros interpretadores de comandos (shell) com características mais abrangentes, como o bash, o csh, o tcsh, e o zsh. (Você pode comparar a utilização de memória entre todos esses interpretadores de comandos (shell), analisando as colunas “VSZ” e “RSS” na saída do comando ps -u.)

7.13. Por que o Netscape e o Opera demoram tanto para iniciar?

A resposta tradicional é que o DNS no seu computador está mal configurado. O Netscape e o Opera fazem verificação de DNS ao iniciar, e por isso não se tornarão disponíveis até que obtenham uma resposta do servidor DNS ou até que eles determinem que a estação não está conectada na rede.


Capítulo 8. Configuraçãao do Kernel

8.1. Eu gostaria de configurar meu kernel. É difícil?
8.2. A compilação do meu kernel falha porque está faltando o _hw_float. Como eu resolvo o problema?
8.3. Por que meu kernel é tão grande (cerca de 10MB)?
8.4. Porque estão ocorrendo conflitos de interrupção com portas multi-seriais?
8.5. Porque todo kernel que eu tento construir falha na compilação, mesmo o GENERIC?

8.1. Eu gostaria de configurar meu kernel. É difícil?

De modo algum! Veja a seção "kernel config" do Manual do FreeBSD.

Nota: Recomenda-se que você faça uma cópia datada do seu kernel na forma /kernel.AAMMDD e o diretório /modules para /modules.AAMMDD depois que estiver tudo funcionando. Desta forma se você fizer alguma bobagem quando mexer com a sua configuração, pode-se iniciar aquele kernel ao invés de ter que desfazer tudo novamente no kernel.GENERIC. Isso é particularmente importante se você estiver dando boot em um equipamento não suportado pelo kernel genérico (GENERIC).

8.2. A compilação do meu kernel falha porque está faltando o _hw_float. Como eu resolvo o problema?

Deixa eu adivinhar. Você removeu o npx0 (veja npx(4)) do arquivo de configuração do kernel porque você não possui um co-processador aritmético, certo? Errado! :-) O npx0 é OBRIGATÓRIO. Mesmo que você não tenha um co-processador aritmético, o dispositivo npx0 deve ser incluido.

8.3. Por que meu kernel é tão grande (cerca de 10MB)?

Provavelmente, seu kernel foi compilado em modo de depuração (debug). Um kernel construído em modo de depuração (debug) contêm muitos símbolos usados para depuração que aumentam muito o seu tamanho. Note que se você está executando um FreeBSD 3.0 ou superior, terá pouca, ou nenhuma, perda de performance por usar um kernel em modo de depuração (debug), sendo útil ter um para o caso de pane no sistema.

Entretanto, se você possui pouco espaço em disco, ou simplesmente não quer executar um kernel para depuração, certifique-se que os dois itens abaixo sejam verdadeiros:

  • Não existe a seguinte linha no arquivo de configuração do kernel

    makeoptions DEBUG=-g
    
  • Você não está executando config(8) com a opção -g.

Ambas as situações acima fazem com que o kernel seja compilado no modo de depuração (debug). Tão logo você tenha certeza que não se enquadra naqueles itens, o kernel poderá ser compilado normalmente e notadamente diminuirá o tamanho; a maioria dos kernels tendem a ficar em torno de 1.5MB a 2MB.

8.4. Porque estão ocorrendo conflitos de interrupção com portas multi-seriais?

Quando se compila um kernel com suporte a porta multi-serial, ele avisa que somente a primeira porta é testada e as demais são ignoradas devido a conflitos de interrupção. Como eu conserto isto?

O problema, neste caso, é que o FreeBSD possui código para evitar que o kernel fique com lixo (trashed kernel) por causa de conflitos de hardware ou software. A maneira de corrigir isto é excluindo as definiçõs de IRQ em todas as portas exceto uma. Veja o exemplo:

#
# Multiport high-speed serial line - 16550 UARTS
#
device sio2 at isa? port 0x2a0 tty irq 5 flags 0x501 vector siointr
device sio3 at isa? port 0x2a8 tty flags 0x501 vector siointr
device sio4 at isa? port 0x2b0 tty flags 0x501 vector siointr
device sio5 at isa? port 0x2b8 tty flags 0x501 vector siointr

8.5. Porque todo kernel que eu tento construir falha na compilação, mesmo o GENERIC?

Existem várias causas possíveis para esse problema. Elas são, sem uma ordem particular:

  • Você não está usando os comandos make buildkernel e make installkernel, e seus fontes estão estruturados de forma diferente daqueles usados para construir o sistema atual (por exemplo, está sendo um 4.3-RELEASE em um sistema 4.0-RELEASE). Se estiver sendo feita uma atualização, leia o arquivo /usr/src/UPDATING, prestando atenção ao final da seção “COMMON ITEMS”.

  • Você está usando os comandos make buildkernel e make installkernel, mas não garantiu a correta finalização do comando make buildworld. O make buildkernel depende de arquivos gerados pelo make buildworld para fazer seu trabalho corretamente.

  • Mesmo que você esteja tentando construir um FreeBSD-STABLE, é possível que os fontes tenham sido pegos quando estavam sendo modificados, ou inconsistentes por alguma outra razão; somente os releases são absolutamente garantidos de serem compilados, embora o FreeBSD-STABLE possa ser compilado com sucesso na grande maioria das vezes. Caso já não tenha conseguido, tente buscar os fontes novamente e veja se o problema já não foi resolvido. Tente um servidor diferente, para o caso daquele que está sendo usado estar com problemas.


Capítulo 9. Discos, Sistemas de Arquivos e Carregadores de Inicialização (Boot Loaders)

9.1. Como procedo para adicionar um novo disco rígido no FreeBSD?
9.2. Como eu mudo todo o meu sistema operacional para um disco novo?
9.3. Um disco no modo “dangerously dedicated” pode ser prejudicial a minha saúde?
9.4. Em quais partições podemos seguramente usar o softupdates? Eu tenho ouvido falar de problemas em se usar o softupdates na partição /?
9.5. O que é inapropriado no meu ccd?
9.6. Porque eu não posso editar o disklabel do meu ccd?
9.7. Posso montar outros tipos de partições externas sobre FreeBSD?
9.8. Como montar uma partição DOS secundária?
9.9. Existe um sistema de arquivos criptografado para o FreeBSD?
9.10. Como posso usar o carregador do NT para iniciar o FreeBSD?
9.11. Como posso iniciar o FreeBSD e o Linux com o LILO?
9.12. Como eu inicio o FreeBSD e o Linux usando o BootEasy?
9.13. Como eu altero a tela de inicialização (boot) de ??? para algo mais significativo?
9.14. Possuo uma nova unidade de disco removível, como posso usa-la?
9.15. Por que eu tive o erro “Incorrect super block” na hora de montar um CDROM?
9.16. Device not configured” ocorre na hora de montar o CDROM?
9.17. Porque todos caracteres não-Inglês são apresentados como “?” no sistema de arquivos do CD que acabou de ser montado no FreeBSD?
9.18. Eu queimei um CD no FreeBSD e agora esse disco não pode ser lido em nenhum outro sistema operacional. Por que?
9.19. Como posso criar uma imagem de um CD de dados?
9.20. Por que um CD de áudio não pode ser montado com o comando mount?
9.21. Como eu monto um CD com múltiplas sessões de gravação?
9.22. Como posso permitir que usuários comuns montem disquetes, CDROMs e outros tipos de mídia removível?
9.23. Os comandos du e df apresentam quantias distintas de espaço em disco disponível. O que está havendo?
9.24. Como eu posso adicionar mais espaço para swap?

9.1. Como procedo para adicionar um novo disco rígido no FreeBSD?

Veja o Tutorial sobre a Formatação de Discos no sítio www.FreeBSD.org.

9.2. Como eu mudo todo o meu sistema operacional para um disco novo?

A melhor maneira de migrar seu sistema de um disco para o outro é reinstalar completamente o SO na nova unidade de armazenamento e depois migrar os dados dos usuários do disco antigo para nova instalação. Essa forma é a mais recomendada, caso o sistema tenha sido -STABLE por mais de uma versão, ou caso tenha atualizado um Release ao invés de ter instalado um novo sistema. O booteasy pode ser facilmente instalado com o comando boot0cfg(8), de forma a permitir que o sistema possa iniciar dois sistemas distintos, até que você esteja satisfeito com o novo sistema. Pule o próximo parágrafo para saber algumas formas seguras de migrar os dados dos usuários para o novo disco.

Você pode ter decidido por não refazer uma nova instalação; nesse caso será necessário reparticionar o novo disco com o /stand/sysinstall, ou fdisk(8) ou disklabel(8). Também é necessário instalar o booteasy em ambas as unidades com o comando boot0cfg(8), de forma que você possa alternar a inicialização entre o novo sistema e a configuração atual do mesmo, até que a cópia dos dados tenha sido efetuada. Veja o artigo referente a formatação de mídias para obter mais detalhes quanto a esse processo.

Agora, com um novo disco configurado, você está pronto para começar a mover os dados da antiga para nova unidade de armazenamento. Infelizmente os dados não podem simplesmente ser copiados ao acaso. Existem alguns arquivos especiais (como os arquivos de dispositivos /dev), flags, e links que tendem a não funcionar no novo sistema, visto que esses arquivos ocupam inodes ou tem informações específicas da unidade, e por isso não podem ser copiados como um arquivo comum. É necessário usar ferramentas que entendam esse comportamento. Isso significa que você terá que usar o dump(8). É sempre uma boa idéia realizar esse processo de cópia de dados em modo mono-usuário, contudo tal precaução não é obrigatória - é apenas sinal de cuidado.

Não é aconselhável usar nenhuma outra ferramenta a não ser o dump(8) e restore(8) para copiar o sistema de arquivos da partição raiz ("/"). O tar(1) pode funcionar de forma satisfatória, mas pode ser que não. Também é ótima idéia usar o dump(8) e restore(8) para copiar (ou mover completamente) os dados em uma partição para uma outra partição vazia. Os passos necessários para usar o dump para copiar os dados de uma partição existente para uma nova partição são:

  1. Crie um novo sistema de arquivos com o newfs(8) na nova partição.

  2. Monte a partição em um ponto de montagem temporário.

  3. Entre (cd) no ponto de montagem em questão.

  4. Finalmente mova os dados da partição existente para a nova partição com o dump(8).

Por exemplo, se a intenção é copiar os dados da partição raiz para a partição /dev/ad1s1a, cujo ponto de montagem temporário é o /mnt, faça o seguinte:

# newfs /dev/ad1s1a
# mount /dev/ad1s1a /mnt
# cd /mnt
# dump 0af - / | restore xf -

Redefinir a estrutura das partições com o dump(8) é um processo um pouco mais trabalhoso. Caso você queira, por exemplo, unir o conteúdo da partição /var com as partições de nível acima, crie uma partição que seja grande o bastante para alocar o conteúdo de ambas, copie a partição principal como no exemplo descrito acima e depois copie as sub-partições para os diretórios vazios que o primeiro comando deve ter criado:

# newfs /dev/ad1s1a
# mount /dev/ad1s1a /mnt
# cd /mnt
# dump 0af - / | restore xf -
# cd var
# dump 0af - /var | restore xf -

Para separar um diretório de sua estrutura atual, ou seja, no mesmo exemplo ainda, alocar os dados de /var em uma partição própria quando na definição atual o /var é apenas um diretório comum, é necessário montar a sub partição no diretório apropriado do ponto de montagem temporário, simulando assim o sistema de arquivos a ser criado a partir da raiz (montada no diretório temporário), depois basta copiar os dados do diretório antigo para nova partição:

# newfs /dev/ad1s1a
# newfs /dev/ad1s1d
# mount /dev/ad1s1a /mnt
# mkdir /mnt/var
# mount /dev/ad1s1d /mnt/var
# cd /mnt
# dump 0af - / | restore xf -

Talvez você prefira usar cpio(1), pax(1), tar(1) ao invés de dump(8) na hora de copiar os dados de usuários. Quando este FAQ foi escrito, esses comandos costumavam perder atributos especiais dos arquivos ou mesmo alterar algumas permissões ou autoridade (dono dos arquivos), portanto use esses comandos com cuidado.

9.3. Um disco no modo “dangerously dedicated” pode ser prejudicial a minha saúde?

O processo de instalação permite a escolha entre dois modos distintos de particionar o(s) disco(s) rígido. A maneira tradicional permite que outros sistemas operacionais na mesma estação possam acessar essas partições, criando entradas na tabela do fdisk (entradas chamadas de “slices” no FreeBSD) sob uma partição FreeBSD própria. Uma característica desse particionamento é permitir múltiplos sistemas operacionais e permitir a instalação de um gerenciador de inicialização (boot) para alternar entre esses sistemas. A segunda maneira, a alternativa ao modo tradicional faz uso do disco todo para o FreeBSD e não faz esforços para se tornar compatível com outros sistemas operacionais.

Então, por que esse modo é chamado de “modo perigosamente dedicado”? Um disco particionado dessa forma não tem algumas características tradicionais que os PCs poderiam considerar entradas válidas do fdisk. Dependendo das circunstâncias o PC pode reclamar e gerar advertências sobre o disco em questão, assim que o primeiro contato com essa unidade seja feito, ou pior, o PC pode ainda danificar o processo de inicialização (boot) do BSD (bootstrap) sem pedir confirmação da alteração ou até mesmo sem avisar o usuário dessa mudança. O “modo perigosamente dedicado” ainda costuma confundir várias BIOS, inclusive as BIOS AWARD (encontradas, por exemplo no HP Netserver e em sistemas Micronics assim como em muitos outros) e as BIOS Symbios/NCR (da popular série 53C8xx de controladoras SCSI). Não são apenas esses dois modelos que podem apresentar dificuldades com esse modo de particionamento de disco, a lista completa é ainda maior. O principal sintoma desse tipo de confusão é a presença de mensagens de “read error” apresentada pelo bootstrap do FreeBSD quando ele tem dificuldades de encontrar-se; outro sintoma é a falta de sistema operacional no momento da inicialização do PC.

Então porque esse modo de particionamento de disco existe? Esse modo economiza o uso de alguns poucos kbytes de espaço em disco, e pode, em contrapartida gerar grandes problemas em uma nova instalação do sistema. O modo “perigosamente dedicado” em sua origem é um desejo antigo dos usuários do FreeBSD, especialmente durante a instalação, que é simplesmente poder ignorar a “geometria” de disco reconhecida pela BIOS e usar o disco todo de forma independente, sem prestar satisfação ao sistema básico de entrada/saída do PC.

O conceito de “Geometria” é ultrapassado, mas infelizmente ainda faz parte do coração da BIOS dos Computadores Pessoais, sendo extremamente necessário para a interação do computador com seus discos. Quando o FreeBSD cria as partições, ele tem que gravar sua localização de forma correspondente a maneira que a BIOS irá procurá-la. Se essa informação não é acessível à BIOS, pode ser que o sistema não consiga iniciar-se.

“O modo Dangerously dedicated” tenta evitar esse desconforto fazendo a operação se tornar mais simples. Em muitos casos essa forma de particionamento funciona, mas ela foi criada para ser usada como última alternativa à necessidade de definir a geometria do disco - em 99% dos casos existem formas mais vantajosas de resolver problemas com geometria.

Mas então, como evitar a necessidade do modo “DD” na instalação do sistema? Comece anotando os valores pra geometria que a BIOS diz estar usando pros discos locais. Esses valores podem ser apresentados pelo kernel do FreeBSD, especificando a opção -v no prompt de boot: usando boot -v nas configurações do loader do sistema operacional. Antes do programa de instalação ser carregado o kernel apresenta a listagem dos valores para a Geometria de discos reconhecida pela BIOS do computador; não se precipite nem se preocupe, essas informações podem ser visualizadas paginando a tela para as notações anteriores, sendo possível assim verificar esses valores. Normalmente as unidades de disco da BIOS são apresentadas na mesma ordem que o FreeBSD as encontra, sendo primeiro as unidades IDE seguido das SCSI.

No momento do particionamento do disco, verifique se a geometria apresentada pelo FDISK corresponde ao valor apresentado pela BIOS; caso não corresponda use a tecla g para redefinir esses valores. Também pode ser necessário definir a geometria manualmente em casos onde o disco em questão está vazio e sem nenhum outro tipo de partição criada, ou se o disco foi instalado em um outro computador e foi colocado na estação atual recentemente. Note que esse tipo de complicação não é comum, e quando acontece, acontece apenas com o disco onde o FreeBSD está iniciando; Qualquer outro disco existente no computador será controlado perfeitamente pelo FreeBSD em qualquer situação.

Uma vez existindo a concordância de Geometria entre a BIOS e o FreeBSD, com certeza seus problemas terão acabado, e não existia a necessidade de usar o modo “DD”. Contudo, se em casos extremos ainda ocorrerem erros de “read error” então pode cruzar os dedos e usar o modo dedicado (DD), afinal não há nada a perder, visto que das formas tradicionais sua BIOS insiste em não cooperar de forma correta.

Para voltar um disco particionado em modo “dangerously dedicated” para uso normal em um PC existem duas alternativas. A primeira é alocar dados nulos (NULL bytes) o bastante na MBR do disco, de forma que qualquer instalação posterior acredite que o disco está vazio. Isso pode ser feito, por exemplo, da seguinte maneira:

# dd if=/dev/zero of=/dev/rda0 count=15

E a segunda forma, a “opção” não documentada do DOS:

C:\> fdisk /mbr

instalará um novo registro mestre de inicialização no disco em questão, sobrepondo inclusive o bootstrap do BSD.

9.4. Em quais partições podemos seguramente usar o softupdates? Eu tenho ouvido falar de problemas em se usar o softupdates na partição /?

A resposta breve: o softupdates pode ser usado com segurança em todas as partições.

A resposta mais completa: existiam algumas restrições quanto ao uso do softupdates na partição raiz do sistema. Tais restrições se deviam a duas características causadas pelo softupdates, que eram a pouquíssima chance de perder alguns dados da partição raiz se acontecesse algum system crash; apesar das probabilidades de perda de dados serem mínimas, elas existem; não existe uma danificação ou corrosão do sistema de arquivos, apenas alguns arquivos podem ser simplesmente perdidos. E a segunda característica é a diminuição temporária de espaço em disco.

Quando o softupdates está ativado o kernel pode levar até trinta segundos para realmente escrever alguns dados fisicamente em disco. Caso algum arquivo grande seja apagado, ela permanece temporariamente em disco até que o kernel realmente o apague, o que pode causar uma condição de corrida simples(simple race condition). Imagine, apenas para ilustrar, que você apague um arquivo enorme do disco, e logo em seguida crie um outro arquivo tão grande quanto o primeiro; a gravação de metadados no disco pode não ter sido realizada ainda quando o segundo arquivo é criado, ou seja o primeiro não foi realmente definido como um arquivo apagado. Nesse caso é provável que você receba uma mensagem dizendo que não existe espaço o bastante em disco para o segundo arquivo, quando você tem certeza absoluta que o espaço que acabou de ser liberado ao apagar o primeiro arquivo é o suficiente para alocar o segundo! Aí você tenta gravar o segundo arquivo mais uma vez, alguns meros segundos depois, e o processo de criação do mesmo, simplesmente funciona como esperado. Esse tipo de comportamento já levou mais de um usuário a balançar sua cabeça e duvidar de sua própria sanidade, ou mesmo da sanidade do sistema de arquivos do FreeBSD; em caso extremos, de dúvidas do bom estado de ambos, a sanidade do sistema de arquivos e do próprio usuário ;-)

Se o sistema falhar antes do kernel aceitar um conjunto de dados que tem que ser escrito no disco antes do mesmo ser gravado, é provável que exista perda dos dados em questão. Esse risco é extremamente baixo, e geralmente é contornável. O uso, por exemplo, das opções de cache de gravação das unidades de disco IDE é um fator que causa a possibilidade desse tipo de desconforto, portanto é altamente recomendável que essa opção seja desativada nos discos IDE quando for usar o softupdates.

Esse comportamento afeta todas as partições que estiverem com softupdates. Portanto, o que isso implica para a partição raiz?

A maioria das informações vitais da partição raiz mudam com pouquíssima freqüência. Arquivos como o /kernel e o conteúdo do /etc são alterados apenas durante a manutenção do sistema operacional, ou quando os usuários alteram suas senhas. Caso o sistema falhe durante essa janela de trinta segundos, depois que uma dessas alterações foi feita, é possível que alguns dados sejam perdidos. Esse risco é baixíssimo e praticamente indiferente para maioria das aplicações, mas deve-se atentar que o risco existe. Caso seu sistema não tolere nem uma possibilidade tão baixa de riscos, não use o softupdates na partição raiz!

A / normalmente é uma das menores partições do sistema. Por padrão o FreeBSD coloca o diretório /tmp na partição /, comportamento este que pode ser modificado por administradores de sistemas mais experientes. Caso seu /tmp costume ocupar muito espaço, pode ser criado um link simbólico para o /var/tmp, o comportamento inverso também é válido e bastante seguro, caso o /tmp seja uma partição grande o bastante para alocar os dados do /var/tmp também.

9.5. O que é inapropriado no meu ccd?

Os sintomas desse tipo de dúvida:

# ccdconfig -C
ccdconfig: ioctl (CCDIOCSET): /dev/ccd0c: Inappropriate file type or format

Esse problema normalmente ocorre quando se tenta concatenar as partições c cujo tipo padrão é unused. O ccd requer que a partição que ele esteja usando seja do tipo FS_BSDFFS. Edite o disklabel dos discos em questão e altere o tipo das partições para 4.2BSD.

9.6. Porque eu não posso editar o disklabel do meu ccd?

Os sintomas desse tipo de dúvida:

# disklabel ccd0
(it prints something sensible here, so let us try to edit it)
# disklabel -e ccd0
(edit, save, quit)
disklabel: ioctl DIOCWDINFO: No disk label on disk;
use "disklabel -r" to install initial label

Isso acontece por que o disklabel que o ccd retorna é na verdade um valor “falso”, que não está realmente gravado no disco. Esse problema pode ser resolvido ao reescrever explicitamente esse dado, da seguinte forma:

# disklabel ccd0 > /tmp/disklabel.tmp
# disklabel -Rr ccd0 /tmp/disklabel.tmp
# disklabel -e ccd0
(agora irá funcionar)

9.7. Posso montar outros tipos de partições externas sobre FreeBSD?

Digital UNIX

CDROMs do tipo UFS podem ser montados diretamente no FreeBSD, já a montagem de partições de disco do Digital UNIX que usam o UFS pode ser um pouco mais complexa, dependendo dos detalhes do particionamento de disco para o sistema operacional em questão.

Linux

A partir do 2.2, o FreeBSD suporta partições do tipo ext2fs. Veja o mount_ext2fs(8) para obter mais informações.

NT

Existe suporte somente-leitura as partições NTFS no FreeBSD. Para obter mais informações leia esse tutorial, escrito por Mark Ovens em http://ukug.uk.FreeBSD.org/~mark/ntfs_install.html.



Mais informações sobre esse assunto seriam bem vindas :-)

9.8. Como montar uma partição DOS secundária?

As partições secundárias do DOS são encontradas depois que TODAS as partições primárias foram definidas. Por exemplo, se você tem a partição “E” como a segunda partição DOS no segundo disco SCSI, será necessário criar um arquivo especial para essa “quinta partição” (slice 5) no /dev, depois montar /dev/da1s5:

# cd /dev
# sh MAKEDEV da1s5
# mount -t msdos /dev/da1s5 /dos/e

9.9. Existe um sistema de arquivos criptografado para o FreeBSD?

Sim, veja o port security/cfs.

9.10. Como posso usar o carregador do NT para iniciar o FreeBSD?

Esse procedimento é um pouco diferente entre o FreeBSD 2.2.X e o 3.X (que tem um sistema de inicío (boot) de 3 fases).

A idéia geral se consiste em copiar os primeiros setores da partição raiz nativa do FreeBSD e transforma-los em um arquivo, para ser colocado dentro da partição DOS/NT. Se assumir-mos que você vai chamar esse arquivo de c:\bootsect.bsd (inspirado por c:\bootsect.dos), pode-se então editar o arquivo c:\boot.ini de forma a carregá, mais ou menos assim:

[boot loader]
timeout=30
default=multi(0)disk(0)rdisk(0)partition(1)\WINDOWS
[operating systems]
multi(0)disk(0)rdisk(0)partition(1)\WINDOWS="Windows NT"
C:\BOOTSECT.BSD="FreeBSD"
C:\="DOS"

No 2.2.X esse procedimento assume que o DOS, o NT, o FreeBSD, ou o que quer que seja, tenha sido instalado em suas partições respectivas do fdisk no mesmo disco. Esse exemplo foi testado em um sistema onde o DOS & NT estavam instalados na primeira partição do fdisk, e o FreeBSD na segunda. O FreeBSD havia sido configurado para iniciar a partir de sua partição nativa, e não pela MBR do disco.

Monte um disquete formatado em DOS (caso ele tenha sido convertido para NTFS) ou em FAT, por exemplo, sob o ponto de montagem /mnt.

# dd if=/dev/rda0a of=/mnt/bootsect.bsd bs=512 count=1

Reinicie o computador no DOS ou NT. Sobre o NTFS, copie o arquivo bootsect.bsd e/ou arquivo bootsect.lnx do disquete para C:\. Modifique os atributos originais(permissões) do boot.ini com:

C:\> attrib -s -r c:\boot.ini

Edite e adicione as entradas apropriadas no boot.ini seguindo o exemplo anterior e volte os atributos originais:

C:\> attrib +s +r c:\boot.ini

Se o FreeBSD estiver inicializando pela MBR, reconstrua-a com o comando fdisk do DOS depois de configurar os sistemas para iniciar a partir de suas partições nativas.

No FreeBSD 3.X esse procedimento é mais simples.

Se o FreeBSD estiver instalado no mesmo disco que a partição de inicialização (boot) do NT está instalada, copie o /boot/boot1 para C:\BOOTSECT.BSD. Contundo, se o FreeBSD estiver em uma partição distinta, o /boot/boot1 não irá funcionar, nesse caso, o /boot/boot0 será necessário.

AtençăoNÃO COPIE SIMPLESMENTE O /boot/boot0 NO LUGAR DO /boot/boot1, POIS A TABELA DE PARTIÇÃO SERÁ REESCRITA, E O COMPUTADOR SE TORNARÁ NÃO INICIALIZÁVEL!!

O /boot/boot0 precisa ser instalado com o sysinstall, selecionando o gerenciador de inicialização (boot) do FreeBSD na tela que o programa pergunta se você deseja usar um gerenciador de inicialização(boot manager). Isso se deve ao fato que o /boot/boot0 contém informações sobre a área da tabela de partições definidas como caracteres nulos, mas o sysinstall copia a tabela de partições antes de copiar o /boot/boot0 para a MBR.

Quando o gerenciador de inicialização (boot) do FreeBSD é executado, ele grava qual último sistema operacional foi carregado, definindo uma flag de sistema ativo na tabela de partição referente aquele sistema, e depois ele escreve todos os 512 bytes do próprio gerenciador de inicialização (boot) de volta na MBR, portanto se o /boot/boot0 simplesmente for copiado para C:\BOOTSECT.BSD será definida uma tabela de partição vazia com a flag de partição ativa, na MBR.

9.11. Como posso iniciar o FreeBSD e o Linux com o LILO?

Caso o FreeBSD e o Linux estejam no mesmo disco, basta seguir as instruções de instalação do LILO para carregar sistemas operacionais não-Linux. De forma breve, tais instruções são

Carregue o Linux e adicione as seguintes linhas no /etc/lilo.conf:

other=/dev/hda2
	table=/dev/hda
	label=FreeBSD

(A definição acima assume que a sua partição FreeBSD é conhecida pelo Linux como /dev/hda2; altere esse valor para sua necessidade). Depois basta executar o comando lilo como usuário root e deve estar pronto.

Caso o FreeBSD esteja em um outro disco, será preciso criar uma entrada loader=/boot/chain.b no LILO. Por exemplo:

other=/dev/dab4
        table=/dev/dab
        loader=/boot/chain.b
        label=FreeBSD

Em alguns casos é necessário especificar o número da unidade da BIOS para que o loader do FreeBSD consiga carregar o sistema com sucesso, a partir do segundo disco. Por exemplo, caso o disco SCSI com o FreeBSD seja reconhecido pela BIOS como o disco 1, na tela do carregadir de inicialização (boot loader) do FreeBSD será necessário definir:

Boot: 1:da(0,a)/kernel

No FreeBSD 2.2.5 e posteriores, o boot(8) pode ser configurado para que ele automaticamente defina essa informação na hora da inicialização (boot).

The Linux+FreeBSD mini-HOWTO é uma boa referência sobre a utilização do FreeBSD com o Linux.

9.12. Como eu inicio o FreeBSD e o Linux usando o BootEasy?

Instale o LILO no começo da sua partição de inicialização (boot) do Linux ao invés de instala-lo na MBR. Agora o LILO pode ser carregado a partir do BootEasy.

Com Windows 9x e Linux essa é uma ação recomendada sempre, para garantir que o Linux possa ser iniciado de forma mais fácil caso seja necessário reinstalar o Windows (que é um sistema operacional que não espera nenhum outro sistema na MBR).

9.13. Como eu altero a tela de inicialização (boot) de ??? para algo mais significativo?

Você não pode alterar esse comportamento no gerenciador de inicialização (boot) padrão sem reescreve-lo. Existem inúmeros outros gerenciadores de inicialização (boot) na categoria sysutils da da coleção de ports, que oferecem esse recurso.

9.14. Possuo uma nova unidade de disco removível, como posso usa-la?

Ainda que seja uma unidade removível como um ZIP Drive, um EZ Drive (ou até um disquete, caso queira usa-lo dessa maneira), ou um novo disco, uma vez instalado e reconhecido pelo sistema e assim que o cartucho/disquete/outra-coisa esteja ligado a unidade em questão, as coisas passam a funcionar da mesma forma para qualquer tipo de dispositivo.

(essa seção é baseada no ZIP FAQ de Mark Mayo)

Caso o dispositivo seja um ZIP Drive ou um disquete cujo sistema de arquivos já tenha sido criado como sendo do tipo DOS, o seguinte comando é o bastante para montá-lo:

# mount -t msdos /dev/fd0c /floppy

caso seja um disquete, ou então:

# mount -t msdos /dev/da2s4 /zip

caso seja um disco ZIP com as configurações de fábrica.

Para outros tipos de disco, veja como eles são tratados, usando o fdisk(8) ou sysinstall(8).

Os próximos exemplos serão para um ZIP Drive controlado pela device da2, ou seja, correspondente ao terceiro disco SCSI.

A não ser que se trate de um disquete ou de um disco removível que se planeje compartilhar com outras pessoas, provavelmente é mais sensata a idéia de colocar um sistema de arquivos do tipo BSD nesse disco. Um sistema de arquivos desse tipo possibilita usar o suporte a nomes longos de arquivos, ter uma performance de, pelo menos 2x, e oferece muito mais estabilidade e confiança. O primeiro passo é redefinir a partição DOS da unidade removível de forma que a mesma passe a ser do tipo BSD; o fdisk(8) ou /stand/sysinstall podem ser usados para esse fim, em um disco pequeno onde não se queira preocupações quanto a possibilidade de manter suporte a múltiplos sistemas operacionais. Nesse caso simplesmente elimine toda a partição FAT do disco e use o particionador do BSD:

# dd if=/dev/zero of=/dev/rda2 count=2
# disklabel -Brw da2 auto

O disklabel ou /stand/sysinstall podem ser usados para criar múltiplas partições do tipo BSD. Certamente o usuário vai querer criar mais de uma partição BSD se a intenção for criar espaço de Swap. De qualquer forma, esse tipo de ação é irrelevante em um disco removível do tipo ZIP.

Finalmente, crie um novo sistema de arquivos como esse, que usa todo o disco em um ZIP Drive:

# newfs /dev/rda2c

e monte-o:

# mount /dev/da2c /zip

provavelmente é uma boa idéia adicionar uma entrada no /etc/fstab para facilitar o processo de montagem dessa unidade(veja fstab(5))de forma que seja apenas necessário digitar o comando mount /zip no futuro:

/dev/da2c /zip ffs rw,noauto 0 0

9.15. Por que eu tive o erro “Incorrect super block” na hora de montar um CDROM?

É necessário avisar ao mount(8) que tipo de unidade está sendo montada. Essa definição é tratada com mais detalhes em na seção de mídias ópticas do Manual do FreeBSD , mais precisamente na seção Usando CDs de Dados.

9.16.Device not configured” ocorre na hora de montar o CDROM?

Geralmente esse tipo de comportamento indica que não existe nenhum CD na unidade de CDROM, ou então, que o CD em questão não é visível ao barramento de dados do seu PC, comum quando um CD-RW não pode ser lido por um drive tradicional. Por gentileza, queira referir-se a Usando CDs de Dados da seção do Manual do FreeBSD para uma discussão mais detalhada sobre esse assunto.

9.17. Porque todos caracteres não-Inglês são apresentados como “?” no sistema de arquivos do CD que acabou de ser montado no FreeBSD?

Provavelmente seu CDROM usa extensões “Joliet” para armazenar informações sobre tipos de arquivos e diretórios. Esse assunto é discutido no capítulo de Criação e Uso de CDROMs do Manual do FreeBSD, mais precisamente na seção de Uso de CDs de Dados.

9.18. Eu queimei um CD no FreeBSD e agora esse disco não pode ser lido em nenhum outro sistema operacional. Por que?

Provavelmente você queimou um CD de forma crua (usando raw mode) no seu sistema, ao invés de criar um sistema de arquivos do tipo ISO 9660. Dê uma olhada no Capítulo de Criação de CDROMs do Manual do FreeBSD, em específico na seção criando CDS de dados puros.

9.19. Como posso criar uma imagem de um CD de dados?

A criação de imagens de CDs de dados é discutida na seção duplicando CDs de dados do Manual do FreeBSD. Para mais informações sobre unidades ópticas, por gentileza, queira referir-se a seção Criação de CDs no capítulo de Armazenamento do Manual do FreeBSD.

9.20. Por que um CD de áudio não pode ser montado com o comando mount?

Ao tentar montar um CD de áudio, o mais provável é que ocorra um erro do tipo “cd9660: /dev/acd0c: Invalid argument”. Isso se deve ao fato que o comando mount trabalha exclusivamente com sistema de arquivos, o que não é o caso de CDs de áudio. CDs de áudio contém apenas dados, e por isso é necessário alguma aplicação capaz de ler tais CDs. Use algum programa como o audio/xmcdna coleção de Ports do FreeBSD para ler dados em CDs desse tipo.

9.21. Como eu monto um CD com múltiplas sessões de gravação?

Por padrão, o mount(8) tenta montar a última trilha de dados (sessão) de um CD. Caso queira montar uma sessão anterior pode-se usar o argumento -s na linha de comando em questão. Por gentileza, refira-se a página de manual do comando mount_cd9660(8) para obter exemplos específicos do uso dessa e de outras opções.

9.22. Como posso permitir que usuários comuns montem disquetes, CDROMs e outros tipos de mídia removível?

Usuários comuns podem ter a permissão de montar dispositivos. Veja como:

  1. Como root defina a variável vfs.usermount do sysctl para 1.

    # sysctl -w vfs.usermount=1
    
  2. Como root defina as permissões apropriadas nos dispositivos associados ao controle da mídia removível.

    Por exemplo, para permitir que os usuários possam montar a primeira unidade de disquete, use:

    # chmod 666 /dev/fd0
    

    Para permitir que os usuários do grupo operator montem a unidade de CDROM, use:

    # chgrp operator /dev/cd0c
    # chmod 640 /dev/cd0c
    
  3. Finalmente, para tornar essa alteração permanente, adicione a linha vfs.usermount=1 no arquivo /etc/sysctl.conf.

Agora todos os usuários podem montar qualquer disquete no /dev/fd0 em algum ponto de montagem que lhes pertença:

% mkdir ~/my-mount-point
% mount -t msdos /dev/fd0 ~/my-mount-point

Os usuários no grupo operator agora tem permissão para montar os CDs no /dev/cd0c em qualquer ponto de montagem que lhes pertença:

% mkdir ~/my-mount-point
% mount -t msdos /dev/cd0c ~/my-mount-point

Desmontar o dispositivo é extremamente simples:

% umount ~/my-mount-point

Contudo, habilitar a opção vfs.usermount, contudo, causa algumas implicâncias quanto ao quesito segurança;. A forma mais racional de acessar mídia do tipo MSDOS no FreeBSD é usando a aplicação mtools , disponível na Coleção de Ports.

9.23. Os comandos du e df apresentam quantias distintas de espaço em disco disponível. O que está havendo?

É necessário entender o que os comandos du e df realmente fazem. O du percorre a árvore de diretórios medindo o tamanho de cada arquivo e apresentando o total da soma de todos os arquivos encontrados em um dado diretório, e posteriormente apresentando a soma de ambos subdiretórios no diretório de nível seguinte, df simplesmente pergunta ao sistema de arquivos quanto espaço ainda lhe resta. Parece o mesmo comportamento, mas um arquivo alocado fora de um diretório, por exemplo, afeta os dados apresentados pelo df, mas não afeta o du.

Quando um programa está usando algum arquivo, e este é apagado, o arquivo não é retirado do sistema de arquivos até que o programa em questão pare de usá-lo. Contudo, esse arquivo é imediatamente deletado da listagem de diretórios; isso pode ser mais bem observado com algum paginador como o more. Por exemplo, assuma que existe um arquivo grande o bastante que sua presença seja perceptível claramente na saída dos comandos du e df. (Considerando que hoje em dia os discos são bem grandes, o arquivo em questão deve ser um arquivo de tamanho extremamente considerável!) Caso o arquivo seja apagado em quanto ele esteja sendo paginado com o more, pode-se perceber que o more não passa a reclamar que o arquivo não pode mais ser visualizado no mesmo instante. Contudo, a listagem, do diretório em questão não apresentará mais esse arquivo, de forma que nenhum usuário ou outro programa possa acessá-lo. A entrada do arquivo no diretório é simplesmente removida. O du vai mostrar que esse arquivo não existe mais -- -- afinal, o du percorreu todo o diretório e não encontrou esse arquivo listado -- contudo o df mostra que o arquivo continua no disco, pois o sistema de arquivos sabe que o more continua usando aquele espaço de dados que se encontram no disco. Uma vez terminada a sessão do more,du e df concordarão entre si.

Note que em sistemas de arquivos com softupdates, a liberação de espaço em disco também pode ser atrasada em até 30 segundos dependendo da situação; apenas depois desse tempo, a alteração em disco será visível!

Esse comportamento é comum e fácil de ser observado em Servidores Web. Muitos usuários configuram algum Servidor Web no FreeBSD e se esquecem de rotacionar os arquivos de log da aplicação, os quais entopem o /var. O novo administrador do sistema deleta os arquivos de log em questão, mas o sistema operacional continua reclamando que a partição está cheia, até que o Servidor Web seja desligado e religado, de forma que a aplicação libera o arquivo e permite que o sistema apague o arquivo, recuperando o espaço em disco em questão. Para prevenir que isso ocorra, configure o newsyslog(8).

9.24. Como eu posso adicionar mais espaço para swap?

No capítulo Configuração e Ajuste Fino (Tuning) do Manual do FreeBSD, pode ser encontrada uma seção descrevendo como fazer isto.


Capítulo 10. Administração do Sistema

10.1. Onde estão os arquivos que configuram a inicialização do sistema ?
10.2. Como posso adicionar um usuário de forma simples?
10.3. Depois de editar o crontab, mensagens como “root: not found” ficam aparecendo sempre. Por que?
10.4. Porque o erro “you are not in the correct group to su root” ocorre, quando eu tento virar root com o su ?
10.5. Cometi um erro no rc.conf, ou em algum outro arquivo de inicialização, e agora não posso corrigir essa alteração porque o sistema de arquivos é apenas-leitura. O que devo fazer?
10.6. Porque estou tendo problemas ao configurar minha impressora?
10.7. Como posso corrigir o mapeamento de teclados do meu sistema?
10.8. O que causa mensagens como: “unknown: <PNP0303> can't assign resources” na inicialização do sistema?
10.9. Porque eu não consigo fazer as quotas de usuários funcionarem de forma correta?
10.10. O FreeBSD suporta as primitivas de IPC do System V?
10.11. Como posso usar o sendmail para entregar mensagens com UUCP?
10.12. Como eu configuro e-mail em uma conexão dialup com a rede?
10.13. Que outros servidores de correio eletrônico posso usar no lugar do Sendmail?
10.14. Esqueci a senha de root! O que eu faço?
10.15. Como posso evitar que a seqüência de teclas Control+Alt+Delete reinicie o sistema?
10.16. Como posso converter arquivos de texto do DOS para o formato do Unix?
10.17. Como eu mato processos pelo seu nome?
10.18. Por que motivos o su está me atazanando pelo fato de não pertencer à ACL do root?
10.19. Como eu desinstalo o Kerberos?
10.20. Como posso adicionar pseudo-terminais ao sistema?
10.21. Por que motivo não consigo criar a device snd0?
10.22. Como posso reler o /etc/rc.conf e reiniciar o /etc/rc sem rebootar o sistema?
10.23. O que é uma sandbox?
10.24. O que é securelevel (nível de segurança do sistema)?
10.25. Tentei atualizar meu sistema para o último -STABLE, mas ele se tornou -RC ou -PRERELEASE! O que está havendo?
10.26. Tentei instalar um novo kernel, mas a rotina de chflags falhou. O que posso fazer?
10.27. Não consigo alterar mais de um segundo na hora no meu sistema. O que posso fazer?
10.28. Por que motivo o rpc.statd está usando 256 megabytes de memória?
10.29. Por que eu não posso retirar a flag schg dos arquivos?
10.30. Por que a autenticação do SSH via .shosts não funciona por padrão nas versões recentes do FreeBSD?
10.31. O que é o vnlru?

10.1. Onde estão os arquivos que configuram a inicialização do sistema ?

Do FreeBSD 2.0.5R até o 2.2.1R, o arquivo de configurações primário é o /etc/sysconfig. Todas as opções devem ser definidas nesse arquivo ou então em outros, como o /etc/rc (veja o manual para o rc(8)) e o /etc/netstart

Dê uma olhada no /etc/sysconfig e altere as variáveis de acordo com o que você quer configurar no seu sistema. O arquivo é repleto de comentários que auxiliam a correta definição dos valores a serem definidos.

A partir do 2.2.1 até o 3.0, o /etc/sysconfig foi renomeado para rc.conf(5), que é auto-descritivo, e cuja sintaxe foi melhorada no processo de substituição. O /etc/netstart agora se chama /etc/rc.network, de forma que todos os arquivos possam ser copiados com um simples comando como um cp /usr/src/etc/rc* /etc

E depois, a partir do FreeBSD 3.1, o /etc/rc.conf foi alterado para o /etc/defaults/rc.conf. Não edite esse arquivo! Ao invés disso, para todas as entradas que você queira alterar no /etc/defaults/rc.conf, basta apenas copiar a linha relativa à essa entrada para o /etc/rc.conf e depois modificar seu valor.

Por exemplo, caso deseje iniciar o named, o servidor DNS disponível no FreeBSD, a partir do FreeBSD 3.1 basta fazer isso:

# echo named_enable="YES" >> /etc/rc.conf

Para iniciar serviços locais no FreeBSD 3.1 e posteriores, basta colocar os scripts shell de inicialização desses serviços no diretório /usr/local/etc/rc.d. Tais shell scripts devem ser executáveis e terminarem com a extensão .sh. No FreeBSD 3.0 ou anteriores, o arquivo /etc/rc.local era a única opção para iniciar serviços/processos locais automaticamente.

O arquivo /etc/rc.serial é usado para a inicialização de portas seriais (por exemplo, para definir as características das portas, e assim por diante).

O arquivo /etc/rc.i386 é usado para configurações específicas de sistemas Intel e compatíveis, como por exemplo, emulação iBCS2 ou definições do sistema de console dos PC.

10.2. Como posso adicionar um usuário de forma simples?

Use o comando adduser(8). Caso prefira uma forma mais complexa (e mais completa), use o comando pw(8).

Para remover o usuário do sistema, use o comando rmuser(8). Mais uma vez, o pw(8) também funciona muito bem nesse caso.

10.3. Depois de editar o crontab, mensagens como “root: not found” ficam aparecendo sempre. Por que?

Normalmente esse é um problema causado ao se editar o crontab do sistema (/etc/crontab) e depois usar o crontab(1) para instala-lo:

# crontab /etc/crontab

Essa não é a forma correta de fazer as coisas. O crontab do sistema tem um formato distinto do crontab dos usuários, o qual o crontab(1) atualiza (o manual do crontab(5) explica tais diferenças de forma mais detalhada).

Caso você tenha cometido esse engano, o novo crontab é uma simples cópia do /etc/crontab, ou seja, com um formato errado. Apague-o com o comando:

# crontab -r

Da próxima vez que editar o /etc/crontab, nenhuma ação precisa ser tomada para avisar o cron(8) das alterações. Ele vai perceber as mudanças automaticamente.

Caso queira executar alguma tarefa diária, semanal ou mensal, é mais indicado adicionar alguns scripts de shell sob o /usr/local/etc/periodic e deixar o programa periodic(8), chamado a partir da tabela cron do sistema, cuidar das suas tarefas assim como ele faz com as outras tarefas pertinentes ao sistema.

A única razão para esse erro é que a tabela de cron do sistema tem um campo a mais, que especifica o usuário que deve executar o comando. No crontab do sistema padrão do FreeBSD, esse usuário é o root, em todas as entradas. Quando essa crontab é usada como a tabela de cron do root (que é diferente da tabela de cron do sistema), o cron(8) assume que a string root fosse um primeiro comando, mas esse comando não existe, por isso ocorre o erro.

10.4. Porque o erro “you are not in the correct group to su root” ocorre, quando eu tento virar root com o su ?

Essa é uma característica de segurança do FreeBSD. Para se tornar root com o su (ou qualquer outro usuário com privilégios de super usuário), é preciso fazer parte do grupo wheel. Sem essa característica, qualquer usuário com uma conta válida no sistema que soubesse a senha de root poderia obter privilégios de super usuário. Por causa do comportamento atual, essa afirmação não é verdadeira, uma vez que o su não vai nem permitir que o usuário dê a senha de root, caso ele não esteja no grupo wheel.

Para permitir que algum usuário se torne root, basta que ele faça parte do grupo wheel.

10.5. Cometi um erro no rc.conf, ou em algum outro arquivo de inicialização, e agora não posso corrigir essa alteração porque o sistema de arquivos é apenas-leitura. O que devo fazer?

Nessa situação, o comportamento esperado é que o sistema entre em modo monousuário e peça o caminho completo para o seu interpretador de comandos (sua shell). Basta confirmar a shell padrão, que ele oferece, com um simples ENTER, e depois executar um mount / para remontar o sistema de arquivos raiz ( / ) em modo leitura/escrita (rw). Também pode ser necessário executar um mount -a -t ufs para montar o sistema de arquivos onde o seu editor de texto preferido vai estar disponível. Caso seu editor esteja em um sistema de arquivos da rede, será necessário configurar a rede manualmente, ou usar um editor disponível localmente, como o ed(1).

Caso queira usar um editor de tela inteira como o vi(1) ou emacs(1), será necessário definir a variável de ambiente TERM como do tipo cons25, bastando um simples export TERM=cons25, de forma que tais editores possam carregar as informações corretas da base de dados do termcap(5).

Depois disso, o /etc/rc.conf pode ser editado normalmente, e a sintaxe problemática, corrigida. A mensagem de erro apresentada imediatamente após o carregamento do kernel indica o número da linha e o arquivo onde o erro aconteceu.

10.6. Porque estou tendo problemas ao configurar minha impressora?

Por gentileza, dê uma olhada nas páginas sobre impressão do Manual do FreeBSD. O documento deve responder a maioria de suas dúvidas. Veja a entrada sobre Impressão no Manual do FreeBSD.

Algumas impressoras precisam de um driver local, baseado em estações, para prover qualquer tipo de impressão. Essas impressoras são chamadas de “WinPrinters” e não são suportadas nativamente pelo FreeBSD. Se sua impressora não funciona sob DOS ou com Windows NT 4.0, provavelmente ela é uma WinPrinter. A única esperança de se obter uma impressora desse tipo funcionando, é verificar se o port print/pnm2ppa tem suporte para ela.

10.7. Como posso corrigir o mapeamento de teclados do meu sistema?

Por gentileza, refira-se à seção usando localização do Manual do FreeBSD, mais precisamente na parte sobre a configuração do console.

10.8. O que causa mensagens como: “unknown: <PNP0303> can't assign resources” na inicialização do sistema?

O trecho a seguir é citação de uma mensagem enviada na lista freebsd-current.

 

A mensagem “can't assign resources” indica que os equipamentos em questão são do tipo ISA, e que não existem entradas indicando drivers não-PnP compiladas no kernel. Esses equipamentos podem ser controladoras de teclados, controladora de interrupção programável e várias outras peças da infra-estrutura padrão do sistema. Os recursos não podem ser atribuídos por já existirem drivers usando tais endereços.

 
--Garrett Wollman , 24 Abril 2001  

10.9. Porque eu não consigo fazer as quotas de usuários funcionarem de forma correta?

  • Não habilite quotas na /,

  • Coloque o arquivo de quotas indicando o sistema de arquivos onde se deseja estabelecer as quotas, por exemplo:

    Sistemas de arquivos Arquivos de quotas
    /usr /usr/admin/quotas
    /home /home/admin/quotas
    ... ...

10.10. O FreeBSD suporta as primitivas de IPC do System V?

Sim, o FreeBSD suporta IPC ao estilo do System V. Esse suporte inclui compartilhamento de memória, mensagens e semáforos. É necessário adicionar as seguintes linhas no arquivo de configurações do seu kernel, para ativar o suporte:

options    SYSVSHM	  # habilita memória compartilhada
options    SYSVSEM          # habilita semáforos
options    SYSVMSG          # habilita mensagens

Nota: No FreeBSD 3.2 e posteriores, tais opções já fazem parte do kernel GENERIC, o que significa que tal suporte já deve estar compilado no seu sistema.

Recompile e instale o novo kernel.

10.11. Como posso usar o sendmail para entregar mensagens com UUCP?

A configuração do sendmail disponível por padrão no FreeBSD é direcionada para sites que estejam conectados à Internet. Servidores que pretendem entregar suas mensagens via UUCP devem instalar um novo arquivo de configurações do sendmail.

Alterar o /etc/mail/sendmail.cf manualmente é considerado tarefa para os mais puristas. A versão 8 do sendmail tem uma nova abordagem de arquivos de configuração por meio de pré processamento com o m4(1), onde os modelos de configuração são manipulados em um nível mais alto de abstração. Use os arquivos de configuração disponíveis sob /usr/src/usr.sbin/sendmail/cf.

Caso seu sistema não tenha sido instalado com os fontes, os arquivos de configuração do sendmail foram divididos em pacotes separados. Assumindo que você tenha o CDROM do FreeBSD montado, faça o seguinte:

# cd /cdrom/src
# cat scontrib.?? | tar xzf - -C /usr/src contrib/sendmail

Não se desespere, são apenas algumas centenas de Kilobytes em tamanho. O arquivo README no diretório cf serve de introdução básica ao uso do m4.

Para entregar mensagens via UUCP, o melhor conselho é usar o mailtertable. Trata-se de uma base de dados que o sendmail usa para basear suas decisões de roteamento de mensagens.

Primeiro, é necessário criar seu arquivo .mc. O diretório /usr/src/usr.sbin/sendmail/cf/cf é o diretório home para esse tipo de arquivo. Dê uma olhada, já existem alguns exemplos disponíveis por lá. Se assumirmos que você chamou o arquivo de foo.mc, para converte-lo para um arquivo sendmail.cf válido basta:

# cd /usr/src/usr.sbin/sendmail/cf/cf
# make foo.cf
# cp foo.cf /etc/mail/sendmail.cf

Um arquivo .mc típico, se parece com algo mais ou menos assim:

VERSIONID(`Número da sua versão')
OSTYPE(bsd4.4)

FEATURE(accept_unresolvable_domains)
FEATURE(nocanonify)
FEATURE(mailertable, `hash -o /etc/mail/mailertable')

define(`UUCP_RELAY', your.uucp.relay)
define(`UUCP_MAX_SIZE', 200000)
define(`confDONT_PROBE_INTERFACES')

MAILER(local)
MAILER(smtp)
MAILER(uucp)

Cw    your.alias.host.name
Cw    youruucpnodename.UUCP

As linhas contendo as entradas accept_unresolvable_domains, nocanonify, e confDONT_PROBE_INTERFACES previnem o uso do DNS durante a entrega das mensagens. A cláusula UUCP_RELAY é necessária por razões bizarras, nem pergunte quais. Apenas coloque o nome de uma estação que possa manipular endereços com pseudo-domínio .UUCP; normalmente o endereço de relay de e-mail do seu Provedor de Serviço Internet deve servir.

Depois disso, é necessário usar o arquivo /etc/mail/mailertable. Caso exista apenas um link para fora, por onde todos os e-mails são roteados, as seguintes definições são o bastante:

#
# makemap hash /etc/mail/mailertable.db < /etc/mail/mailertable
.	 uucp-dom:your.uucp.relay

Um exemplo mais complexo, se pareceria com:

#
# makemap hash /etc/mail/mailertable.db < /etc/mail/mailertable
#
horus.interface-business.de   uucp-dom:horus
.interface-business.de        uucp-dom:if-bus
interface-business.de         uucp-dom:if-bus
.heep.sax.de                  smtp8:%1
horus.UUCP                    uucp-dom:horus
if-bus.UUCP                   uucp-dom:if-bus
.                             uucp-dom:

Como pode-se perceber, se trata de um arquivo usado na vida real. As primeiras três linhas tratam situações especiais onde as mensagens endereçadas aquele domínio não devem ser roteadas pela saída padrão, mas ao invés disso, ser entregues para algum servidor UUCP vizinho, de forma a encurtar o caminho para entrega dos e-mails. A linha seguinte trata mensagens para rede Ethernet local, para domínios onde os mails possam ser entregues via SMTP. Finalmente, os vizinhos UUCP são mencionados na notação do pseudo-domínio .UUCP, que permite um uucp-neighbor!recipient sobrescrever as regras padrão. A última linha é sempre um ponto, que indica que todos os e-mails que não foram tratados pelas entradas anteriores cuja entrega seja do tipo UUCP, devem ser tratados por um dos vizinhos UUCP que sirva como gateway universal com o resto do mundo. Todas as estações antecedendo a entrada uucp-dom: devem ser nomes de vizinhos UUCP válidos, que podem ser checados com o comando uuname.

Para lembrar que esse arquivo precisa ser convertido em base de dados do tipo DBM, o comando necessário para tomar essa ação está comentado no início do arquivo mailertable. Esse comando deve ser executado sempre que o mailertable for alterado.

Dica final: caso tenha dúvidas se uma rota de e-mail em particular irá funcionar, lembre-se que a opção -bt do sendmail permite que ele seja iniciado em modo de testes de endereço; simplesmente digite 3,0 seguido do endereço que você quer testar o roteamento de mensagens. A última linha irá indicar o agente de transferência interno que foi usado, a estação de destino com a qual esse agente de entrega irá se comunicar, e o seu endereço. Para sair desse modo, digite Control-D.

% sendmail -bt
ADDRESS TEST MODE (ruleset 3 NOT automatically invoked)
Enter <ruleset> <address>
> 3,0 foo@example.com
canonify           input: foo @ example . com
...
parse            returns: $# uucp-dom $@ your.uucp.relay $: foo < @ example . com . >
> ^D

10.12. Como eu configuro e-mail em uma conexão dialup com a rede?

Se a sua conexão discada lhe atribui um endereço IP estático, não é necessário configurar nenhuma opção extra. Ajuste o nome da sua estação para o nome que a identifica na Internet, e o sendmail fará o resto.

Mas se a conexão PPP lhe atribui endereços dinâmicos, provavelmente o seu Provedor de Serviço Internet oferece uma conta de correio eletrônico em seus servidores. Vamos assumir que o nome do domínio do seu provedor é example.net, e que o nome do seu usuário é user. Vamos assumir também que o nome da sua estação seja bsd.home e que o Provedor de Serviço Internet defina que o endereço relay.example.net deva ser usado para relay de mensagens eletrônicas.

Para acessar as mensagens da sua caixa de correio, é necessário usar um agente de busca. O Fetchmail é uma boa escolha, já que ele suporta vários protocolos distintos. Normalmente o provedor em questão oferece serviço de POP3. Caso sua conexão PPP seja estabelecida à nível de usuário (user-PPP), para acessar suas mensagens automaticamente ao estabelecer-se uma conexão com a rede, basta adicionar a seguinte entrada no arquivo /etc/ppp/ppp/linkup:

MYADDR:
  !bg su user -c fetchmail

Caso esteja usando o sendmail (como foi descrito anteriormente) para entregar suas mensagens para endereços não-locais, insira o comando:

  !bg su user -c "sendmail -q"

depois da entrada apresentada anteriormente. Esse comando irá forçar o sendmail a processar sua fila de e-mail tão logo uma conexão com a  rede seja estabelecida.

Assumindo que exista uma conta para o user na máquina bsd.home. No diretório home do user na estação bsd.home, crie um arquivo .fetchmailrc com o seguinte conteúdo:

poll example.net protocol pop3 fetchall pass MySecret

Esse arquivo não deve ter permissão de leitura para nenhum outro usuário, a não ser o user já que ele contém a sua senha.

Para garantir que o cabeçalho from: esteja sempre correto, é necessário indicar ao sendmail que o endereço user@example.net deve ser usado ao invés de user@bsd.home. Também é interessante configurar o sendmail para entregar suas mensagens via relay.example.net, permitindo transmissão de mensagens de forma mais rápida.

O seguinte arquivo .mc deve ser o bastante:

VERSIONID(`bsd.home.mc version 1.0')
OSTYPE(bsd4.4)dnl
FEATURE(nouucp)dnl
MAILER(local)dnl
MAILER(smtp)dnl
Cwlocalhost
Cwbsd.home
MASQUERADE_AS(`example.net')dnl
FEATURE(allmasquerade)dnl
FEATURE(masquerade_envelope)dnl
FEATURE(nocanonify)dnl
FEATURE(nodns)dnl
define(`SMART_HOST', `relay.example.net')
Dmbsd.home
define(`confDOMAIN_NAME',`bsd.home')dnl
define(`confDELIVERY_MODE',`deferred')dnl

Por gentileza, refira-se à seção anterior para obter detalhes sobre como transformar esse arquivo .mc em um arquivo sendmail.cf. Não se esqueça também de reiniciar o sendmail depois de alterar o sendmail.cf.

10.13. Que outros servidores de correio eletrônico posso usar no lugar do Sendmail?

O Sendmail é o programa servidor de correio eletrônico padrão no FreeBSD, mas ele pode ser facilmente substituído por qualquer outro MTA (por instância, um MTA instalado a partir do ports).

Existem vários MTA's que servem de alternativa ao Sendmail na Coleção de Ports do FreeBSD, sendo o mail/exim, mail/postfix, mail/qmail, mail/zmailer, os mais populares.

A diversidade é sempre uma boa indicação, e o fato de ter vários servidores de e-mail disponíveis é ótimo. Conteúdo, evite perguntas como “O Sendmail é melhor que o Qmail?” nas listas de discussão. Se você realmente quer saber, procure no histórico das listas. As vantagens e desvantagens de cada MTA já foram discutidas inúmeras vezes.

10.14. Esqueci a senha de root! O que eu faço?

Em primeiro lugar, não entre em pânico! Reinicie o seu FreeBSD, digite boot -s na tela do Boot: (ou apenas -s para as versões anteriores à 3.2 do FreeBSD) para entrar e modo monousuário. Quando o sistema perguntar sobre que shell usar, aperte ENTER. Você estará em uma prompt de comandos; digite mount -u / para montar o sistema de arquivos raiz com leitura/escrita, e depois mount -a para remontar todos os seus sistemas de arquivos. Execute o comando passwd root para modificar a senha de root do sistema, e depois digite exit(1) para continuar  a inicialização em modo multiusuário.

10.15. Como posso evitar que a seqüência de teclas Control+Alt+Delete reinicie o sistema?

Caso esteja usando o syscons (o driver padrão para o console) em um sistema FreeBSD 2.2.7 ou posterior, construa e instale um novo kernel com a opção:

options SC_DISABLE_REBOOT

Caso use o driver de console PCVT em um FreeBSD 2.2.5 ou posterior, use a seguinte linha:

options PCVT_CTRL_ALT_DEL

Em versões anteriores às citadas, edite o mapeamento do seu teclado, usado para o console, e substitua a palavra boot por nop. O mapeamento de teclado padrão está em /usr/share/syscons/keymaps/us.iso.kbd. O /etc/rc.conf deve ser instruído de forma que esse arquivo seja lido. Se você estiver usando um outro mapa específico para o seu país, edite esse mapa ao invés do padrão.

10.16. Como posso converter arquivos de texto do DOS para o formato do Unix?

Use esse comando do perl:

% perl -i.bak -npe 's/\r\n/\n/g' file... 

onde file indica o arquivo ou arquivos a serem processados. As modificações são feitas no próprio arquivo e o original é salvo com a extensão .bak.

O comando tr(1) também pode ser usado:

% tr -d '\r' < dos-text-file > unix-file

Onde dos-text-file é o arquivo com o texto em formato DOS, enquanto o unix-file armazenará a saída convertida. Usar o tr(1) é um pouco mais rápido do que usar o perl.

10.17. Como eu mato processos pelo seu nome?

Use o comando killall(1).

10.18. Por que motivos o su está me atazanando pelo fato de não pertencer à ACL do root?

Esse erro é proveniente do sistema de autenticação da distrição do Kerberos. O problema não é uma perturbação fatal. Basta executar o su com a opção -K ou então desinstalar o Kerberos, como será descrito na próxima questão.

10.19. Como eu desinstalo o Kerberos?

Para remover o Kerberos do sistema, reinstale a distribuição bin da versão que está sendo usada. Caso tenha o CDROM do FreeBSD, monte-o (vamos assumir, em /cdrom) e execute os comandos:

# cd /cdrom/bin
# ./install.sh

Ou então, apague todas as opções “MAKE_KERBEROS” do /etc/make.conf e recompile todo o sistema com um build world.

10.20. Como posso adicionar pseudo-terminais ao sistema?

Caso tenha inúmeras conexões telnet, ssh, X, ou tela de usuário, é provável que você atingirá o limite dos seus pseudo-terminais. Aqui estão as instruções de como adicionar mais pseudo-terminais:

  1. Construa e instale um novo kernel com a linha

    pseudo-device pty 256
    

    em seu arquivo de configurações.

  2. Execute os comandos

    # cd /dev
    # sh MAKEDEV pty{1,2,3,4,5,6,7}
    

    de forma a criar 256 novos devices para os novos terminais.

  3. Edite o /etc/ttys e adicione uma linha para cada um dos 256 terminais. Tais entradas devem ter o formato correspondente às entradas já existentes, por exemplo:

    ttyqc none network
    

    A ordem de definição das letras é expressa como tty[pqrsPQRS][0-9a-v], ao ilustrarmos em expressões regulares.

  4. Reinicie o sistema com o novo kernel, e pronto.

10.21. Por que motivo não consigo criar a device snd0?

Simples, porque não existe a device snd. Esse nome é usado para identificar o conjunto de devices que compõem os drivers de som do FreeBSD, como as devices mixer, sequencer, e dsp.

Para criar tais devices, basta executar:

# cd /dev
# sh MAKEDEV snd0

10.22. Como posso reler o /etc/rc.conf e reiniciar o /etc/rc sem rebootar o sistema?

Vá para o modo monousuário e volte para o modo multiusuário.

É simples; no console, faça:

# shutdown now
(Note: without -r or -h)

# return
# exit

10.23. O que é uma sandbox?

“Sandbox” é um jargão usado em discussões pertinentes à segurança de sistemas. Pode significar duas coisas:

  • Um processo enquadrado em um conjunto de paredes virtuais que são criadas para prevenir que algum usuário, ao explorar alguma inconformidade do processo, possa também explorar e obter privilégios no sistema operacional como um todo.

    O processo deve conseguir “rodar” dentro dessas paredes, ou seja, nada que o processo possa fazer ao executar seu código, pode ser capaz de violar tais paredes. Dessa forma não é necessária uma auditoria detalhada do código e das ações do processo para que se possa realizar algumas afirmações pertinentes à segurança de tal sistema.

    Tais paredes podem ser a identificação de um usuário (userid), por exemplo. Essa é a definição de sandbox usada nas páginas de manuais do named e de security.

    Observe o serviço ntalk, como exemplo (veja o /etc/inetd.conf). Esse serviço costumava ser executado com userid do root. Hoje em dia o processo roda com o userid do tty. O usuário tty, portanto, é uma sandbox criada para dificultar qualquer atividade de um usuário malicioso que por ventura consiga acesso ao sistema por meio do ntalk. Com essa sandbox, uma violação de segurança bem sucedida via ntalk dificultaria qualquer ação tomada além das possíveis com o userid do tty.

  • Um processo criado dentro de um ambiente de simulação. Essa é uma situação mais complexa. Basicamente implica que qualquer pessoa má intencionada que consiga explorar tal processo, acreditará que pode obter acesso à todo o ambiente, nas na verdade, estará apenas acessando um sistema de simulação, não alterando nenhum dado real.

    A forma mais comum de conseguir criar um ambiente simulado como esse, é criando um subdiretório à partir de onde o processo consiga acessar (uma cópia de) qualquer arquivo do sistema que por ventura ele precise, e executar esse processo simulando um diretório raiz (ou seja, para o processo, o / será o subdiretório determinado, e não o verdadeiro / do sistema).

    Outra situação comum é montar um sistema de arquivos base com apenas permissão de leitura, e depois criar um outro sistema de arquivos em uma camada superior, com acesso de escrita/leitura, dando ao processo a impressão de poder ler/escrever em todo o sistema de arquivos. Apenas o processo em questão percebe esse ambiente, enquanto os outros não são necessariamente ludibriados.

    A intenção é que tais sandbox sejam tão transparentes que qualquer usuário (ou hacker) não consiga perceber que está dentro de uma.

Os sistemas Unix costumam implementar esses dois principais tipos de sandbox, um em nível de processo e o outro, muito comum, em nível de userid.

Cada processo Unix é completamente separado dos outros, por meio de algum tipo de parede de segurança. Um processo nunca modifica o espaço de endereçamento de outro, diferente do ambiente Windows onde cada processo pode facilmente sobrescrever endereços de outros processos, fazendo o sistema travar.

Cada processo Unix é de propriedade de um userid em particular. Caso o userid não seja do root, ele serve de parede de segurança em relação aos processos pertencentes a outros usuários. Os userid também são usados para proteger dados armazenados em disco.

10.24. O que é securelevel (nível de segurança do sistema)?

securelevel (nível de segurança do sistema) é um mecanismo de segurança implementado no kernel do FreeBSD. Basicamente, quando o securelevel é positivo, o kernel restringe algumas tarefas do sistema; nem mesmo o superusuário (por exemplo, o root) tem permissão de realizar tais tarefas. Na data que este FAQ foi escrito, o mecanismo de securelevel do FreeBSD era capaz de, entre outras coisas, limitar as habilidades de:

  • retirar algumas flags de arquivos, como a schg (flag de imutabilidade do sistema),

  • escrever na memória do kernel por meio do /dev/mem e /dev/kmem,

  • carregar módulos do kernel, e

  • alterar regras de Firewall do ipfirewall(4).

Para verificar o estado do securelevel (nível de segurança do sistema) em um sistema em funcionando, simplesmente execute o seguinte comando:

# sysctl kern.securelevel

A saída apresentará o nome da variável do sysctl(8) (nesse caso, kern.securelevel) e um número. Esse último será o valor atual do nível de segurança do kernel do FreeBSD. Caso esse valor seja positivo (maior que 0), ao menos algumas das características dos níveis de segurança estarão habilitadas.

Os níveis de segurança não podem ser diminuídos em um sistema que está funcionando se isso fosse possível o securelevel (nível de segurança do sistema) perderia sua funcionalidade. Caso seja necessário executar alguma tarefa que necessite que o nível de segurança seja não-positivo (por exemplo, um installworld ou alterar a data do sistema) será preciso alterar as definições de securelevel (nível de segurança do sistema) no /etc/rc.conf (mais precisamente, as variáveis kern_securelevel e kern_securelevel_enable) e reiniciar o sistema.

Para obter mais informações quanto aos níveis de segurança e sobre as funções específicas de cada nível, por gentileza, consulte a página de manual do init(8).

AtençăoO securelevel (nível de segurança do sistema) não é uma bala de prata; ele tem várias deficiências óbvias. A mais frequênte é provocar uma falsa sensação de segurança.

Um dos maiores problemas, e portanto que deve ser bem observada pelo administrador do sistema, é que, para que o securelevel (nível de segurança do sistema) se torne efetivo, todos os arquivos usados pelo processo de inicialização até que os níveis de segurança se tornem positivos, devem estar seguros. Se um usuário que deseja atacar o sistema, conseguir que seu código seja executado antes que o nível de segurança seja definido (o que ocorre pouco depois do processo de inicialização, visto que algumas funções que o sistema precisa realizar, não podem ser iniciadas com um nível elevado de segurança), a proteção do securelevel (nível de segurança do sistema) será invalidada. Por outro lado, a tarefa de assegurar que todos os arquivos necessários pelo processo de inicialização estejam em conformidade, não é tecnicamente impossível, mas, O processo de manutenção de um ambiente em tais condições se tornaria um pesadelo, visto que seria necessário baixar o sistema, no mínimo para modo monousuário sempre que fosse necessário modificar os arquivos de configuração do mesmo.

Esse e outros pontos são freqüentemente discutidos nas listas do FreeBSD, em especial na freebsd-security. Por gentileza, queira fazer uma busca no histórico da lista, clicando aqui, para uma discussão extensa sobre o assunto. Algumas pessoas estão esperançosas de que o securelevel logo será afastado, em favor de um mecanismo de segurança mais refinado, mas as coisas ainda estão confusas a este respeito.

Considere-se advertido.

10.25. Tentei atualizar meu sistema para o último -STABLE, mas ele se tornou -RC ou -PRERELEASE! O que está havendo?

A resposta mais curta: É só um nome, RC é um acrônimo para “Release Candidate”. Significa que uma nova versão está eminente. No FreeBSD, -PRERELEASE é tipicamente um sinonimo de código congelado antes de uma nova versão. (Em algumas versões, o título -BETA foi usado sob as mesmas circunstâncias em que o -PRERELEASE seria).

A resposta longa: O FreeBSD normalmente deriva suas versões de duas fontes de origem. As versões principais, ponto-zero, como o 3.0-RELEASE e o 4.0-RELEASE que são marcadas inicialmente como o topo da cadeia de desenvolvimento, normalmente chamados de -CURRENT. As versões menores (como 3.1-RELEASE ou 4.2-RELEASE), são criados a partir do snapshot mais recente da ramificação ativa marcada como -STABLE. A partir do 4.3-RELEASE, cada versão conta também com sua própria ramificação, que pode ser acessada por usuários que queiram apenas um nível extremamente conservador de desenvolvimento (tipicamente, apenas consultores de segurança).

Quando uma versão está para ser criada, a ramificação de onde ela se derivará deve passar por um certo processo. Parte desse processo é o congelamento do código. Quando o processo de congelamento do código se inicia, o nome desta ramificação é alterado para indicar que ela está para se tornar uma versão. Por exemplo, se a ramificação usada chamava-se 4.5-STABLE, ela passa a se chamar 4.6-PRERELEASE para indicar que o código está congelado, e indicar que testes extras, pré versão, estão acontecendo. Durante esse período alterações pertinentes a correções de problemas são realizadas. Quando o novo código está pronto para ser lançado, ele passa a ser chamado de -RC (nesse exemplo, 4.6-RC), indicando que provavelmente a nova versão será criada a partir do código atual. Nesse estágio, apenas os problemas mais sérios são corrigidos. Depois que a versão é finalmente lançado (4.6-RELEASE nesse exemplo) e a nova ramificação com o nome dessa versão foi criada, ela passa a se chamar -STABLE; 4.6-STABLE no nosso exemplo.

Para obter mais informações sobre a numeração das versões e sobre as várias ramificações CVS, por gentileza, refira-se ao artigo sobre a Engenharia de Releases.

10.26. Tentei instalar um novo kernel, mas a rotina de chflags falhou. O que posso fazer?

A resposta curta: provavelmente você está com o securelevel (nível de segurança do sistema) acima do 0. Reinicie o sistema em modo mono usuário e instale o kernel.

A resposta mais completa: O FreeBSD não permite que as flags do sistema sejam alteradas caso o securelevel (nível de segurança do sistema) seja maior que 0. O nível atual do securelevel (nível de segurança do sistema) pode ser verificado com o comando:

# sysctl kern.securelevel

O securelevel (nível de segurança do sistema) não pode ser diminuído; é necessário iniciar o sistema em modo mono usuário, ou alterar o nível de segurança em /etc/rc.conf, depois reiniciar. Veja a página de manual do init(8) para obter informações mais detalhadas sobre o securelevel (nível de segurança do sistema), e veja também o /etc/defaults/rc.conf e a página de manual do rc.conf(5) para obter mais informações quanto ao rc.conf.

10.27. Não consigo alterar mais de um segundo na hora no meu sistema. O que posso fazer?

A resposta curta: provavelmente o sistema está com securelevel (nível de segurança do sistema) acima do 1. Reinicie o sistema em modo mono usuário e altere a data.

A resposta mais completa: O FreeBSD não permite que a hora do sistema seja alterada por mais de um segundo quando o securelevel (nível de segurança do sistema) do kernel é maior que 1. O nível atual do securelevel (nível de segurança do sistema) pode ser verificado com o comando:

# sysctl kern.securelevel

O securelevel (nível de segurança do sistema) não pode ser diminuído; é necessário iniciar o sistema em modo mono usuário, ou alterar o nível de segurança em /etc/rc.conf, depois reiniciar. Veja a página de manual do init(8) para obter informações mais detalhadas sobre o securelevel (nível de segurança do sistema), e veja também o /etc/defaults/rc.conf e a página de manual do rc.conf(5) para obter mais informações quanto ao rc.conf.

10.28. Por que motivo o rpc.statd está usando 256 megabytes de memória?

Não, mão existe nenhuma falha no uso da memória, e ele nã é usando 256MB de RAM. Ele simplesmente gosta de (ele sempre faz isso) mapear uma quantia obscena de memória em seu endereçamento, simplesmente por conveniência. Não existe nada terrivelmente errado com esse comportamento, de um ponto de vista técnico; a única questão é que assim o top(1) e o ps(1) ficam completamente perdidos.

O rpc.statd(8) mapeia seu arquivo de status (localizado sob o /var) no seu endereçamento para economiza preocupações sobre esse remapeamento em um segundo momento, quando o arquivo precisa crescer. O mapeamento é feito a um valor enorme. Analisando o código fonte, podemos evidenciar que o tamanho do argumento do mmap(2) é 0x10000000, ou exatos 256MB em sistemas de arquitetura IA32.

10.29. Por que eu não posso retirar a flag schg dos arquivos?

O sistema está sendo executado em um nível de segurança elevado (maior que 0). Diminua o nível de segurança e tente novamente. Para obter mais informações, por gentileza, refira-se à seção sobre securelevel (nível de segurança do sistema) do FAQ, e à página de manual do init(8)

10.30. Por que a autenticação do SSH via .shosts não funciona por padrão nas versões recentes do FreeBSD?

O motivo é simples. A autenticação via .shosts não funciona mais por padrão porque o ssh(1) não está instalado com suid de root por padrão. Razões óbvias de segurança. Para “corrigir” isto, pode-se fazer o seguinte:

  • Para uma alteração permanente, defina ENABLE_SUID_SSH como true no arquivo /etc/make.conf e recompile o ssh (ou execute um make world).

  • Uma correção temporária pode ser mudar os modos de permissão do  /usr/bin/ssh para 4555 simplesmente executando o comando chmod 4555 /usr/bin/ssh logado como root. Depois, defina ENABLE_SUID_SSH= true no /etc/make.conf para que as alterações tenham efeito todas as vezes que um make world for feito.

10.31. O que é o vnlru?

O vnlru limpa e libera os vnodes quando o sistema atinge o limite do kern.maxvnodes. Essa thread do kernel se mantém inativa a maior parte do tempo, e só se inicia caso exista uma grande quantidade de memória RAM, e o sistema esteja acessando dezenas de milhares de arquivos pequenos.


Capítulo 11. O sistema X, sistema de interface gráfica e os Consoles Virtuais

11.1. Quero rodar a interface gráfica X, como procedo?
11.2. Tentei rodar o X, mas o erro “KDENABIO failed (Operation not permitted)” sempre aparece, quando eu digito o comando startx. O que posso fazer?
11.3. Por que meu mouse não funciona com o X?
11.4. Meu mouse possui aquela bolinha (esfera) simpática de scroll. Posso usa-lo no X?
11.5. Por quê os menus e caixas de diálogo do X, sistema de interface gráfica não funcionam direito?
11.6. O que é um console virtual, e como eu crio mais consoles?
11.7. Como posso acessar os consoles virtuais quando eu estiver no X?
11.8. Como eu inicio o XDM no processo de inicialização?
11.9. Por que eu enfrento um “Couldn't open console” ao executar o xconsole?
11.10. Antes eu conseguia usar o XFree86 com um usuário sem privilégios. Porque agora o servidor diz que eu tenho que ser root?
11.11. Por que meu mouse PS/2 não se comporta corretamente no X?
11.12. Por que meu mouse PS/2 da MouseSystems não funciona?
11.13. Ao compilar uma aplicação X, o imake não consegue encontrar o Imake.tmpl. Onde ele está?
11.14. Estou construindo uma aplicação gráfica que depende do XFree86 3.3.X, mas eu estou com o XFree86 4.X instalado. O que fazer?
11.15. Como posso inverter as funções dos botões do mouse?
11.16. Como instalar uma Splash Screen e onde posso encontra-las?
11.17. Posso usar as teclas do Windows® que meu teclado possui, sob o X?
11.18. Como posso obter a aceleração de equipamentos 3D para o OpenGL?

11.1. Quero rodar a interface gráfica X, como procedo?

A maneira mais fácil é simplesmente especificar o desejo de usar o X durante o processo de instalação do FreeBSD.

Depois disso, leia e siga as instruções documentadas na ferramenta xf86config, que auxilia o usuário a configurar o XFree86 para os diversos monitores, placas de vídeo, mouse e etc, suportados pelo X, sistema de interface gráfica.

Também pode ser interessante dar uma olhada no servidor Xaccel. Confira a seção do FAQ pertinente à Xi Graphics ou Metro Link para obter mais detalhes.

11.2. Tentei rodar o X, mas o erro “KDENABIO failed (Operation not permitted)” sempre aparece, quando eu digito o comando startx. O que posso fazer?

Seu sistema está rodando com um securelevel (nível de segurança do sistema) elevado, não está? É impossível iniciar o X com um secureleve elevado. Para saber exatamente os motivos dessa inviabilidade, por gentileza, de uma olhada na página de manual do init(8).

Então, a pergunta pode ser sobre o que você deve fazer nesse caso; basicamente, existem duas escolhas: diminua seu securelevel (nível de segurança do sistema), colocando-o de volta para zero (normalente via /etc/rc.conf), ou então inicie o xdm(1) durante o processo de inicialização do sistema (antes que o securelevel (nível de segurança do sistema) seja elevado).

Veja a pergunta P: 11.8., para obter mais informações sobre como iniciar o xdm(1) durante o boot.

11.3. Por que meu mouse não funciona com o X?

Caso esteja usando o syscons (o driver padrão do console), o FreeBSD pode ser configurado para suportar um cursor de mouse em cada tela virtual. Com o intúito de evitar conflitos com o X, o syscons suporta um dispositivo virtual, chamado /dev/sysmouse. Todos os eventos relacionados ao mouse, que o sistema recebe, são antes enviados para o device sysmouse, por meio do moused. Se a intenção é usar o mouse em um ou mais consoles virtuais, e também usar o X, leia P: 4.13. e configure o moused.

Depois, edite o /etc/XF86Config e garanta que existam as seguintes linhas no arquivo:

Section         Pointer
Protocol        "SysMouse"
Device          "/dev/sysmouse"
.....

O exemplo acima refere-se ao XFree86 3.3.2 e posteriores. Para versões anteriores, a cláusula Protocol deve ser substituída por MouseSystems.

Alguns preferem usar a device /dev/mouse sob o X. Para que isso funcione, faça um link de /dev/mouse para /dev/sysmouse (veja a página de manual do sysmouse(4)).

# cd /dev
# rm -f mouse
# ln -s sysmouse mouse

11.4. Meu mouse possui aquela bolinha (esfera) simpática de scroll. Posso usa-lo no X?

Pode, mas é necessário customizar os programas do X. Veja a página do Colas Nahaboo sobre o assunto ( http://www.inria.fr/koala/colas/mouse-wheel-scroll/.

Caso queira usar o programa imwheel, simplesmente siga os seguintes passos:

  1. Traduza os eventos da esfera de scroll:

    O programa imwheel funciona assim: ele traduz os botões 4 e 5 do mouse em eventos do teclado do computador. Dessa forma é necessário assegurar que o driver do mouse esteja traduzindo os eventos da esfera de scroll para os eventos dos botões 4 e 5, ou seja assimilar suas funções. Existem duas formas de fazer isso, a primeira é usando o moused(8) para fazer essas assimilações, e a segunda, é usar o próprio X para traduzir os eventos.

    1. Usando o moused(8) para traduzir os eventos da bolinha de scroll.

      Para que o moused(8) faça as assimilações de eventos, basta adicionar as opções -z 4 nas opções de linhas de comando, usadas para iniciar o moused(8). Por exemplo, se normalmente você inicia o moused(8) via moused -p /dev/psm0 basta substituir o comando por moused -p /dev/psm0 -z 4. Se o moused(8) é executado automaticamente durante o processo de inicialização do FreeBSD, por meio das entradas definidas no /etc/rc.conf, basta adicionar -z 4 na variável moused_flags do /etc/rc.conf.

      Você precisa agora dizer para o X que você tem o botão 5 no mouse. Para fazer isto, simplesmente adicione a linha Buttons 5 para a seção “Pointer” do /etc/XF86Config. Por exemplo, você pode seguir a seção “Pointer” em /etc/XF86Config.

      Exemplo 11-1. Seção “Pointer” no XF86Config para o mouse com bolinha de scroll, da série 3.3.x do XFree86, usando a tradução se;rie 3.3.x do XFree86, usando a tradução por meio do moused

      Section "Pointer"
      Protocol        "SysMouse"
      Device          "/dev/sysmouse"
      Buttons         5
      EndSection
      

      Exemplo 11-2. Seção “InputDevice” do XF86Config para usar a tradução do X Server na série 4.X do XFree86.

      Section "InputDevice"
      Identifier      "Mouse1"
      Driver          "mouse"
      Option          "Protocol" "auto"
      Option          "Device" "/dev/sysmouse"
      Option          "Buttons" "5"
      EndSection
      

      Exemplo 11-3. Exemplo de “.emacs” para usar paginamento em mouse com bolinha de scroll.

      ;; wheel mouse
      (global-set-key [mouse-4] 'scroll-down)
      (global-set-key [mouse-5] 'scroll-up)
      
    2. Usando o X Server para traduzir os eventos da esfera de scroll.

      Se você não usa o moused(8) ou simplesmente não quer que ele faça a tradução de eventos, é possível que o servidor X faça o trabalho, no lugar do moused(8). Essa ação requer algumas alterações no seu arquivo /etc/XF86Config. Primeiro, é necessário definir o protocolo apropriado para o mouse. A maioria dos mouses com esferas de scroll usam o protocolo “IntelliMouse”. De qualquer forma, o XFree86 não suporta outros protocolos como o “MouseManPlusPS/2” dos MouseMan+ Logitechfor. Uma vez definido o protocolo, é necessário criar uma entrada apropriada na seção “Pointer”.

      Depois, é preciso definir que o servidor X deve remapear os eventos 4 e 5 do mouse. A opção ZAxisMapping é usada para essa finalidade.

      Por exemplo, caso não estejas usando o moused(8) e exista um IntelliMouse ligado na PS/2 do seu computador, use o seguinte, no /etc/XF86Config.

      Exemplo 11-4. Seção “Pointer” do XF86Config com um mouse com scroll na série 3.3.x do XFree86.

      Section "Pointer"
      Protocol        "IntelliMouse"
      Device          "/dev/psm0"
      ZAxisMapping    4 5
      EndSection
      

      Exemplo 11-5. Seção “InputDevice” do XF86Config com um mouse com scroll na série 4.x do XFree86.

      Section "InputDevice"
      Identifier      "Mouse1"
      Driver          "mouse"
      Option          "Protocol" "auto"
      Option          "Device" "/dev/psm0"
      Option          "ZAxisMapping" "4 5"
      EndSection
      

      Exemplo 11-6. Arquivo “.emacs” para usar paginamento em mouse com bolinha de scroll.

      ;; wheel mouse
      (global-set-key [mouse-4] 'scroll-down)
      (global-set-key [mouse-5] 'scroll-up)
      
  2. Instale o imwheel

    Depois, instale o imwheel à partir da coleção de ports do FreeBSD; ele pode ser encontrado sob a categoria x11. A finalidade desse programa é assimilar os eventos dos botões 4 e 5 do mouse, com os eventos de alguma tecla do teclado. Por exemplo, o programa deve enviar o evento da tecla Page Up quando a esfera for deslocada para frente. O imwheel usa um arquivo de configurações para assimilar esses eventos à uma tecla, de forma que possam ser configuradas ações diferentes (teclas diferentes) para aplicações diferentes. O arquivo de configuração padrão do imwheel é instalado em /usr/X11R6/etc/imwheelrc. Ele pode ser copiado para ~/.imwheelrc e editado, caso se deseja customizar o arquivo de configuração. O formato esperado para o arquivo é documentado na página de manual do imwheel(1).

  3. Configure o Emacs para trabalhar em conjunto com o Imwheel (optional)

    Se você usa o emacs ou o Xemacs, será necessário adicionar uma breve seção ao arquivo ~/.emacs. No emacs, adicione o seguinte:

    Exemplo 11-7. Configuração do Emacs para Imwheel

    ;;; For imwheel
    (setq imwheel-scroll-interval 3)
    (defun imwheel-scroll-down-some-lines ()
      (interactive)
      (scroll-down imwheel-scroll-interval))
    (defun imwheel-scroll-up-some-lines ()
      (interactive)
      (scroll-up imwheel-scroll-interval))
    (global-set-key [?\M-\C-\)] 'imwheel-scroll-up-some-lines)
    (global-set-key [?\M-\C-\(] 'imwheel-scroll-down-some-lines)
    ;;; end imwheel section
    

    Pro Xemacs, adicione o seguinte, no seu arquivo ~/.emacs:

    Exemplo 11-8. Configuração do Xemacs para Imwheel

    ;;; For imwheel
    (setq imwheel-scroll-interval 3)
    (defun imwheel-scroll-down-some-lines ()
      (interactive)
      (scroll-down imwheel-scroll-interval))
    (defun imwheel-scroll-up-some-lines ()
      (interactive)
      (scroll-up imwheel-scroll-interval))
    (define-key global-map [(control meta \))] 'imwheel-scroll-up-some-lines)
    (define-key global-map [(control meta \()] 'imwheel-scroll-down-some-lines)
    ;;; end imwheel section
    
  4. Execute o Imwheel

    Basta digitar imwheel em algum terminal X (xterm) para inicia-lo, uma vez que tudo esteja pronto. Imediatamente o programa vai estar efetivo e vai se tornar um processo em segundo plano. Caso queira sempre iniciar o imwheel, basta adicionar o comando no seu arquivo .xinitrc ou no .xsession. É possível que o imwheel mostre algumas mensagens de advertência sobre arquivos PID; elas podem ser seguramente ignoradas, visto que são mensagens que se aplicam à versão para Linux.

11.5. Por quê os menus e caixas de diálogo do X, sistema de interface gráfica não funcionam direito?

Tente desativar a tecla Num Lock.

Se por padrão seu Num Lock é ativo na hora do processo de inicialização, adicione a seguinte linha a seção Keyboard do seu arquivo XF86Config.

# Deixar o servidor fazer o trabalho do NumLock.  Deve ser usado apenas em versoes anteriores a R6
    ServerNumLock

11.6. O que é um console virtual, e como eu crio mais consoles?

Consoles virtuais simplesmente permitem que se tenha várias sessões simultâneas em uma mesma máquina, sem a necessidade de fazer nada complicado como configurar uma rede ou usar um servidor X.

Quando o sistema é iniciado, a primeira ação é apresentar um prompt de login na tela do usuário, tão logo todas as mensagens do processo de inicialização sejam apresentadas. Nesse momento é possível entrar com seu nome de usuário e senha para começar trabalhar (ou brincar!) no primeiro console virtual.

Em algum momento, é provável que se deseje iniciar uma outra sessão, talvez para ler a documentação de alguma aplicação que está sendo usada, ou para ler e-mail enquanto a transferência FTP se conclúi, enfim, qualquer ação (a)típica de um sistema multitarefa. Nesse caso, basta pressionar Alt+F2 (segure a tecla Alt e depois aperte a tecla F2), e outro prompt de login estará esperando você no segundo “console virtual”! Quando quizer alternar de volta à sessão original, digite Alt+F1.

A instalação padrão do FreeBSD oferece três consoles virtuais já habilitados (8 a partir do 3.3-RELEASE), e as teclas Alt+F1, Alt+F2, e Alt+F3 irá alternar entre esses consoles.

Para habilitar mais consoles, edite o /etc/ttys (veja a página de manual do ttys(5)) e adicione as entradas da ttyv4 à ttyvc depois do comentário sobre “Virtual terminals”:

# Edite as entradas existentes para ttyv3 e mude de "off" para "on"
ttyv3   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv4   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv5   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv6   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv7   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv8   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyv9   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyva   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure
ttyvb   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  on secure

Use quantos consoles desejar. Quanto mais, maior o uso de recursos; essa é uma consideração relevante quando se tem 8MB de RAM ou menos. Também pode ser interessante mudar o terminal de secure para insecure.

Importante: Caso se deseje usar um servidor X, é necessário garantir que exista ao menos um terminal virtual fora de uso (ou desligado). Com isso, entenda que, se sua inteção for usar consoles virtuais nas suas doze teclas de funções, nada feito; apenas onze poderão ser usadas caso deseje-se usar o X na mesma máquina.

A maneira mais simples de desabilitar um console, é desligando-o. Por exemplo, caso existam 12 terminais definidos, como mencionado na situação acima, e se queira usar o servidor X, o mais interessante é mudar as configurações do terminal 12 de:

ttyvb   "/usr/libexec/getty Pc"        cons25  on  secure

para:

ttyvb   "/usr/libexec/getty Pc"        cons25  off  secure

Caso seu teclado tenha apenas dez teclas de funções, basta encerrar as definições com:

ttyv9   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  off secure
ttyva   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  off secure
ttyvb   "/usr/libexec/getty Pc"         cons25  off secure

(Claro que as linhas poderiam simplesmente ser apagadas.)

Uma vez editado o /etc/ttys, o passo seguinte é garantir que existam devices o bastante pros terminais virtuais. A forma mais fácil de fazer isso é:

# cd /dev
# sh MAKEDEV vty12

Em seguida, a maneira mais fácil (e mais limpa) de ativar cada um dos consoles virtuais é reiniciar o sistema. Mas se reiniciar o FreeBSD não é a intenção, basta desligar o servidor X, sistema de interface gráfica e executar (logado como root):

# kill -HUP 1

É obrigatório tirar por completo o X, sistema de interface gráfica do ar antes de dar esse comando, caso o X esteja sendo usado. Se isso não for feito, o sistema vai parecer que travou.

11.7. Como posso acessar os consoles virtuais quando eu estiver no X?

Use Ctrl+Alt+Fn para alternar de volta para algum console virtual. Por exemplo, Ctrl+Alt+F1 retornaria ao primeiro console virtual.

Uma vez de volta ao console textual, pode-se usar Alt+Fn normalmente, para alternar entre os consoles virtuais.

Pra voltar para sessão X basta alternar para o console virtual onde o X está sendo executado. Caso o X tenha sido iniciado por linha de comando (por exemplo, com o comando startx) a sessão terá sido assimilada ao próximo console virtual fora de uso, e não ao console onde o comando foi digitado. Caso existam oito terminais virtuais ativos, o X estará sendo executado no nono. Nesse caso as teclas Alt+F9 retornarão ao sistema gráfico.

11.8. Como eu inicio o XDM no processo de inicialização?

Existem duas formas clássicas de iniciar o xdm. A primeira consiste em inciá-lo a partir do /etc/ttys (veja a página de manual do ttys(5)) usando o exemplo disponível no arquivo; a segunda forma é simplesmente executar o xdm a partir do rc.local (veja a página de manual do rc(8)) ou então por um script X.sh em /usr/local/etc/rc.d. As duas maneiras são igualmente válidas, mas algumas podem ser mais eficientes em algumas situações, onde a outra forma não seria ideal. Nos dois casos, o resultado será o mesmo: o X iniciará o mostrando uma tela de login: gráfica.

O método de inicialização via ttys oferece a vantagem de definir explicitamente em qual vtyX o servidor gráfico vai ser carregado, passando a responsabilidade da reinicialização do X para o init, no momento do logout. O método via rc.local oferece facilidades caso seja necessário encerrar o processo xdm, no caso, por exemplo, de ocorrerem problemas ao carregar o servidor gráfico.

Ao usar o rc.local para carregar o xdm, ele não deve ser acompanhado de nenhum argumento (deve ser iniciado como um daemon e deve ser iniciado DEPOIS que o getty já estiver em execussão, senão é provável que ocorram conflitos entre ambos, podendo travar o console. A melhor forma de assegurar o correto funcionamento desse método é fazer com que o script espere 10 segundos (por exemplo, com um sleep 10;) antes de iniciar o xdm.

Se a inteção é iniciar o xdm a partir do /etc/ttys, ainda existe a probabilidade de conflitos entre o xdm e o getty(8). Uma forma interessante de evitar esse tipo de desconforto, é definir, no arquivo /usr/X11R6/lib/X11/xdm/Xservers, o número do vt onde o X deve ser iniciado, da seguinte forma:

:0 local /usr/X11R6/bin/X vt4

O exemplo acima indica que o servidor X será ativado no /dev/ttyv3. Note que existe um offset de um vt, já que o X começa a contar os terminais (vty) a partir do um, enquando o kernel do FreeBSD os conta a partir do zero.

11.9. Por que eu enfrento um “Couldn't open console” ao executar o xconsole?

Se o X for iniciado com um startx, as permissões do /dev/console não serão redefinidas, resultando em situações onde um xterm -C ou mesmo o xconsole não funcionarão corretamente.

O motivo disso é a forma como as permissões são definidas por padrão. Em sistemas multiusuário, normalmente não se espera que qualquer pessoa possa escrever no console do sistema. Para os usuários que estão se logando diretamente na máquina, em algum VTY, existe o arquivo fbtab(5) que resolve esse tipo de problema.

Se for apropriado, garanta que exista uma linha assim

/dev/ttyv0 0600 /dev/console

No arquivo /etc/fbtab (veja a página de manual do fbtab(5)). Essa linha garantirá que qualquer usuário que se logar no /dev/ttyv0 será também proprietário do console.

11.10. Antes eu conseguia usar o XFree86 com um usuário sem privilégios. Porque agora o servidor diz que eu tenho que ser root?

Todo servidor gráfico precisa ser executado como root para que o sistema permita acesso direto aos equipamentos de vídeo. Acontece que nas versões mais antigas, o XFree86 (versões <= 3.3.6) instalava o servidor de forma que ele era automaticamente executado como root (setuid de root). Óbviamente esse comportamente implica em riscos de segurança em qualquer caso onde o programa em questão seja complexo e grande; esse é o caso dos servidores X. As versões mais atuais do XFree86 não instalam os servidores gráficos com todo esse poder, exatamente por esse motivo.

É claro que rodar o X como usuário root não é uma idéia muito aceitável, especialmente em relação à segurança. Existem duas formas de usar o X como usuário comum. A primeira é usar o xdm ou qualquer outro gerenciador de display (como o kdm); a segunda é usar o Xwrapper.

O xdm é um daemon que controla logins gráficos. Normalmente ele é iniciado no processo de inicialização e é responsável pela autenticação dos usuários, e por inciar suas sessões; essencialmente é a união gráfica do getty(8) como o login(1). Para mais informações sobre o xdm, por gentileza, refira-se à documentação do XFree86 e à questão do FAQ sobre xdm.

O Xwrapper é um intermediador do servidor gráfico; é um programa bem pequeno que possibilita a inicialização manual do servidor gráfico por qualquer usuário, garantindo razoável segurança à operação. O programa ainda faz algumas verificações na linha de comando definida pelo usuário, para garantir a sanidade das intenções do mesmo. Se todas as intenções forem aprovadas, ele executa o X. Se por qualquer razão, a idéia de usar um gerenciador de displays não te agrada, o Xwrapper é feito para você. Caso a coleção de Ports esteja instalada, o programa pode ser encontrado em /usr/ports/x11/wrapper.

11.11. Por que meu mouse PS/2 não se comporta corretamente no X?

O seu mouse e a device que o controla devem ter desincronizado.

Nas versões 2.2.5 e anteriores, a simples alternância entre o X e o terminal, e voltar para o X, força a resincronização do mouse. Se o problema se tornar frequênte, adicione a seguinte opção ao arquivo de configuração do seu kernel, e o recompile:

options PSM_CHECKSYNC

Veja a seção sobre a compilação do kernel, caso você não tenha experiência com isso.

Com essa opção as chances de ter problemas com a sincronia do mouse são bem pequenas. Contudo, se ainda assim o problema persistir, clique em qualquer botão durante o movimento do mouse. É o bastante para resincroniza-lo.

Infelizmente essa opção pode não funcionar em alguns sistemas, dependendo de qual driver controle o seu mouse PS/2; especialmente se a device de controle for do tipo ALPS GlidePoint.

Na versão 2.2.6 e posteriores, a verificação de sincronia se tornou razoávelmente melhor, e é padrão nos mouses PS/2. Deve funcionar corretamente com GlidePoint, inclusive (como o código de verificação de sincronia ter se tornado padrão, a opção PSM_CHECKSYNC não existe mais). Contudo, em situações muito raras, o driver de controle do mouse pode, errôneamente reportar problemas de sincronização, mostrando a seguinte mensagem do kernel:

psmintr: out of sync (xxxx != yyyy)

Pensando que seu mouse não está funcionando corretamente.

Se for o caso, desligue o código de verificação de sincronia do mouse PS/2, definindo a flag 0x100 na device de controle do mesmo. Entre no modo UserConfig definindo a opção -c na tela do processo de inicialização:

boot: -c

Depois, na linha de comando do UserConfig, digite:

UserConfig> flags psm0 0x100
UserConfig> quit

11.12. Por que meu mouse PS/2 da MouseSystems não funciona?

Existem notícias que alguns modelos de mouse PS/2 da MouseSystems funcionam corretamente apenas em modo de alta resolução. Do contrário, o cursor do mouse costuma pular para diagonal superior esquerda da tela com certa frequência.

Infelizmente não existe solução à esse problema, nas versões 2.0.X e 2.1.X. Contudo, das versões 2.2 à 2.2.5, basta aplicar o seguinte patch, no /sys/i386/isa/psm.c e recompilar o kernel. Veja a seção sobre compilação do kernel caso não tenha experiência com o assunto.

@@ -766,6 +766,8 @@
     if (verbose >= 2)
         log(LOG_DEBUG, "psm%d: SET_DEFAULTS return code:%04x\n",
             unit, i);
+    set_mouse_resolution(sc->kbdc, PSMD_RES_HIGH);
+
 #if 0
     set_mouse_scaling(sc->kbdc);        /* 1:1 scaling */
     set_mouse_mode(sc->kbdc);                /* stream mode */

Na versão 2.2.6 e versões posteriores, basta especificar a flag 0x04 para device de controle do mouse PS/2, colocando-o em modo de alta resolução. Entre no modo UserConfig com a opçãp -c na tela do processo de inicialização:

boot: -c

Depois, na linha de comando do UserConfig digite:

UserConfig> flags psm0 0x04
UserConfig> quit

Veja a pergunta anterior, sobre outra causa possível de problemas com o mouse.

11.13. Ao compilar uma aplicação X, o imake não consegue encontrar o Imake.tmpl. Onde ele está?

O Imake.tmpl é parte do pacote Imake, uma aplicação padrão para construção de aplicações gráficas. O Imake.tmpl, assim como vários outros arquivos de cabeçalhos necessários para compilar aplicações gráficas, é parte da distribuição do X. Eles podem ser instalados pelo sysinstall ou manualmente a partir dos arquivos da distribuição.

11.14. Estou construindo uma aplicação gráfica que depende do XFree86 3.3.X, mas eu estou com o XFree86 4.X instalado. O que fazer?

Pra definir que a construção do Port deve ser linkada às bibliotecas do XFree86 4.X, adicione o seguinte, no seu /etc/make.conf, (se o arquivo não existir, crie-o):

XFREE86_VERSION=	4

11.15. Como posso inverter as funções dos botões do mouse?

Execute o comando xmodmap -e "pointer = 3 2 1" à partir do .xinitrc ou do .xsession.

11.16. Como instalar uma Splash Screen e onde posso encontra-las?

A partir da lançamento do FreeBSD 3.1, uma nova característica foi adicionada ao sistema, permitindo que alguns arquivos de imagens sejam usados como “Splash Screens” durante as mensagens do processo de inicialização. Tais imagens devem ser arquivos do tipo bitmap com 256 cores (*.BMP) ou então ZSoft PCX (*.PCX). Devem ainda ter resolução de 320x200 pixels (ou menos), para funcionarem corretamente em adaptadores de vídeo VGA tradicionais. Caso o kernel tenha sido compilado com suporte à VESA, então podem ser usados bitmaps maiores, até 1024.768 px. O suporte à VESA pode ser diretamente compilado no kernel, com a opção VESA no arquivo de configuração, ou carregado como módulo, com o kld, durante o processo de inicialização do sistema.

Para definir a “Splash Screens”, basta modificar alguns arquivos de inicialização que controlam o processo de inicialização do FreeBSD. Tais arquivos foram alterados na versão 3.2 do FreeBSD, existindo portanto duas formas de carregar uma “Splash Screens”:

  • No FreeBSD 3.1

    O primeiro passo é escolher o seu bitmap, e sua versão. Até o FreeBSD 3.1, apenas os bitmaps do tipo Windows eram suportados. Assim que escolher (ou criar) sua “Splash Screens”, copie-a para /boot/splash.bmp. Depois, basta editar (ou criar, caso não exista) o arquivo /boot/loader.rc e adicionar as seguintes linhas:

    load kernel
    load -t splash_image_data /boot/splash.bmp
    load splash_bmp
    autoboot
    
  • No FreeBSD 3.2 e posteriores

    Além de adicionar suporte a “Splash Screens” de formato PCX, o FreeBSD 3.2 passou a oferecer uma maneira mais interessante de configurar o processo de inicialização. Caso prefira, o método descrito acima, para o FreeBSD 3.1 também funciona. Nesse caso, se a imagem for do tipo PCX basta substituir a entrada splash_bmp por splash_pcx. Caso queira usar a nova configuração do processo de inicialização, basta criar um arquivo /boot/loader.rc com o seguinte conteúdo:

    include /boot/loader.4th
    start
    

    e depois, um /boot/loader.conf com o seguinte:

    splash_bmp_load="YES"
    bitmap_load="YES"
    

    Essa configuração assume que o /boot/splash.bmp deve ser usado como sua “Splash Screens”. Caso prefira usar um arquivo PCX, copie para o /boot/splash.pcx, e crie um /boot/loader.rc, da forma como foi indicado anteriormente; depois crie um /boot/loader.conf com o seguinte:

    splash_pcx_load="YES"
    bitmap_load="YES"
    bitmap_name="/boot/splash.pcx"
    

Agora você só precisa de uma imagem, para servir de “Splash Screens”. Pra isso, dê uma navegada na galeria disponível em http://www.baldwin.cx/splash/.

11.17. Posso usar as teclas do Windows® que meu teclado possui, sob o X?

Pode. Basta usar o xmodmap(1) para redefinir a função das teclas.

Assumindo que todos os teclados “Windows®” sejam padrão, os códigos de mapeamento pras 3 teclas são:

  • 115 - Windows, entre a tecla Ctr e a Alt do lado esquerdo.

  • 116 - Windows, à direita a tecla AltGr.

  • 117 - Menu, do lado esquerdo da tecla Ctrl esquerda

Por exemplo, para fazer com que a tecla Windows® esquerda imprima uma vírgula, faça o seguinte:

# xmodmap -e "keycode 115 = comma"

É provável que seu gerenciador de janelas tenha que ser reiniciado, para visualizar o resultado.

Pra forçar o carregamento automático do mapeamento das teclas Windows, coloque os comandos do xmodmap no arquivo ~/.xinitrc ou de preferência, crie um arquivo ~/.xmodmaprc e inclua as opções do xmodmap uma por linha, nesse arquivo. Depois adicione:

xmodmap $HOME/.xmodmaprc

No seu ~/.xinitrc.

Por exemplo, pode-se mapear as 3 teclas em questão para fazer o papel das teclas F13, F14, e F15, respectivamente. Dessa forma, seria fácil mapear as aplicações de forma que as teclas tivessem ações no seu sistema, como veremos agora.

Adicione o seguinte conteúdo, no arquivo ~/.xmodmaprc.

keycode 115 = F13
keycode 116 = F14
keycode 117 = F15

Se o gerenciador de janelas em questão for o fvwm2, por exemplo, pode-se mapear as teclas de forma que o F13 minimize (ou maximize) a janela que o cursor está apontando, a tecla F14 de forma que ela traga a janela marcada pelo cursor para frente (ou volte para trás, caso já esteja à frente), e o F15 pode alternar o menu da área detrabalho principal, o que é bem útil quando a tela não é visível.

As seguintes definições no ~/.fvwmrc implementam a configuração acima descrita:

Key F13	FTIWS    A	Iconify
Key F14        FTIWS    A        RaiseLower
Key F15        A        A        Menu Workplace Nop

11.18. Como posso obter a aceleração de equipamentos 3D para o OpenGL?

A disponibilidade da aceleração 3D depende da versão do XFree86 e da placa de vídeo. Caso a placa seja NVIDIA, verifique a página da Iniciativa de Driver NVIDIA para o FreeBSD, que discute a aceleração 3D em chips NVIDIA com XFree86-4. Pra outras placas em conjunto com o XFree86-4, incluindo a Matrox G200/G400, a ATI Rage 128/Radeon, as 3dfx Voodoo 3, 4, 5, e Banshee, refira-se à página sobre Renderização Direta do XFree86-4 no FreeBSD. Usuários do XFree86 na versão 3.3 podem usar o port do Utah-GLX que pode ser encontrado em graphics/utah-glx para conseguir alguma (limitada) aceleração 3D para o OpenGL em placas Matrox Gx00, ATI Rage Pro, SiS 6326, i810, Savage, e algumas NVIDIA antigas.


Capítulo 12. Redes

12.1. Onde obter informações a respeito do processo de processo de inicialização sem disco rígido (diskless booting)?
12.2. Um sistema FreeBSD pode ser utilizado como roteador dedicado para uma rede?
12.3. Posso conectar minha máquina com Win95 à Internet, através do meu FreeBSD?
12.4. O FreeBSD suporta SLIP e PPP?
12.5. O FreeBSD suporta NAT ou Masquerading?
12.6. Como posso conectar duas estações FreeBSD por linha paralela, usando o PLIP?
12.7. Por que eu não posso criar um dispositivo /dev/ed0?
12.8. Como eu configuro aliases (apelidos) de Ethernet?
12.9. Como eu configuro minha placa 3Com 3C503 para utilizar outra interface de conexão ?
12.10. Por que eu tenho problemas com NFS no FreeBSD?
12.11. Por que não é possível montar sistemas de arquivos NFS de máquinas Linux?
12.12. Por que não é possível montar sistemas de arquivos NFS de máquinas Sun?
12.13. Por que o mountd informa repetidamente que “can't change attributes” e “bad exports list” utilizando o servidor de NFS do FreeBSD?
12.14. Por que existem problemas na comunicação (via protocolo PPP) com máquinas NeXTStep?
12.15. Como habilitar o suporte a IP multicast?
12.16. Quais interfaces de rede são baseadas no chipset DEC PCI?
12.17. Por que preciso utilizar um FQDN (Nomes de domínio completamente qualificados) pras estações da minha rede?
12.18. Por que obtenho o erro, “Permission denied”, para todas as operações de rede?
12.19. Qual o acréscimo de sobrecarga ocasionado pelo IPFW?
12.20. Minha regra de fwd do IPFW, que deveria redirecionar um serviço para outra estação, não está funcionando. Por que?
12.21. Como redirecionar requisições de serviço de uma máquina para outra?
12.22. Onde obtenho uma ferramenta de gerenciamento de banda?
12.23. O que causa o erro “/dev/bpf0: device not configured”?
12.24. Como montar o disco de uma estação Windows na minha rede, de forma semelhante ao smbmount em sistemas Linux?
12.25. O que são as mensagens sobre “icmp-response bandwidth limit 300/200 pps” em meus registros de logs?
12.26. Do que se trata estas mensagens de erro “arp: unknown hardware address format”?
12.27. Acabei de instalar o CVSup, mas ao tentar usá-lo, aparecem erros. O que está havendo?

12.1. Onde obter informações a respeito do processo de processo de inicialização sem disco rígido (diskless booting)?

O processo de processo de inicialização sem disco implica na possibilidade de uma máquina FreeBSD ser inicializada através da rede, lendo os arquivos necessários à partir de um servidor, ao invés de um disco rígido. Para maiores detalhes, por favor, consulte o ítem diskless booting no Manual do FreeBSD.

12.2. Um sistema FreeBSD pode ser utilizado como roteador dedicado para uma rede?

Pode. Por gentileza, refira-se à documentação do Manual do FreeBSD sobre configurações avançadas de rede, mais especificamente, a seção sobre roteamento e gateways.

12.3. Posso conectar minha máquina com Win95 à Internet, através do meu FreeBSD?

Normalmente, as pessoas que propõem esse tipo de questão possuem dois computadores em casa, um com FreeBSD e outro com Win95. A idéia é utilizar a maquina com FreeBSD para se conectar à Internet, e então oferecer acesso Internet a máquina Win95 através do FreeBSD. Essa é apenas uma extensão especial da questão anterior.

... e a resposta é sim! No FreeBSD 3.x, o ppp(8) em modo usuário oferece a opção -nat. Se o ppp(8) for executado com essa opção, basta definir a variável gateway_enable para YES no arquivo /etc/rc.conf, e configurar corretamente a máquina Windows. Isso é o bastante.

Para obter mais informações, por gentileza, refira-se a página de manual do ppp(8)

Se o ppp(8) estiver sendo usado em modo kernel (kernel-mode) ou a conexão com a Internet for via Ethernet, a opção mais viável será utilizar o natd(8). Por favor, consulte a seção natd dessa documentação.

12.4. O FreeBSD suporta SLIP e PPP?

Claro. Veja as páginas de manual do slattach(8), sliplogin(8), ppp(8), e pppd(8). O ppp(8) e o pppd(8) oferecem suporte à conexões entrantes e de saída (conexões incoming/outgoing), enquanto o slattach(8) à conexões de saída (outgoing).

Para obter mais informações sobre a correta utilização desses recursos, por gentileza, refira-se ao Capítulo sobre PPP e SLIP do Manual do FreeBSD.

Se o seu acesso à Internet for apenas por meio de uma conta Shell, pode ser interessante dar uma olhada no port da aplicação net/slirp. Esse port oferece acesso (limitado) à serviços como FTP e HTTP direto da máquina local.

12.5. O FreeBSD suporta NAT ou Masquerading?

Se no seu caso, existe uma subrede (uma ou mais máquinas locais interconectadas em rede), mas o seu Provedor de Internet disponibiliza apenas um IP (ou se o endereço IP em questão é dinâmico), com certeza é interessante dar uma olhada no natd(8). O natd(8) possibilita que uma subrede inteira acesse a Internet através de um único endereço IP.

O ppp(8) oferece suporte interno à essa mesma funcionalidade, através da opção -nat do programa. A biblioteca libalias(3) é usada tanto pelo ppp(8) quanto pelo natd(8).

12.6. Como posso conectar duas estações FreeBSD por linha paralela, usando o PLIP?

Por gentileza, refira-se à seção sobre PLIP do Manual do FreeBSD.

12.7. Por que eu não posso criar um dispositivo /dev/ed0?

Porque não é preciso! Na estrutura de redes de Berkeley, as interfaces de rede são acessadas somente (e diretamente) pelo código do kernel. Por favor verifique o arquivo /etc/rc.network e as páginas do manual para os diversos programas de rede ali mencionados, para maiores informações. Se isto deixá-lo completamente confuso, consulte um livro que descreva a administração de rede em um outro sistema operacional baseado no modelo BSD. Com poucas exceções significativas, a administração de rede em sistemas FreeBSD é basicamente a mesma da utilizada em sistemas como o SunOS 4.0 ou o Ultrix.

12.8. Como eu configuro aliases (apelidos) de Ethernet?

Se a intenção é definir um apelido IP para uma subrede previamente configurada, basta adicionar a máscara 0xffffffff junto à sintaxe usual para definição de alias no ifconfig(8):

# ifconfig ed0 alias 192.0.2.2 netmask 0xffffffff

Do contrário, basta definir o endereço de rede e a netmask em questão, da forma tradicional:

# ifconfig ed0 alias 172.16.141.5 netmask 0xffffff00

12.9. Como eu configuro minha placa 3Com 3C503 para utilizar outra interface de conexão ?

Se você deseja utilizar uma outra interface de conexão, deverá especificar alguns parâmetros adicionais na linha de comando do ifconfig(8). A porta padrão é a link0. Para usar a porta AUI ao invés da porta BNC utilize a flag link2. Tais flags devem ser definidas através das variáveis ifconfig_* no arquivo /etc/rc.conf. (consulte o rc.conf(5)).

12.10. Por que eu tenho problemas com NFS no FreeBSD?

Certas interfaces de rede para PC são melhores do que outras (para adotarmos um eufemismo) e as vezes podem causar problemas em aplicações que utilizam a rede de modo intensivo, como o NFS.

Consulte o item NFS do Manual do FreeBSD para obter mais informações sobre o assunto.

12.11. Por que não é possível montar sistemas de arquivos NFS de máquinas Linux?

Algumas versões do código NFS do Linux aceitam requisições de montagem provenientes apenas de portas privilegiadas, experimente o comando:

# mount -o -P linuxbox:/blah /mnt

12.12. Por que não é possível montar sistemas de arquivos NFS de máquinas Sun?

Estações de trabalho Sun rodando SunOS 4.X aceitam requisições de montagem provenientes apenas de portas privilegiadas, experimente o comando:

# mount -o -P sunbox:/blah /mnt

12.13. Por que o mountd informa repetidamente que “can't change attributes” e “bad exports list” utilizando o servidor de NFS do FreeBSD?

O problema mais freqüente é o não entendimento correto do formato do arquivo /etc/exports. Por gentileza, leia com atenção a página de manual do exports(5) e a documentação sobre NFS no Manual do FreeBSD, especialmente a seção sobre a configuração do NFS.

12.14. Por que existem problemas na comunicação (via protocolo PPP) com máquinas NeXTStep?

Experimente desabilitar a variável TCP extensions no arquivo /etc/rc.conf (consulte rc.conf(5)) alterando a variável abaixo para NO:

tcp_extensions=NO

Máquinas Annex da Xylogic também apresentam um problema similar neste aspecto, e você deve adotar a mesma solução para conectar-se a estes sistemas.

12.15. Como habilitar o suporte a IP multicast?

Desde o FreeBSD 2.0 que operações Multicast são completamente suportadas por padrão. Se a itenção é fazer o sistema FreeBSD atuar como um roteador multicast, será necessário que o kernel do sistema seja recompilado com a opção MROUTING e que o mrouted(8) seja executado. O FreeBSD, à partir da versão 2.2, pode iniciar o mrouted(8) durante o processo de inicialização se a variável mrouted_enable estiver configurada com o parâmetro "YES" no arquivo /etc/rc.conf.

As ferramentas MBONE estão disponíveis em sua própria categoria na coleção de ports, mbone. Se você está procurando as ferramentas de conferência vic e vat, procure neste diretório!

12.16. Quais interfaces de rede são baseadas no chipset DEC PCI?

Esta é uma lista compilada por Glen Foster , com algumas adições recentes:

Tabela 12-1. Interfaces de rede baseadas no chipset DEC PCI

Vendedor Modelo
ASUS PCI-L101-TB
Accton ENI1203
Cogent EM960PCI
Compex ENET32-PCI
D-Link DE-530
Dayna DP1203, DP2100
DEC DE435, DE450
Danpex EN-9400P3
JCIS Condor JC1260
Linksys EtherPCI
Mylex LNP101
SMC EtherPower 10/100 (Model 9332)
SMC EtherPower (Model 8432)
TopWare TE-3500P
Znyx (2.2.x) ZX312, ZX314, ZX342, ZX345, ZX346, ZX348
Znyx (3.x) ZX345Q, ZX346Q, ZX348Q, ZX412Q, ZX414, ZX442, ZX444, ZX474, ZX478, ZX212, ZX214 (10mbps/hd)

12.17. Por que preciso utilizar um FQDN (Nomes de domínio completamente qualificados) pras estações da minha rede?

Provavelmente você vai estar trabalhando com estações em domínios diferentes. Por exemplo, se você esta em foo.bar.edu e deseja alcançar uma estação chamada mumble no domínio foo.bar.edu, deverá referir-se à essa esse host através do seu nome de domínio qualificado, mumble.foo.bar.edu, ao invés de apenas mumble.

Normalmente era possível alcançar a estação apenas por seu nome. Essa função era realizada pelos resolvedores BIND do ISC. Contudo, as versões atuais do BIND (veja o named(8)) que acompanham o FreeBSD não oferecem mais abreviações padrão para domínios que não sejam FQDN, com a única exceção do domínio que sua própria estação faz parte. Dessa forma, o host mumble, se não for localizado como mumble.foo.bar.edu, será localizado através de uma busca direta à partir da raiz dos servidores de resolução.

Este comportamento é diferente do verificado anteriormente onde a pesquisa continuaria através de mumble.bar.edu e mumble.edu. Consulte a RFC 1535 para descobrir porque isso é considerado uma prática ruím, e até mesmo uma brecha de segurança.

Uma alternativa é adicionar a linha abaixo:

search foo.bar.edu bar.edu

ao invés da linha previamente existente

domain foo.bar.edu

em seu arquivo /etc/resolv.conf (consulte resolv.conf(5)). Contudo verifique se a ordem de pesquisa não vai além da fronteira entre a administração pública e a local, conforme definido na RFC 1535.

12.18. Por que obtenho o erro, “Permission denied”, para todas as operações de rede?

Se o kernel do seu FreeBSD foi compilado com a opção IPFIREWALL, você deve compreender que a política padrão, à partir da versão 2.1.7 (atualmente alterada durante o desenvolvimento da versão 2.1-STABLE) é negar todos os pacotes que não forem explicitamente permitidos.

A seu firewall foi erroneamente configurado, de forma não intencional, a operacionalidade do sistema pode ser restaurada, simplesmente digitando o seguinte (conectado como root):

# ipfw add 65534 allow all from any to any

A variável firewall_type="open" também pode ser definida, no arquivo /etc/rc.conf.

Para maiores informações sobre a configuração de firewall, por gentileza, consulte a seção correspondente no Manual do FreeBSD.

12.19. Qual o acréscimo de sobrecarga ocasionado pelo IPFW?

Por gentileza, refira-se ao capítulo sobre Firewalls do Manual do FreeBSD mais específicamente, a seção sobre Overhead & Otimização do IPFW.

12.20. Minha regra de fwd do IPFW, que deveria redirecionar um serviço para outra estação, não está funcionando. Por que?

Provavelmente porque a verdadeira intenção é traduzir os pacotes que chegam na sua estação, e rescrevê-los para renviar para a outra máquina, e não simplesmente redirecionar o pacote. Normalmente o ideal é fazer NAT (tradução de endereços de rede). Uma regra de reenvio de pacotes, faz exatamente o que ela deve fazer: reenviar pacotes. As regras não alteram (rescrevem) o conteúdo ou cabeçalhos dos dados presentes no pacote. Por exemplo, digamos que a questão seja a seguinte regra:

01000 fwd 10.0.0.1 from any to foo 21

Quando um pacote destinado à estação foo chegar no FreeBSD que filtra essa regra, ele será encaminhado para a máquina cujo endereço IP é 10.0.0.1, mas o endereço de destino original do pacote será mantido, ou seja, os pacotes chegando em 10.0.0.1 ainda terão a estação foo como destino final, marcado em seu cabeçalho TCP. O endereço de destino não é alterado (reescrito) para a máquina 10.0.0.1, o que propicia um comportamento de verificação de checksum do cabeçalho IP. O comportamento normal é que a máquina 10.0.0.1 descarte o pacote, já que o endereço de destino do mesmo não é o endereço da estação em questão. Esse comportamento costuma confundir alguns usuários menos experientes, não correspondendo a ação com suas expectativas. Essa é uma característica do IPFW, e não um problema.

Consulte o FAQ sobre Redirecionamento de Serviços, a página de manual do natd(8), ou uma das diversas ferramentas de redirecionamento disponíveis na Coleção de Ports, para verificar a forma correta de obter o comportamento desejado.

12.21. Como redirecionar requisições de serviço de uma máquina para outra?

Serviços como FTP (e outros) podem ser redirecionados com o pacote socket, disponível na árvore de Coleção do Ports, sob a categoria “sysutils”. Simplesmente substitua a linha de comando do serviço a ser redirecionado para executar a ferramenta socket, como no exemplo abaixo:

ftp stream tcp nowait nobody /usr/local/bin/socket socket ftp.example.com ftp

Onde ftp.foo.com e ftp são a máquina (host) e a porta de conexão que será utilizada para o redirecionamento, respectivamente.

12.22. Onde obtenho uma ferramenta de gerenciamento de banda?

Existem três ferramentas de gerenciamento de banda disponíveis para o FreeBSD. O dummynet(4), integrada ao FreeBSD (ou mais especificamente ao ipfw(4));, o ALTQ, disponível gratuitamente, e o Bandwidth Manager da Emerging Technologies, um produto comercial.

12.23. O que causa o erro “/dev/bpf0: device not configured”?

Você está tentando usar um programa que precisa do Berkeley Packet Filter (veja a página de manual do bpf(4) para obter maiores informações), mas ele